<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464</id><updated>2012-01-23T14:27:56.761-08:00</updated><category term='ação correta'/><category term='O Coração da Compreensão'/><category term='karmanta'/><category term='paramitas'/><category term='Karuna'/><category term='budismo'/><category term='Keeping the Peace'/><category term='morrer'/><category term='pancasila'/><category term='Peace Begins Here'/><category term='Thich Nhat Hanh'/><category term='The World We Have'/><category term='israelenses'/><category term='Compaixão'/><category term='impermanência'/><category term='Plum Village'/><category term='unesco'/><category term='meditação da comida'/><category term='comer consciente'/><category term='Paz a Cada Passo'/><category term='Transformação Social Pela Base'/><category term='budismo engajado'/><category term='preceitos'/><category term='palestinos'/><category term='Ensinamentos Sobre o Amor'/><category term='Morte no budismo'/><category term='Solidariedade'/><category term='ativismo'/><category term='Zen Keys'/><category term='serviço publico'/><category term='toques da terra'/><category term='sila'/><category term='shila'/><category term='paz'/><title type='text'>Textos</title><subtitle type='html'>É um blog secundário de textos que alimentam o blog principal sobre Thich Nhat Hanh e sua comunidade:

http://interserblog.blogspot.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-6792475483436588671</id><published>2009-08-01T06:44:00.000-07:00</published><updated>2011-12-22T05:39:50.408-08:00</updated><title type='text'>Cinco Treinamentos da Plena Consciência - Nova Versão</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;&lt;!--   @page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Os Cinco Treinamentos da Plena Consciência&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Reverência à Vida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Ciente do sofrimento causado pela destruição da vida, eu me comprometo a cultivar o insight do Interser e da solidariedade e a aprender maneiras de proteger a vidas das pessoas, animais, plantas e de todo o planeta Terra. Estou determinado a não matar, a não deixar que outros matem e a não apoiar nenhum ato de matança no mundo, seja na minha maneira de pensar  ou no meu modo de vida. Ao ver que as ações que causam sofrimento surgem a partir da raiva, do medo, da avidez e da intolerância – que por sua vez se baseiam no pensamento dualista e discriminativo, cultivarei a abertura, a não discriminação e o não apego a pontos de vista para transformar a violência, o fanatismo e o dogmatismo em mim mesmo e no mundo &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Verdadeira Felicidade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Ciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, roubo e opressão, eu me comprometo a praticar a generosidade no meu modo de pensar, de falar e de agir. Eu me comprometo a não roubar e a não possuir nada que porventura pertença a outros e a compartilhar meu tempo, energia e recursos materiais com aqueles que precisam. Praticarei a observação profunda para ver que a felicidade e o sofrimento dos outros não estão separados da minha própria felicidade e sofrimento. Praticarei para ver que a verdadeira felicidade não é possível sem compreensão e solidariedade –  e que buscar  riqueza, fama, poder e prazeres sensoriais podem gerar sofrimento e desespero. Estou ciente de que a felicidade depende do meu estado de espírito e não de condições externas e que posso ser feliz no momento presente, bastando me lembrar que já possuo todas as condições para isso. Eu me comprometo a praticar o Meio de Vida Correto de forma a reduzir o sofrimento dos seres vivos na Terra e, especialmente, frear o processo de aquecimento global.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Verdadeiro Amor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Ciente do sofrimento causado pelo má condução da vida sexual, eu me comprometo a cultivar a responsabilidade e a aprender maneiras de proteger a segurança e a integridade dos indivíduos, casais, famílias e da sociedade como um todo. Consciente de que desejo sexual não significa amor e que a atividade sexual motivada pelo desejo irá somente ferir a mim e aos outros, eu me comprometo a não me engajar em relações sexuais sem verdadeiro amor e sem um compromisso profundo e de longo prazo apoiado pela minha família e pelos meus amigos. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para proteger as crianças do abuso sexual e para evitar que famílias sejam desfeitas pela má conduta sexual. Percebo que corpo e mente são um só, eu me comprometo a aprender maneiras apropriadas de cuidar da minha energia sexual e a cultivar a bondade amorosa, a solidariedade, a alegria e a inclusividade que são os quatro elementos básicos do verdadeiro amor. Ao praticar o verdadeiro amor, poderei continuar de maneira mais bela no futuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Fala Amável e Escuta Profunda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Ciente do sofrimento causado pelo fala inconsequente e pela minha inabilidade de ouvir os outros, eu me comprometo a cultivar a fala amável e a escuta solidária para aliviar o sofrimento e promover a reconciliação e a paz em mim mesmo e entre as pessoas, grupos religiosos, étnicos e nações. Sabendo que a as palavras podem criar tanto felicidade quanto sofrimento, eu me comprometo a falar a verdade com palavras que inspirem confiança, alegria e esperança. Ao perceber a raiva se manifestando em mim, eu me comprometo a não falar. Praticarei a respiração e o andar consciente para reconhecer minha raiva e olhar com profundidade em suas raízes – especialmente quando se tratar de percepções errôneas ou falta de compreensão do meu próprio sofrimento e o das outras pessoas. Irei falar e ouvir de modo a aliviar o sofrimento tanto em mim mesmo quanto nos outros e a resolver situações difíceis. Eu me comprometo a não espalhar notícias as quais não tenha certeza e a não usar palavras que possam causar divisão ou discórdia. Praticarei a Diligência Correta como um meio de nutrir minha capacidade de compreensão, amor, alegria e inclusividade e também para transformar gradualmente a raiva, a violência e o medo presentes em minha consciência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Nutrição e Cura&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Ciente do sofrimento causado pelo consumo inconsequente, eu me comprometo a cultivar a boa saúde tanto física quanto mental em mim mesmo, em minha família e na sociedade como um todo através da prática de comer, beber e consumir de maneira consciente. Praticarei a observação profunda no que diz respeito ao meu consumo dos Quatro Tipos de Nutrientes, a saber: comida,  impressões sensoriais, &lt;i&gt;vontade &lt;/i&gt;e consciência. Eu me comprometo a não beber álcool, tomar drogas,  praticar jogos de azar ou usar produtos com conteúdo tóxico, como alguns sites de internet, jogos eletrônicos, programas de TV, filmes, revistas, livros e a não me engajar em conversas com conteúdo similar. Retornarei ao momento presente como um modo de estar em contato com os elementos refrescantes,  saudáveis e revigorantes em mim mesmo e à minha volta – e não me deixarei arrastar ao passado pelo arrependimento e pela tristeza ou permiterei que a ansiedade, o medo e a avidez me empurrem para longe. Eu me comprometo a não tentar preencher minha solidão, ansiedade ou qualquer outro sofrimento, através do consumismo. Contemplarei tanto o Interser quanto  o ato de consumir de um modo que preserve a paz, a alegria e o bem-estar no meu corpo, na minha consciência e no corpo e na consciência coletivos da minha família, da sociedade e do nosso Planeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-6792475483436588671?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/6792475483436588671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=6792475483436588671' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6792475483436588671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6792475483436588671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2009/08/cinco-treinamentos-da-plena-consciencia.html' title='Cinco Treinamentos da Plena Consciência - Nova Versão'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-4098026519142840403</id><published>2009-05-16T17:27:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T17:33:09.857-07:00</updated><title type='text'>Sobre a Nossa Verdadeira Natureza</title><content type='html'>&lt;embed src="http://v.wordpress.com/SMUohRCc" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-4098026519142840403?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/4098026519142840403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=4098026519142840403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/4098026519142840403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/4098026519142840403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2009/05/sobre-nossa-verdadeira-natureza.html' title='Sobre a Nossa Verdadeira Natureza'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-5239254145328563386</id><published>2009-04-24T16:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-22T05:09:29.406-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Plum Village'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><title type='text'>O que é Plum Village?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_tj-3CuoHnUI/SfJJ8keboII/AAAAAAAAAsk/PVhMGGwAIQo/s1600-h/2457458882_6d15b3e5b6_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_tj-3CuoHnUI/SfJJ8keboII/AAAAAAAAAsk/PVhMGGwAIQo/s320/2457458882_6d15b3e5b6_o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328402614065012866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plum Village é o centro internacional da Ordem fundada por Thich Nhat Hanh. É um monastério composto de vários monastérios menores que ficam localizados uns próximos dos outros...Ao todo temos Upper Hamlet/Aldeia de Cima, Son Ha/Templo do Sopé da Montanha, Lower Hamlet/Aldeia de Baixo, New Hamlet/Aldeia Nova, West Hamlet/Aldeia Oeste, Middle Hamlet/Aldeia do Meio. Os únicos que são habitados por monásticos o tempo todo são: Upper Hamlet e Son Ha (por monges) e Lower Hamlet e New Hamlet (por monjas), os outros são ocupados ocasionalmente...Cada monastério é um Centro de Prática e funciona de maneira coordenada com os outros e com atividades semanais conjuntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plum Village, portanto é um complexo formados por Centros de Práticas especializados em organizar retiros para monges, monjas, leigos e leigas. Os retiros acontecem durante todo o ano, com exceção de uns poucos dias - que são os dias de folga para os monásticos...&lt;br /&gt;Os dois períodos do ano mais concorridos são o Retiro de Inverno (4 meses) e o Retiro de Verão (1 mês), sendo que este último é o maior em número de pessoas, consegue aglutinar milhares de pessoas de vários países do mundo, principalmente jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plum Village também é um centro de difusão do que se convencionou chamar de "budismo socialmente engajado", ou seja, do budismo empenhado na transformação do mundo através da transformação das pessoas e estimulando uma nova cultura de relacionamente entre homens, mulheres e natureza, baseada na solidariedade e na compreensão de que tudo contém o todo (o que Thay chama de interser, interbeing) o que nos torna interconectados e interdependentes com todas as coisas e seres vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral as atividades são dadas em inglês, francês ou vietnamita, sempre dependendo de disponibilidade de tradução. Mas a língua franca é o inglês. Em determinadas oportunidades é possível haver traduções simultâneas para o alemão, holandês, italiano e para o espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atividades são variadas e mesmo as atividades mais rotineiras, como a meditaçao sentada e andando, variam de acordo com o dia. Em alguns dias se acorda de madrugada, às 5:00, outros às 6:00 outros e outros dias, como o chamado "lazy day", dia da preguiça em tradução livre, pode-se acordar à hora que quiser e não há nada estipulado, nem as refeições...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente as refeições (vegetarianas) são feitas com um período de silêncio e depois das refeições tem o trabalho comunitário...de manhã e à tarde...&lt;br /&gt;Algo que chama a atenção de quem vai pela primeira vez é o fato de que sempre que algum sino toca (e eles tocam muito) todos devem parar o que estão fazendo, por alguns segundos, e retornar sua atenção à respiração.&lt;br /&gt;Outras atividades rotineiras são várias dinâmicas de grupo com focos diferenciados: compartilhar de alegrias, resolução de conflitos ou de sentimentos não-saudáveis entre as pessoas, festinhas silenciosas (ou quase), cerimônias do chá, encontros na floresta ou nas salas de meditação ou nos quartos - todas muito leves e sem muita formalidade (a única formalidade é o uso do sino para regular o início, desenvolvimento e o fim das atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro detalhe interessante é que Plum Village não é um lugar de estudo, mas de prática. Para aqueles que quiserem estudar sutras e se tornarem versados na literatura budista, Plum Village não é o melhor local. As práticas estão firmemente ancoradas no que há de melhor e profundo da psicologia budista e @s visitantes podem entrar em contato com ela através das diversas atividades de meditação (sentada, andando, trabalhando, comendo, tomando chá, contemplando a natureza etc) e das atividades de partilha de experiências, de dores, de alegrias, amizade e solidariedade - tudo voltado para esse retorno ao nosso eu ( ou ao nosso não-eu) que nos torna capazes de nos transformarmos e transformar as coisas à nossa volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samuel Cavalcante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-5239254145328563386?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/5239254145328563386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=5239254145328563386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/5239254145328563386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/5239254145328563386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2009/04/o-que-e-plum-village.html' title='O que é Plum Village?'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tj-3CuoHnUI/SfJJ8keboII/AAAAAAAAAsk/PVhMGGwAIQo/s72-c/2457458882_6d15b3e5b6_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-354160486842856635</id><published>2009-03-19T01:39:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T06:27:28.402-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transformação Social Pela Base'/><title type='text'>Transformação Social Pela Base - Parte 2</title><content type='html'>&lt;object width="520" height="466" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-71c610e8f65a5c0a" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v21.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D71c610e8f65a5c0a%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329904472%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D54F9DA3F77238A96860C4B9AB301E9D40156992C.862EA0EA2540609C05EDD9CC49AD4B5A63BF542F%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D71c610e8f65a5c0a%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D-bWzcGTTKC5tuNZF_Nm_Djw1H3M&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="520" height="466" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v21.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D71c610e8f65a5c0a%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329904472%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D54F9DA3F77238A96860C4B9AB301E9D40156992C.862EA0EA2540609C05EDD9CC49AD4B5A63BF542F%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D71c610e8f65a5c0a%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D-bWzcGTTKC5tuNZF_Nm_Djw1H3M&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-354160486842856635?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=71c610e8f65a5c0a&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/354160486842856635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=354160486842856635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/354160486842856635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/354160486842856635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2009/03/blog-post.html' title='Transformação Social Pela Base - Parte 2'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-8745846605258551655</id><published>2009-03-18T17:24:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T06:26:45.574-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transformação Social Pela Base'/><title type='text'>Transformação Social Pela Base - Parte 1</title><content type='html'>&lt;object width="542" height="484" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-88fda2e6ec69bd83" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v19.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D88fda2e6ec69bd83%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329904472%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D24BB956B7D7EFDF83CF911BEE852C1369848B10D.246A762E392D61DAA77C3CE1EDC0E377A5A253D1%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D88fda2e6ec69bd83%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D97NZC4bicedw47AQoZIac9Dszt0&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="542" height="484" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v19.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D88fda2e6ec69bd83%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329904472%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D24BB956B7D7EFDF83CF911BEE852C1369848B10D.246A762E392D61DAA77C3CE1EDC0E377A5A253D1%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D88fda2e6ec69bd83%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D97NZC4bicedw47AQoZIac9Dszt0&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-8745846605258551655?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=88fda2e6ec69bd83&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/8745846605258551655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=8745846605258551655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/8745846605258551655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/8745846605258551655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2009/03/transformacao-social-pela-base-parte-1.html' title='Transformação Social Pela Base - Parte 1'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-484177033424053099</id><published>2009-03-06T13:50:00.000-08:00</published><updated>2009-03-20T15:28:11.003-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comer consciente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditação da comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo'/><title type='text'>Meditação da Comida</title><content type='html'>Este pedaço de pão é um embaixador do cosmos inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comer uma refeição juntos é uma prática meditativa. Devemos tentar oferecer nossa presença para cada refeição. Podemos começar a praticar já no momento em que nos servimos, refletindo sobre quantos elementos, como a chuva, o sol, a terra, o ar e amor se reuniram para constituir essa refeição. De fato, através da comida podemos ver que o universo inteiro está sustentando nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos conscientes de toda a comunidade enquanto nos servimos e devemos pegar apenas aquela quantidade que é necessaŕia para nós. Antes de comer, convidamos o sino a soar por três vezes, desfrutamos da nossa respiração e praticamos as seguintes cinco contemplações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta comida é uma dádiva da terra, do céu, de numerosos seres vivos e de muito trabalho duro;&lt;br /&gt;- Que possamos comer com plena consciência e gratidão para que mereçamos receber o alimento em nosso corpo;&lt;br /&gt;- Que possamos reconhecer e transformar nos formações mentais não-saudáveis, especialmente nossa avidez, e aprendamos a comer com moderação;&lt;br /&gt;- Que possamos manter viva a nossa solidariedade comendo de modo a reduzir o sofrimento dos seres vivos, proteger nosso planeta e impedir o processo de aquecimento global;&lt;br /&gt;- Aceitamos esta comida como uma maneira de nutrir nossa fraternidade, fortalecer nossa comunidade (Sangha) e alimentar o nosso ideal de servir a todos os seres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos comer com calma, mastigando bem cada porção, no mínimo 30 vezes, até que a comida se liqüefaça. Fazer isso ajuda o nosso processo digestivo. Vamos aproveitar cada pedaço de nossa comida e a presença de nossos irmãos e irmãs de dharma à nossa volta. Vamos nos estabelecer no momento presente, comendo de tal forma que a solidez, a alegria e a paz sejam possíveis durante a refeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao comermos em silêncio, a comida se torna real com a nossa plena consciência e ficamos totalmente atentos ao processo de nutrição acontecendo. Para aprofundar nossa prática de comer com plena consciência e alimentar a atmosfera de paz, permanecemos sentados durante o período de silêncio. Depois de vinte minutos de silêncio, convidamos o sino a tocar novamente duas vezes. Nesse momento, podemos conversar algo saudável como nossos amigos e começar a nos levantar da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao finalizar a refeição, dedicamos alguns momentos para tomarmos consciência de que acabamos de comer, de que o nosso prato está vazio e de que nossa fome está saciada. Assim, enchemo-nos de gratidão ao percebermos como somos afortunados por termos uma refeição para comer, sentimento que nos apóia no nosso caminho de amor e sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-484177033424053099?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/484177033424053099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=484177033424053099' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/484177033424053099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/484177033424053099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2009/03/meditacao-da-comida.html' title='Meditação da Comida'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-2950090398009222265</id><published>2009-01-06T10:54:00.001-08:00</published><updated>2009-01-06T11:14:12.761-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='toques da terra'/><title type='text'>Como praticar os Três Toques da Terra</title><content type='html'>Como praticar os Três Toques da Terra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pé respire conscientemente três vezes. Leia o Primeiro Toque da Terra - uma boa alternativa é ter o texto gravado, assim é mais fácil se concentrar nas palavras e ter as mãos livres e relaxadas. Depois de ouvir ou ler o texto junte as palmas da mãos, eleve-as juntas para perto da testa e depois abaixe-as lentamente e sempre juntas, passando-as próximo da boca e do coração (simbolizando as ações da mente, do corpo e da fala) e, sem se desolocar, ajoelhe-se, ponha a sola dos pés para cima, incline-se (apoiando-se nas mãos) até que a testa encoste no chão (se não conseguir não tem problema). Depois vire as palmas das mãos para cima, ao lado da cabeça, relaxe e pratique mais três respirações conscientes, entregando todo o peso de seu corpo e de sua mente, todas as atribulações e preocupações à nossa Mãe Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após as terceira respirações ponha-se de pé novamente (e sem se deslocar) e prepare-se para o próximo Toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma prática bastante utilizada pela tradição do ven. Thich Nhat Hanh como meio de nos tornarmos mais conscientes da nossa herança, dos nossos ancestrais e da nossa conexão com todas as formas de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tocar a Terra nos beneficiamos da sua solidez, energia e estabilidade e por sua vez entregamos a seus cuidados todas as nossas preocupações, raiva, atribulações, ansiedades e medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-2950090398009222265?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/2950090398009222265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=2950090398009222265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/2950090398009222265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/2950090398009222265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2009/01/como-praticar-os-trs-toques-da-terra.html' title='Como praticar os Três Toques da Terra'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-2812808775099266554</id><published>2008-11-30T04:12:00.000-08:00</published><updated>2008-11-30T04:13:52.358-08:00</updated><title type='text'>Colegiado Buddhista Brasileiro - Comunicado</title><content type='html'>Colegiado Buddhista Brasileiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunicado 001/2008 - Sobre Dana e a Orientação de Dharma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estimados praticantes, estudiosos e simpatizantes buddhistas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Colegiado Buddhista Brasileiro (CBB), entidade voltada para o&lt;br /&gt;favorecimento do diálogo entre as tradições buddhistas e o mais&lt;br /&gt;correto e saudável exercício de entendimento sobre os fundamentos do&lt;br /&gt;Dharma no Brasil, gostaria de apresentar a todos os interessados sua&lt;br /&gt;posição acerca de questões relevantes que têm sido ultimamente&lt;br /&gt;levantadas por diferentes pessoas ao CBB sobre a natureza do&lt;br /&gt;exercício de Dana e a real condição de autoridade na orientação do&lt;br /&gt;Dharma por diferentes monásticos ou estudiosos seculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este comunicado, no entendimento da diretoria fundadora do Colegiado,&lt;br /&gt;se faz necessário neste momento devido ao constante fluxo de dúvidas&lt;br /&gt;apresentadas diretamente ao CBB referentes a episódios associados ao&lt;br /&gt;exercício de eventos, cursos ou práticas buddhistas, onde a própria&lt;br /&gt;competência de conhecimento ou experiência na orientação buddhista&lt;br /&gt;por parte dos organizadores e o modo de solicitação dos recursos de&lt;br /&gt;contribuição para tais eventos são questionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CBB apresenta suas considerações sobre o assunto sem, no entanto,&lt;br /&gt;pretender manifestar-se de forma legisladora ou julgadora em relação&lt;br /&gt;à liberdade de atuação das escolas e centros buddhistas tradicionais,&lt;br /&gt;ou de estudiosos e pesquisadores não-buddhistas que pretendam se&lt;br /&gt;posicionar sobre o tema buddhista de forma acadêmica ou histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso objetivo, muito mais simples, é apenas esclarecer aos&lt;br /&gt;simpatizantes e praticantes pouco experimentados sobre os fundamentos&lt;br /&gt;do exercício ético e moral no buddhismo, deixando a cada um a&lt;br /&gt;responsabilidade de ponderar, analisar e atuar da forma mais&lt;br /&gt;consciente e amadurecida possível no momento em que irão decidir&lt;br /&gt;sobre sua participação em eventos e práticas, ou filiar-se a grupos e&lt;br /&gt;espaços de Dharma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tal, o Colegiado Buddhista Brasileiro apresenta as seguintes&lt;br /&gt;argumentações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Sobre o exercício de Dana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O exercício de Dana (Generosidade, Doação, Apoio), na tradição&lt;br /&gt;buddhista, representa essencialmente a ação consciente e atenta de&lt;br /&gt;ajuda e contribuição (seja material, de tempo ou outras) para que o&lt;br /&gt;Dharma possa ser estudado e exercido sob condições úteis e&lt;br /&gt;abrangentes a todos. Em Dana temos não somente a ação de ajuda e&lt;br /&gt;proteção (física, psicológica ou social) a pessoas em necessidade,&lt;br /&gt;mas também a ação justa e honesta para que o Dharma seja divulgado&lt;br /&gt;sob as bases tradicionais da ética buddhista, na forma e apoio às&lt;br /&gt;instituições e seu corpo monástico ou dos centros e espaços de&lt;br /&gt;prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. É preciso fazer distinção entre monges solicitarem contribuição e&lt;br /&gt;centros cobrarem por atividades. Monges vivem de doações, são&lt;br /&gt;sustentados pelo mosteiro, e não deveriam pedir dinheiro em troca de&lt;br /&gt;ensinamentos. Centros atuam de forma diferente; sendo espaços sem&lt;br /&gt;vínculo formal com as regras monásticas (e muitas vezes sustentados&lt;br /&gt;por praticantes seculares), eles dependem de uma organização&lt;br /&gt;financeira onde as contribuições servem para favorecer as condições&lt;br /&gt;materiais dos professores e do próprio ambiente de estudos, os quais&lt;br /&gt;ali estão para facilitar o ensino do Dharma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Assim, é igualmente necessário fazer a distinção correta entre um&lt;br /&gt;centro solicitar contribuição para realizar retiros, cursos etc (algo&lt;br /&gt;perfeitamente compreensível em relação às necessidades de despesas),&lt;br /&gt;e monásticos que porventura venham a pedir dinheiro. Um monge adota&lt;br /&gt;um estilo de vida e pode alertar as pessoas sobre o Dana, mas as&lt;br /&gt;pessoas não oferecem Dana para o monge ensinar, e sim para permitir&lt;br /&gt;que o monástico possa se manter na sua condição de monge ou monja. O&lt;br /&gt;dinheiro, portanto, não é dado ao monge pessoalmente, e sim à&lt;br /&gt;instituição buddhista. O Buddhismo não faz barganhas com o Dharma; as&lt;br /&gt;organizações buddhistas não pedem dinheiro em troca da promessa de&lt;br /&gt;sabedoria, cura, iluminação ou qualquer tipo de prêmio espiritual. O&lt;br /&gt;Dana é solicitado (e deve ser conscientemente oferecido) para que as&lt;br /&gt;condições materiais e humanas das instituições possam se manter, e&lt;br /&gt;assim a prática possa sempre ser valorizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Portanto, os praticantes e estudantes precisam estar atentos ao&lt;br /&gt;fato de que as solicitações de contribuição não podem ser feitas de&lt;br /&gt;forma abusiva ou voltadas para lucro pessoal de monges ou monjas. As&lt;br /&gt;solicitações de contribuição feitas pelos centros devem ser justas e&lt;br /&gt;adequadas às suas necessidades, e jamais podem se constituir&lt;br /&gt;excessivas. Os coordenadores dos centros de Dharma, sendo pessoas&lt;br /&gt;honestamente comprometidas com a prática ética buddhista, sempre&lt;br /&gt;estarão à disposição para facilitar os modos de contribuição dos&lt;br /&gt;praticantes, considerando-se as possibilidades e limites financeiros&lt;br /&gt;de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Os praticantes e interessados precisam compreender que são, eles&lt;br /&gt;mesmos, livres para contribuir ou não. Ninguém pode exigir de outrem&lt;br /&gt;participação em eventos buddhistas ou centros de prática; a tradição&lt;br /&gt;buddhista não pratica pressão psicológica, material ou espiritual&lt;br /&gt;para manter pessoas entre seu corpo de estudantes ou praticantes. Ao&lt;br /&gt;mesmo tempo, nenhuma pessoa deveria se subordinar a qualquer espaço&lt;br /&gt;buddhista na pretensão de que, assim agindo, estarão garantindo algum&lt;br /&gt;tipo de retorno espiritual ou benefício místico. A prática do Dharma&lt;br /&gt;ocorre de forma livre, consciente e madura, ou então jamais será&lt;br /&gt;possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. Sobre a correta orientação de Dharma no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Em relação à competência e autoridade daqueles que se apresentam&lt;br /&gt;como professores ou orientadores, é preciso esclarecer que a tradição&lt;br /&gt;buddhista brasileira possui uma profunda capacidade de formação de&lt;br /&gt;monásticos ou leigos dignos de serem respeitados como orientadores&lt;br /&gt;sérios e competentes. Entretanto, é preciso que as pessoas saibam&lt;br /&gt;reconhecer tal competência através da análise e observação atenta das&lt;br /&gt;ações destes professores de Dharma. Estes sempre serão pessoas&lt;br /&gt;coerentes em suas ações éticas e morais. Embora muitas vezes firmes e&lt;br /&gt;exigentes, também saberão ser pacientes e compreensíveis, sem nunca&lt;br /&gt;agir de forma irresponsável e arrogante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. O ensino correto buddhista se dá principalmente através do&lt;br /&gt;exemplo, e da dedicação dos seus professores com o próprio&lt;br /&gt;treinamento em Plena Consciência, base dos ensinos de Shakyamuni&lt;br /&gt;Buddha. Neste sentido, pretensos professores de Dharma jamais poderão&lt;br /&gt;agir de forma autoritária, agressiva, preconceituosa ou abusiva em&lt;br /&gt;relação a seus alunos e praticantes. Por outro lado, cabe aos&lt;br /&gt;praticantes reconhecer e respeitar a experiência e sabedoria dos&lt;br /&gt;orientadores – monásticos ou leigos – quando estas virtudes forem&lt;br /&gt;evidentes nas palavras e atos destas pessoas, agindo desta forma com&lt;br /&gt;respeito e atenção aos seus conselhos e posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Ninguém no âmbito da orientação buddhista deve se&lt;br /&gt;autodenominar "Mestre" ou assim deve ser chamado apenas por envergar&lt;br /&gt;manto monástico ou, sendo leigo, apresentar-se como alguém&lt;br /&gt;entronizado em sabedoria mística ou semelhante. O título de Mestre se&lt;br /&gt;constitui de grande significado, e somente é dado àqueles que&lt;br /&gt;representam no buddhismo o mais digno exemplo de amadurecimento na&lt;br /&gt;prática contemplativa e sabedoria no exercício do Dharma. Os&lt;br /&gt;praticantes precisam ficar atentos a pessoas que vaidosamente se&lt;br /&gt;autodenominam mestres ou líderes místicos, ou que pretendam criar em&lt;br /&gt;torno de si grupos de discípulos sem realmente demonstrar os mais&lt;br /&gt;básicos fundamentos em coerência e comportamento. Professores sérios&lt;br /&gt;tem linhagem clara e um mestre de escola tradicional que os&lt;br /&gt;autorizou; a citação de linhas múltiplas e extensos currículos de&lt;br /&gt;diferentes correntes místicas é um quesito a ser olhado com extremo&lt;br /&gt;cuidado, para não dizer com precaução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CBB, ao apresentar tais ponderações, espera ter contribuído para&lt;br /&gt;conscientizar todos os simpatizantes e praticantes, facilitando sua&lt;br /&gt;reflexão atenta no momento em que entrarem em contato com&lt;br /&gt;organizações buddhistas ou monásticos pertencentes às tradições&lt;br /&gt;reconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Colegiado se mantêm aberto a dar mais esclarecimentos a todos os&lt;br /&gt;interessados, através de seu e-mail oficial em: &lt;a ymailto="mailto:cbb@bodhimandala.com" href="http://br.mc542.mail.yahoo.com/mc/compose?to=cbb@bodhimandala.com"&gt;cbb@bodhimandala.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do Dharma,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assina o Sr. Presidente do Colegiado Buddhista Brasileiro,&lt;br /&gt;Prof. Shaku Hondaku (Maurício Ghigonetto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinam os membros da Diretoria Fundadora do Colegiado Buddhista&lt;br /&gt;Brasileiro,&lt;br /&gt;Rev. Shaku Haku-Shin (Wagner Bronzeri)&lt;br /&gt;Monge Meihô Genshô (Petrúcio Chalegre)&lt;br /&gt;Prof. Dhanapala (Ricardo Sasaki)&lt;br /&gt;Prof. Tam Huyen Van (Claudio Miklos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-2812808775099266554?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/2812808775099266554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=2812808775099266554' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/2812808775099266554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/2812808775099266554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2008/11/colegiado-buddhista-brasileiro.html' title='Colegiado Buddhista Brasileiro - Comunicado'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-6108986642950280174</id><published>2008-11-28T03:08:00.000-08:00</published><updated>2009-05-06T05:33:53.760-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Plum Village'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The World We Have'/><title type='text'>Cuidando do Ambientalista</title><content type='html'>Cuidando do Ambientalista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Traduzido do livro "The World We Have", de Thich Nhat Hanh,&lt;br /&gt;por Samuel Cavalcante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um estudante me perguntou “Existem tantas problemas urgentes, o que devemos fazer?” e eu disse “Escolha uma coisa, faça-a muito profundamente e com muito cuidado, então você estará fazendo tudo ao mesmo tempo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas estão cientes do sofrimento da Terra e seus corações estão cheios de solidariedade. Eles sabem o que é necessário fazer e se engajam em atividades políticas, sociais e ambientais para mudar as coisas. Mas, depois de um período de intenso envolvimento, frequentemente muitos se sentem desencorajados por que lhes falta a força necessária para sustentar uma vida de ação. O intelecto sozinho não é suficiente para guiar uma vida de ação solidária. Para efetivamente  influenciar o futuro de nosso mundo, precisamos de mais. A verdadeira força não pode ser encontrada no poder, dinheiro ou nas armas, mas em uma profunda paz interior. Quando temos insight suficiente, não nos deixamos apanhar mais pelas muitas situações difíceis. Podemos sair dessas situações  muito facilmente. Quando mudamos as nossas vidas cotidianas – a maneira que pensamos, falamos e agimos – mudamos também o mundo. É importante para nós viver de modo a que, em cada momento, estejamos profundamente nele com nossa verdadeira presença, sempre vivos e alimentando o insight do interser. Sem paz e felicidade, não poderemos tomar conta de nós, nem das outras espécies e nem do planeta. Por isso a melhor maneira de cuidar do meio ambiente é cuidar do ambientalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem muitos ensinamentos budistas que podem nos ajudar a compreender nossa interconectividade com a Mãe Terra. Um dos mais importantes é o Sutra do Diamante, escrito sob a forma de um diálogo entre o Buda e um de seus mais importantes discípulos, Subhuti. O Sutra do Diamante é o texto mais antigo relativo á ecologia profunda. Começa com uma pergunta de Subhuti: “Se filhas e filhos de boas famílias quiserem gerar a mente mais desperta e realizada, em que eles devem se basear e o que eles deveriam fazer para dominar seus pensamentos?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é o mesmo que perguntar “Se eu quiser usar todo o meu ser para proteger a vida, que métodos e princípios eu devo usar?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Buda  respondeu “Devemos fazer o melhor possível para ajudar a cada ser vivo a cruzar o oceano do sofrimento. Mas, depois de todos terem chegado às margens da libertação, nenhum ser em absoluto foi carregado até o outro lado. Se você se deixar apanhar pelas idéias de eu, pessoa, ser viv ou tempo de vida, você não será um autêntico bodhisattva”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, pessoa, ser vivo e tempo de vida são as quatro noções que nos impedem de ver a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é uma unidade, não precisamos cortá-la em pedaços e chamar este pedaço de “eu”. O que chamamos de eu é feito de elementos não-eu. Quando olhamos uma flor, por exemplo, podemos pensar que ela é diferente das coisas que são “não-flor”. Mas se olharmos com mais profundidade, poderemos ver que tudo no cosmos está na flor. Sem algum dos elementos não-flor – sol, nuvens, terra, jardineiro, minerais, rios e consciência – uma flor não pode existir. É por isto que o Buda ensina que o eu não existe. Temos que descartar todas distinções entre eu e não-eu. Como é que alguém pode proteger o meio-ambiente sem este insight?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda noção do Sutra do Diamante nos recomenda jogar fora é a noção de pessoa, de ser humano. Isto também não é difícil. Ao olharmos para o ser humano, poderemos ver os ancestrais humanos, os ancestrais animais, os ancestrais vegetais e os ancestrais minerais. Poderemos ver que o humano é feito de elementos não-humanos. Usualmente, costumamos discriminar entre humanos e não-humanos, pensando que somos mais importantes que as outras espécies. Mas já que somos feitos de elementos não-humanos, para protegermos a nós mesmos temos que proteger  todos os elementos não-humanos. Não existe outro jeito. Se você pensar que Deus criou os seres humanos à sua imagem e semelhança e que Ele criou todos os outros seres para uso deles, então você já está discriminando e tornando as pessoas mais importantes que os outros seres. Ao vermos que os seres humanos são desprovidos de eu, vemos também que ao cuidar do meio-ambiente (dos elementos não-humanos) cuidamos da humanidade. Temos que respeitar e proteger as outras espécies para podermos ter uma chance. A melhor maneira de tomar conta dos seres humanos de modo a que eles fiquem verdadeiramente saudáveis e felizes é tomar conta dos outros seres e do meio-ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço ecologistas que não estão felizes com suas famílias. Eles trabalham duro para melhorar o meio-ambiente parcialmente por que querem escapar de sua vidas familiares infelizes. Mas se alguém não é feliz consigo mesmo, como poderá ajudar o meio-ambiente? Proteger os elementos não-humanos é proteger os seres humanos e proteger os seres humanos é proteger os elementos não-humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira noção que devemos quebrar é a noção de ser vivo. Pensamos que os seres vivos são diferentes  dos objetos inanimados, mas , de acordo com o princípio do interser, seres vivos são compostos de seres não-vivos. Quando olhamos para dentro de nós, podemos ver os minerais e outros seres não-vivos. Por que discriminar contra aquilo a que chamamos de inanimado? Para proteger os seres vivos temos que proteger as pedras, o solo, os oceanos. Antes da bomba ser jogada sbre Hiroshima, existiam muitas bancos de pedra nos parques. Quando os japoneses estavam reconstruindo a cidade eles tiveram a sensação de que aquelas pedras estavam mortas. Então eles as levaram embora e enterraram-nas e trocaram-nas por pedras vivas. Não pense que essas coisas não são vivas. Os átomos estão sempre se movimentando. Elétrons se movem quase à velocidade da luz. De acordo com o ensinamento do budismo, átomos e consciência são eles mesmos a própria consciência. É por isso que essa discriminação entre seres vivos e não-vivos deve ser descartada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última noção é a de tempo de vida. Costumamos pensar que nossa vida começa num determinado ponto do tempo e que antes deste momento nossa ela não existia. Esta distinção entre vida e não-vida não é correta. A vida é feita de morte e a morte é feita de vida. Temos que aceitar a morte; ela torna a vida possível. As células do nosso corpo estão morrendo todos os dias, mas nunca pensamos em organizar um funeral para elas. A morte de uma célula permite o nascimento de outra. Vida e morte são dois aspectos da mesma realidade. Precisamos aprender a morrer em paz para que outros possam viver. Esta profunda meditação produz o não-medo,  a não-raiva, o não-desespero, as forças que precisamos para nosso trabalho. Nau ausência do medo, mesmo que o problema seja grande não  perderemos o controle. Saberemos dar pequenos e firmes passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aqueles que trabalham para proteger o meio-ambiente olharem profundamente para essas quatro noções, eles saberão como continuar e como agir. Eles terão energia suficiente e insight para ser um bodhisattva no caminho da ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe muito sofrimento no mundo e é importante que nós estejamos em contato com esse sofrimento para sermos solidários. Mas para sermos fortes, também precisamos abraçar os elementos positivos. Quando vemos um grupo de pessoas vivendo de maneira consciente, sorrindo e se comportando com amor, ganhamos confiança no futuro. Quando praticamos a respiraçao, o descanso, o caminhar e o trabalho conscientes, nós mesmos nos tornamos um elemento positivo na sociedade e inspiraremos confiança em todos que estão à nossa volta. Esta é a maneira de evitar que o desespero tome conta de nós. Também é uma maneira de ajudar as jovens gerações a não perderem a esperança. É muito importante que possamos viver o dia-a-dia de nossas vidas de tal modo a demonstrar que o futuro é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para produzir uma mudança real na situação ecológica global, nossos esforços devem ser harmoniosos e coletivos, baseados no amor e no respeito por nós mesmos e pelos outros, e pelos nossos ancestrais e futuras gerações. Se a raiva causada pela injustiça é a fonte de nossa energia, iremos provocar mais danos, coisas que iremos nos arrepender depois. De acordo com o budismo, a solidariedade (Karuna, NT) é a única fonte de energia que é útil e segura. Com a solidariedade, nossa energia nasce do insight; não é uma energia cega. Somente sentir compaixão, não é suficiente, temos que aprender a expressá-la. É por isso que o amor tem andar sempre junto com a compreensão. Compreensão e insight nos mostram como agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo “budismo engajado” foi criado para restaurar o verdadeiro significado do budismo. Budismo engajado é simplesmente o budismo aplicado em nosso dia-a-dia. Se não é engajado, não pode ser chamado budismo. As práticas budistas não devem ser feitas somente nos monastérios, centros de meditação e institutos budistas, mas em qualquer situação na qual nos encontremos. Budismo engajado significa atividades do dia-a-dia combinadas com a prática da plena consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma real necessidade de levarmos o budismo para a sociedade, especialmente quando você se encontra em uma situação de guerra ou injustiça social. Durante a guerra do vietnã se tornou muito claro que deveríamos praticar o budismo engajado, para que a solidariedade e a compreensão pudessem se tornar parte da vida do povo. Quando sua vila é bombardeada e destruída e quando seus vizinhos se tornam refugiados, você não pode simplesmente continuar a praticar a meditação sentada na sala de meditação. Mesmo que o templo não tenha sido bombardeado e a sua sala de meditação esteja intacta, ainda assim você poderá ouvir os gritos das crianças feridase poderá ver a dor dos adultos que perderam suas casas. Como é que você pode continuar a se sentar lá de manhã cedo,  à tarde e à noite? É por isso que você tem que encontrar um jeito de levar a sua prática para a vida cotidiana e sair para ajudar as outras pessoas. Você pode fazer tudo o que você puder para aliviar o sofrimento. Mesmo que você saiba que se abandonar a prática de sentar-se e caminhar com plena consciência, você não será capaz de retomá-la por um longo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante que ao mesmo tempo em que nos tornemos voluntários ou tomemos parte no ativismo ambiental, encontremos uma maneira de continuar nossa prática de respirar, caminhar e falar com plena consciência. Não nos deixemos cair na raiva ou no desespero ao refletir sobre o estado atual do mundo, ou quando confrontados com aqueles que se engajam no desperdício dos recursos naturais. Pelo contrário, podemos fazer de nossa vida um exemplo de vida simples. A escuta profunda e a fala amorosa podem  nos ajudar a apoiar a transformação dos indivíduos e da sociedade e nutrir o despertar coletivo que irá salvar nosso planeta e nossa civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quisermos ter sucesso na prática da fala amorosa, precisamos saber como lidar com nossas emoções quando elas nos chegam à superfície. Toda vez que a raiva, a frustração ou a tristeza sugirem, temos que ter a capacidade de lidar com elas. Isso não significa lutar com elas, suprimí-las ou expulsá-las. Nossa raiva e nosso desapontamento são parte de nós, não devemos fazer isso. Quando oprimimos a nós mesmos, cometemos um ato de violência contra nós mesmos. Se soubermos como retornar à respiração consciente, criaremos um ambiente de verdadeira presença e geraremos a energia do contato. Com essa energia reconheceremos e abraçaremos nossa tristeza, raiva ou desapontamento com bondade e amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho social e  de ajuda realizados sem a prática da plena consciência não podem ser descritos como budismo engajado. Todos os que fazem esse trabalho correm o risco de se perder no desespero, na raiva ou na frustração. Se você estiver realmente praticando o budismo engajado, então você saberá preservar-se a si próprio como praticante, ao mesmo tempo em que faz coisas para ajudar as pessoas no mundo. Budismo verdadeiramente engajado é, antes de tudo, a prática da plena consciência em tudo o que fizermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática da plena consciência nos ajuda a ficarmos vigilantes sobre o que está acontecendo. Uma vez sejamos capazes de olhar profundamente no sofrimento  e reconhecer sua raízes, seremos motivados a agir e a praticar. A energia que precisamos não é o medo ou a raiva ou mas a energia da compreensão e da solidariedade. Não há necessidade de culpar ou condenar. Aqueles que estão destruindo a si mesmos, a sociedade e o planeta não o fazem intencionalmente. A dor e a solidão deles é avassaladora e eles querem escapar. Eles precisam de ajuda e não de punição. Somente a compreensão e a solidariedade no nível coletivo pode nos libertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voltar ao &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;blog Interser&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-6108986642950280174?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/6108986642950280174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=6108986642950280174' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6108986642950280174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6108986642950280174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2008/11/cuidando-do-ambientalista.html' title='Cuidando do Ambientalista'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-459826855936994204</id><published>2008-11-22T18:41:00.000-08:00</published><updated>2009-05-06T05:37:08.282-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Plum Village'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The World We Have'/><title type='text'>Os Sinos da Plena Consciência</title><content type='html'>Os Sinos da Plena Consciência&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Capítulo do livro de Thich Nhat Hanh "The World We Have",&lt;br /&gt;tradução de Samuel Cavalcante)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os sinos da plena consciência estão soando. Em toda a Terra, estamos experimentando inundações, secas e grandes incêndios naturais. O gelo está derretendo no Ártico e os furacões e ondas de calor estão matando milhares. As florestas estão desaparacendo rapidamente, os desertos estão se expandindo, espécies estão se extinguindo todos os dias e, mesmo assim, continuamos a consumir ignorando esses sinos que estão soando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós sabemos que o nosso lindo planeta verde está em perigo. Nossa maneira de caminhar na Terra exerce uma grande influência nos animais e nas plantas. Mesmo assim, agimos como se nossas vidas cotidianas não tivessem nada a ver com as condições do mundo. Estamos como sonâmbulos, sem saber o que estamos fazendo ou para onde estamos indo. Se podemos acordar ou não vai depender de podermos caminhar com plena consciência sobre nossa Mãe Terra. O futuro de toda a vida, incluindo a nossa própria depende dos nossos passos vigilantes. Temos que ouvir os sinos da plena consciência que estão soando por toda a terra. Temos que começar a aprender a viver de um modo que o futuro seja possível para nossos filhos e netos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho sentado com o Buda por um longo tempo e o tenho consultado sobre o aquecimento global, e  o seu ensinamento é bastante claro. Se continuarmos a viver como temos vivido até agora, consumindo sem pensar no futuro, destruindo nossas florestas e emitindo quantidades perigosas de dióxido de carbono, então mudanças climáticas devastadoras serão inevitáveis. Muito do nosso ecossistema será destruido. O nível do mar se elevará e cidades costeiras serão inundadas, forçando a saída de milhões de refugiados, criando guerras e epidemias de doenças doenças infecciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de um tipo de despertar coletivo. Entre nós, existem homens e mulheres que estão atentos, mas isso não é o suficiente; a maioria das pessoas está dormindo. Construímos um sistema que não podemos controlar. Ele se impôs a nós e nos tornamos seus escravos e vítimas. Para a maioria de nós que deseja ter uma casa, um carro, uma geladeira, uma televisão etc, precisamos sacrificar, em troca, nosso tempo e nossas vidas. Vivemos sob constante pressão do tempo. Antigamente, poderiamos dedicar três horas para tomar uma xícara de chá, desfrutando da companhia dos amigos em uma atmosfera serena e espiritual. Podíamos organizar festas para celebrar o desabrochar de uma orquídea em nosso jardim. Mas hoje não podemos mais fazer tais coisas. Dizemos que tempo é dinheiro. Criamos uma sociedade na qual os ricos se tornam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres e na qual ficamos tão emaranhados em nossos próprios problemas imediatos que não temos mais condições de estar atentos ao que está acontecendo com o resto da família humana em nosso planeta terra. Na minha mente eu vejo um grupo de galinhas numa gaiola disputando um punhado de grãos, sem se darem conta de que em poucas horas irão todas ser mortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os povos da China, Índia, Vietnã e outros países em desenvolvimento ainda estão sonhando o “sonho americano”, como se esse sonho fosse o objetivo absoluto da humanidade – todo mundo tem que ter um carro, uma conta bancária, um celular, uma televisão, só para si. Em vinte e cinco anos a população da China será de 1,5 bilhões de pessoas e se cada uma quiser dirigir seu próprio carro, ela precisará de 99 milhões de barris de petróleo por dia. Mas o mudo só produz 84 milhões de barris por dia. Então, o sonho americano não é possível para os povos da China, Índia ou Vietnã. O sonho americano não é mais possível nem mesmo para os próprios americanos. Não podemos continuar a viver dessa maneira. Não é uma economia sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que ter um outro sonho, o sonho da fraternidade, da bondade amorosa e da solidariedade. Este sonho é possível aqui e agora. Temos o Dharma, temos os meios e temos sabedoria suficiente para sermos capazes de vivermos esse sonho. A plena consciência é o coração do despertar, da iluminação. Praticamos a respiração consciente para sermos capazes de estar aqui no momento presente de modo a reconhecer o que está acontecendo em nós e em torno de nós. Se o que está acontecendo dentro de nós é desespero, temos que reconhecê-lo e agir imediatamente. Talvez a gente não queira se confrontar com essa formação mental, mas é uma realidade, e temos que reconhecê-la para podermos transformá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisamos afundar no desespero por causa do aquecimento global; podemos agir. Só  assinarmos uma petição, um abaixo-assinado, não vai ajudar muito. Ação urgente tem que ser feita nos níveis individual e coletivo. Todos nós temos um grande desejo de sermos capazes de viver em paz e em uma sociedade ambientalmente sustentável. O que a maioria de nós ainda não tem são maneiras concretas de fazer do nosso compromisso de viver de forma sustentável uma realidade de nossa vida no dia-a-dia. Não nos organizamos para tal. Não podemos apenas culpar os governos e as corporações da indústria química que poluem nossa água de beber, pela violência em nossos bairros, pela guerra que destrói tantas vidas. Já é tempo de cada um de nós acordar e tomar uma atitude em nossas próprias vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós testemunhamos a violência, a corrupção e a destruição à nossa volta. Todos sabemos que as leis que temos não são fortes o bastante para controlar a superstição, a crueldade e os abusos de poder que vemos diariamente. Somente a fé e a determinação podem impedir que caiamos em um profundo desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O budismo é a mais forte forma de humanismo que temos. Ele nos ajuda a aprender a viver com responsabilidade, solidariedade e amor. Cada praticante budista deveria ser um protetor do meio ambiente. Temos o poder de decidir o destino de nosso planeta. Se acordamos para nossa situação, haverá uma mudança na nossa consciência coletiva. Temos que fazer algo para despertar as pessoas. Temos que ajudar o Buda a despertar as pessoas que estão vivendo em um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-459826855936994204?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/459826855936994204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=459826855936994204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/459826855936994204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/459826855936994204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2008/11/os-sinos-da-plena-consciencia.html' title='Os Sinos da Plena Consciência'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-2668468739961543215</id><published>2008-11-17T18:00:00.000-08:00</published><updated>2009-05-06T05:35:45.050-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Plum Village'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The World We Have'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo'/><title type='text'>Natureza e Não-Violência</title><content type='html'>Natureza e Não-Violência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Capítulo do livro de Thich Nhat Hanh "The World We Have",&lt;br /&gt;tradução de Samuel Cavalcante)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que a gente pegue uma semente de milho e a plantemos em um solo úmido. Uma semana depois ou mais, a semente irá germinar. Depois de três dias, podemos voltar e perguntar ao brotinho “querida planta, você se lembra do tempo em que você ainda era uma semente?”. O brotinho pode ter esquecido, mas como ficamos observando, sabemos que o brotinho de milho realmente veio do grão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olhamos para a planta não vemos mais a semente e, assim, pensamos que a semente morreu. Mas ela não morreu, ela se tornou a planta. Se você for capaz de ver a semente de milho no pé de milho, você tem um tipo de sabedoria que o Buda chamou de sabedoria da não-dsicriminação. Você não dsicrimina entre a semente e a planta. Você vê que elas intersão entre si, que elas são a mesma coisa. Você não pode distinguir a semente da planta e nem a planta da semente. Olhando com profundidade uma espiguinha de milho você pode ver a semente de milho lá, ainda viva, mas com uma nova aparência. A planta é a continuação da semente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática da meditação nos ajuda a ver coisas que as outras pessoas não vêem. Olhamos profundamente e podemos ver que o pai e o filho , pai e filha, mãe e filho, mãe e filha, grão de milho e espiga de milho têm uma relação muito próxima. É por isso que temos que praticar pra despertamos para o fato, para a verdade de que intersomos. O sofrimento de um é o sofrimento de outro. Quando muçulmanos e cristãos, hindus e muçulmanos, israelenses e palestinos, perceberem que são irmãos e irmãs uns pros outros, que o sofrimento de um lado é o sofrimento do outro lado, então essas guerras logo acabarão. Quando virmos que nós e todos os seres vivos somos feitos da mesma natureza, como é que poderão existir ainda divisões entre nós? Como poderá ainda existir essa falta de harmonia? Quando percebermos o interser da nossa natureza, pararemos de culpar, explorar e matar, pois saberemos que todos intersomos. Este é o grande despertar que devemos cultivar para que a Terra seja salva.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, seres humanos, sempre tivemos a pretensão de sermos únicos, de estarmos fora da natureza. Classificamos os outros animais e seres vivos como “natureza”, como algo aparte de nós, e agimos como se fôssemos mesmo separados. Então nos perguntamos “Como devemos tratar a natureza?”. Ora, nós devíamos tratar a natureza da mesma maneira que devemos tratar a nós mesmos: de maneira não-violenta. Seres humanos e natureza são inseparáveis. Assim como não devemos ferir a nós mesmos, não devemos ferir a natureza e vice-versa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causar danos em outros seres humanos, causa danos em nós mesmos. Acumular excessivamente riquezas e possuir porções excessivas dos recursos naturais tiram dos outros seres humanos a chance de viver. Participar em sistemas sociais opressivos e injustos cria um abismo entre ricos e pobres e agrava a situação da injustiça social. Toleramos excessos, injustiças e guerras sem nos atentarmos para o fato de que a espécie humana sofre como uma família. Enquanto o resto da família humana sofre e passa fome, o gozo da falsa segurança e a riqueza são ilusões.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está claro que o destino de cada indivíduo está inextrincavelmente ligado com o destino de toda a espécie humana. Temos que deixar os outros viver se quisermos viver. A única alternativa para a coexistência é a co-não-existência. Uma civilização na qual temos que matar e explorar outros para viver não é uma civilização sadia. Para criarmos uma civilização sadia, todos temos que ter igual acesso à educação, trabalho, comida, abrigo, cidadania mundial, ar puro e água limpa e a capacidade de circular livremente e escolhermos morar em qualquer lugar do planeta. Sistemas políticos e econômicos que negam a alguém esses direitos ferem toda a família humana. A vigilância acerca do que está se passando com a família humana é necessária para reparar os danos já provocados.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para gerar a paz no interior da família humana  temos que trabalhar por uma coexistência harmônica. Se continuarmos a nos isolar do resto do universo, aprisionando-nos em preocupações  estreitas e problemas imediatos, vai parecer que não queremos construir a paz ou sobreviver. A espécie humana é parte da natureza. Precisamos cultivar este insight antes para podermos ter harmonia entre as pessoas. Crueldade e destrutividade destróem a harmonia da família humana e destróem a natureza. Entre as medidas para remediar essa situação   está uma legislação que não seja violenta nem para nós nem para a natureza e que nos ajude a evitar nos tornarmos destrutivos e cruéis.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada indivíduo e toda a humanidade é parte da natureza e deveria ser capaz de viver em harmonia com ela. A natureza pode ser cruel e destrutiva. Mas nós precisamos tratar a natureza do mesmo jeito que tratamos a nós mesmos como indivíduos e como família humana. Se a gente tentar dominar e oprimir a natureza, ela se rebela. Devemos ser amigos da natureza para lidarmos com  alguns de seus aspectos e criarmos harmonia com o nosso meio ambiente. Isto requer uma compreensão inteira da natureza. Tufões, tornados, secas, enchentes, erupções vulcânicas, proliferação de insetos perigosos, tudo isso se consitui em perigo para a vida. Podemos evitar grande parte da destruição que os desastres naturais causam se trabalharmos com o ambiente desde o início, fazendo planos e construindo decisões que levam em conta a natureza do lugar, ao invés de tentar impor o controle completo sobre ela com barragens, desmatamento e outros dispositivos e políticas que, no final, causam só mais prejuízos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo do que acontece quando tentamos controlar completamente a natureza é o nosso uso excessivo de pesticidas, que mata indiscriminadamente muitos insetos e pássaros e perturba o equilíbrio ecológico. Um crescimento econômico que devasta a natureza ao poluir e exaurir recursos não renováveis torna impossível para os seres vivos viver no planeta Terra. Tal crescimento pode parecer temporariamente benéfico para algumas pessoas, mas na realidade, rasga e destrói a natureza como um todo.     A harmonia e o equilíbrio entre os indivíduos, sociedade e a natureza está sendo destruída. Os indivíduos estão doentes, a sociedade está doente e a natureza está doente. Precisamos restabelecer o equilíbrio, mas como? Por onde começar o trabalho de cura – pelo indivíduo, pela sociedade ou pela natureza? Precisamos trabalhar nos três domínios. Pessoas de diferentes disciplinas científicas tendem a focar suas áreas particulares. Por exemplo, políticos consideram que um efetivo rearranjamento da sociedade é necessário para a salvação dos humanos e da natureza, e, portanto, enfatizam que todos devem se engajar na luta para mudar o sistema político.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os monges budistas são como psicoterapeutas, tendemos a ver o problema pela ótica da saúde mental. A meditação objetiva criar harmonia e equilíbrio na vida do indivíduo. A meditação budista lida tanto com o corpo quanto com a mente e usa a respiração como instrumento para acalmar e harmonizar o ser humano como um todo. Como em qualquer prática terapeutica, o paciente é colocado em um ambiente que favoreça a restauração da harmonia. Usualmente os terapeutas passam  o tempo observando e pontuando seus pacientes. Portanto, eu conheço alguns que, como os monges, observam a si mesmos primeiro, reconhecendo a necessidade de libertarem-se primeiro a si mesmos dos medos, ansiedade e desespero que existem dentro de cada um de nós. Muitos terapeutas parecem pensar que não têm problemas mentais, mas o monge reconhece em si mesmo sua própria suscetibilidade aos medos e ansiedades, e à doença mental causada pelo caráter desumano de nossos sistemas sociais e econômicos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os praticantes budistas acreditam que a natureza interconectada do indivíduo, da sociedade e da ambiente físico se revelará a nós à medida em que nos curamos e assim não seremos mais possuídos pelas ansiedades, medo e pela dispersão da mente. Dentre os três domínios – indivíduo, sociedade, natureza – é o individuo que começa a efetivar a mudança. Mas para isso, o indivíduo tem que estar inteiro. E já que isso requer um ambiente favorável à cura, o indivíudo tem que buscar um estilo de vida livre da destrutividade. Nossos esforços para mudar a nós mesmos e o meio ambiente são ambos necessários, mas um não pode acontecer sem o outro. Sabemos como é difícil mudar o meio ambiente se os indivíduos não estiverem em equilíbrio. Nossa saúde mental tem como premissa que o nosso esforço de recuperar nossa humanidade deve ser nossa prioridade.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restaurar nossa saúde mental não significa simplesmente nos ajustarmos ao mundo moderno, de rápido crescimento econômico. O mundo está doente e se adaptar a um ambiente doente assim não trará saúde real. Muitas pessoas que precisam de psicoterapia são, na realidade, vítimas da vida moderna que nos separa uns dos outros e do resto da família humana. Uma maneira de ajudar é se mudar para uma área rural, onde se têm a chance de cultivar a terra, plantar e colher o próprio alimento, lavar as roupas no rio e viver de maneira simples, partilhando da mesma vida que milhões de camponeses mundo afora.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que a terapia seja efetiva, precisamos de uma mudança do meio ambiente. Atividades políticas são um recurso apenas, mas não o único. Tranquilizarmo-nos através do consumo descontrolado não é a solução. O envenenamento do nosso ecossistema, a explosão de bombas, a violência nos bairros e na sociedade, a pressão do tempo, o barulho, as multidões solitárias – tudo isso foi criado no curso desse nosso crescimento econômico e são fontes de doenças mentais. Ao fazer o que quer que seja para eliminar estas causas, estaremos praticando uma medicina preventiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manter nossa saúde mental como nossa prioridade número um significa também reconhecer nossa responsabilidade pela família humana inteira. Precisamos agir para evitar que os outros fiquem doentes ao mesmo tempo em que protegemos nossa própria humanidade. Quer sejamos monges , monjas, professores, terapeutas, artistas, carpinteiros ou políticos, somos todos humanos também. Se aplicarmos a nós mesmos o que tentamos ensinar aos outros, tornaremo-nos mentalmente doentes. Se apenas continuarmos com nossas vidas, convivendo com o status quo, gradualmente nos tornaremos vítimas do medo, da ansiedade e do egoismo.     Uma árvore se revela a si mesma para um artista quando ele consegue estabelecer uma certa relação com ela. Alguém não suficientemente humano poderá olhar para seus similares humanos e não vê-los, poderá olhar para uma árvore e não vê-la. Muitos de nós não conseguimos ver as coisas por que não somos completamente nós mesmos. Quando somos completos, podemos ver uma pessoa e, através de uma vida integral, demonstrar para todos que a vida é possível, que o futuro é possível. Mas a questão “O futuro é possível?” não tem sentido se não formos capazes de ver os milhões de outros seres humanos que sofrem, vivem e morrem à nossa volta. Depois de conseguirmos vê-los realmente, seremos capazes de ver a nós mesmos e ver a natureza.     Lembremos o tsunami no Oceano Índico de 2004, que matou centenas de milhares de pessoas da Indonésia, Sri Lanka, Tailândia, Índia e África. Gente vinda da Europa, Austrália e Estado Unidos, que ali passavam as férias, também morreram. Todo mundo sofreu muito e ficamos nos perguntando por quê? Por que Deus permitiu que isso acontecesse? Por que essas pessoas morreram? Eu também sofri. Mas eu pratiquei. Sentei-me e pratiquei o olhar profundo. E o que eu vi foi que quando essas pessoas morreram, nós também morremos com elas, por que todos nós intersomos com elas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe que quando uma pessoa amada morre, uma parte de você também morre; de alguma maneira você morre com essa pessoa. Isso é fácil de entender. Assim, se tivermos compreensão e solidariedade, quando virmos outras pessoas morrendo, mesmo pessoas estranhas do outro lado do mundo, nós sofreremos e morreremos com elas. O que descobrimos é que elas morrem por nós. Assim, temos que viver por elas. Temos que viver de tal modo que o futuro seja possível para as nossas crianças e para as crianças delas. Se a morte delas terá ou não um significado, dependerá de nosso modo de vida. Este é o insight do interser. Elas são nós e nós somos elas. Quando elas morrem, também morremos. Quando continuamos a viver, elas continuam a viver conosco. Com este insight, você sofrerá menos e saberá como continuar. Você as carrega dentro de si e, sabendo disso, fica em paz.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticar a plena consciência e olhar profundamente na natureza das coisas é descobrir sua verdadeira natureza, a natureza do interser. Encontraremos a paz e podemos gerar a força que precisamos para estar em contato com tudo. Com este entendimento, podemos facilmente sustentar o trabalho de amor e cuidado pela Terra, e por nós mesmos, por um longo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voltar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-2668468739961543215?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/2668468739961543215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=2668468739961543215' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/2668468739961543215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/2668468739961543215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2008/11/natureza-e-nao-violencia.html' title='Natureza e Não-Violência'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-556063583613613859</id><published>2008-10-13T06:12:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T18:22:48.932-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte no budismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morrer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impermanência'/><title type='text'>O Que Acontece Quando Morremos?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Transcrição de  uma palestra de&lt;br /&gt;Dharma dada por Thây em Hong Kong, em 15 de Maio de 2007&lt;br /&gt;Tradução: Samuel Cavalcante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para responder ao que acontece conosco quando morremos, precisamos responder a uma outra questão: o que acontece quando estamos vivos? O que está acontecendo agora mesmo conosco? Em inglês costumamos dizer 'nós somos', mas é mais adequado dizer 'nós nos tornamos', por que as coisas estão sempre se tornando algo. Não somos a mesma pessoa em dois minutos consecutivos. Uma foto de quando você era bebê é diferente de você agora. De fato, você não é exatamente a mesma pessoa quando bebê e nem uma pessoa totalmente diferente. Em uma foto sua com cinco anos, você não é exatamente o mesmo e nem outra pessoa - a forma, os sentimentos e as formações mentais são diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho do meio não existe nem a condição do que é o mesmo e nem a condição do que é diferente. Você pode pensar que ainda está vivo mas, de fato, você tem morrido todos os dias, a cada minuto células morrem e nascem - e nem por isso realizamos funerais ou aniversários (risos). A morte é a principal condição  para o nascimento. Sem morte, não há nascimento. Eles intersão*  e acontecem a todo momento para o praticante experiente. Por exemplo uma nuvem deve ter morrido muitas vezes, sob a forma de chuvas, rios, água. A nuvem deve querer cair rumo a si mesma na terra. A chuva é a continuação da nuvem. Praticando-se a meditação, nada fica escondido. Quando eu bebo chá, tenho a certeza de que estou bebendo nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando somos pais, morremos e renascemos como nossos filhos. "Vocês são minha continuação. Amo vocês". O Buda nos disse como assegurar uma linda continuação - um pensamento solidário**, um pensamento belo. Perdão é nossa continuação. Se raiva, separação e ódio surgem, então conseguiremos assegurar uma bela continuação. Ao pronunciarmos uma palavra que é solidária**, boa e bela, assim também será nossa continuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma nuvem é poluída, a chuva é poluída. Assim, ao purificarmos nossos pensamentos, palavras e ações, criaremos uma bela continuação. Podemos ver os efeitos de nossa fala em nossas crianças. Meus discípulos são minha continuação - tanto os monásticos, quanto os leigos. Desejo transmitir a fala, a ação e o pensamento amáveis. Isto é chamado karma no budismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu corpo se desintegrará, mas meu karma irá continuar - karma significa ação. Meu karma já está no mundo. Minha continuação está em toda parte. Quando você observar um dos meus discípulos caminhando de maneira solidária**, saberá que ele é minha continuação. Não quero transmitir minhas emoções negativas, quero transformá-las antes de transmití-las. A dissolução deste corpo não é o meu fim. Com certeza eu continuarei após a essa dissolução. Portanto não se preocupem com a minha morte, eu não morrerei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos meditar acerca do nascimento de uma nuvem. Ela tem uma certidão de nascimento? (Thay ri). Examine a noção de nascimento - a noção de que algo pode vir do nada, de ninguém, tornar-se alguém. É possível alguma coisa coisa vir do nada? Do ponto de vista da ciência, isto não é possível. A nuvem era água no oceano, nos lagos, rios e o calor do sol deu origem a ela - o momento de continuação da água. Por exemplo, nascimento - antes de você nascer você estava no ventre de sua mãe. O momento do nascimento é um momento de continuação. O momento da concepção é o começo? Metade de você provém do seu pai e metade da sua mãe, também isso faz parte do momento de continuação. Ao praticar a meditação você poderá ver coisas como essas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível a nuvem morrer. Ela pode se tornar água, neve - ela não poderá se tornar nada. É impossível nós morrermos. A nossa fala, ação e pensamento irão continuar no futuro. A pessoa que morre ainda continua, se não vemos isso é por que não somos capazes de usar nossa meditação para ver. Ela continua em nós e em torno de nós. Todos os ancestrais estão vivos em nós. Nossos ancestrais estão em nossos cromossomos. Há um tempo atrás, escrevi um livro chamado "Sem morte e nem medo" (No Death , No Fear publicado pela Parallax Press). Quando as condições são suficientes eu me manifesto e quando não são, não. Não existe vir ou ir. Antes de algo se manifestar, costumamos dizer que era algo não existente.  Mas antes de sua manifestação, você não podia chamá-lo de não-ser. Ser e não-ser são pares de opostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meditar sobre a natureza da criação e do ser é a melhor maneira de entender Deus. O teólogo Paul König descreve Deus como sendo a "Base do Ser". Quem então seria a base do não-Ser? Isto diminui Deus. No budismo, ambas as noçoes de ser e não-ser não podem descrever a realidade. De maneira similar, acima e abaixo, Europa e aqui. Nirvana é a ausência de todas as noções, nascimento e morte, ir e vir, mesmo e diferente. De acordo com o Budismo 'ser ou não-ser' não é realmente uma questão. A meditação nos leva para além, para um lugar onde não há medo. Somos demasiado ocupados, assim nos tornamos vítimas da raiva e do medo. Se conseguirmos tocar nossa natureza sem nascimento/morte, saberemos que morrer é uma das condições para nos tornarmos reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que aprender a morrer em cada momento para estarmos verdadeiramento vivos. Este ensinamento do caminho do meio é o melhor do ensinamento do Buda. Muitos dos nossos ancestrais realizarm isso e não tinha medo da morte. Devemos ser capazes de relaxar nossas tensões. Nós somos o karma que produzimos no dia a dia de nosso cotidiano.(...) Tenho um discípulo que quer construir uma Stupa para guardar as minhas cinzas. Ele quer pôr uma placa com os dizeres " Aqui jaz o meu amado professor". Mas eu escreveria "Aqui não existe nada!" (muitos risos). Por que se você observar em profundidade existe uma continuação. Eu guardo o tempo que me resta principalmente para a minha prática. Quero gerar energia de amor, solidariedade e compreensão, para que assim eu continue de uma maneira bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria que vocês fizessem o mesmo. Usem o seu tempo de maneira sábia. A cada momento, produza belos pensamentos, bondade amorosa, perdão. Diga coisas bonitas, inspire, perdoe, aja no sentido de proteger e ajudar. Sabemos que somos capazes de produzir um belo karma para uma boa continuação e para a felicidade de outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegar a hora da dissolução do corpo, você poderá soltá-lo facilmente. Não desejará se agarrar a ele - liberando tanto o corpo quanto a percepção.  Lembre-se da imagem da nuvem no céu vendo sua continuação no arroz ou no sorvete. Você já pode ver sua continuação. A arte de viver é uma continuação. Para mim e para todos os seres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* intersão - verbo (inter+ser) criado por Thây para definir uma existência interdependente.&lt;br /&gt;** solidário = compasivo. Ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;nota do tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar ao &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-556063583613613859?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/556063583613613859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=556063583613613859' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/556063583613613859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/556063583613613859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2008/10/o-que-acontece-quando-morremos.html' title='O Que Acontece Quando Morremos?'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-9158627990165543865</id><published>2008-07-08T16:33:00.000-07:00</published><updated>2009-04-25T04:01:59.557-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Karuna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Compaixão'/><title type='text'>Nota de Tradução</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Já li diversas vezes em textos do Thây que a tradução de &lt;i style=""&gt;karuna&lt;/i&gt; por "compaixão" não era uma boa tradução. No livro "Ensinamentos Sobre o Amor" ele nos diz explicitamente:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;"&lt;i style=""&gt;O segundo do aspecto do amor verdadeiro é karuna, a intenção e a capacidade de aliviar e transformar o sofrimento e abrandar as tristezas. Em geral, a tradução de karuna é compaixão, mas isso não está inteiramente correto. 'Compaixão' compõe-se de com (junto com) e paixão (sofrimento). Mas não precisamos sofrer para eliminar a dor de outra pessoa. Os médicos, por exemplo, podem aliviar a dor de seus pacientes sem que eles padeçam da mesma doença. Se sofrermos muito, poderemos ficar arrasados e incapazes de ajudar os outros&lt;/i&gt;".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Outros tradutores, os que são budistas pelo menos, também sentem o mesmo incômodo ao usar a palavra compaixão, principalmente devido ao fato de ela ser carregada de conotações cristãs tradicionais ligadas à piedade, etc. Além disso, a palavra compaixão carrega um sentido altamente dualista que fere a unidade budista original, isolando o sujeito (aquele que age com compaixão) e o objeto (aquele que interage na ação), fazendo-nos esquecer de que ambos intersão, segundo verbo cunhado por Thây (interbeing/interser), que ambos são interdependentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Uma senhora certa vez criticou o meu uso dessa tradução dizendo que poderia sentir compaixão por um assassino, mas jamais sentiria solidariedade. Essa crítica só fez acender mais ainda um alerta para o uso indevido da palavra "compaixão" em um contexto não-cristão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Tenho percebido que quando alguém diz que sente compaixão por alguém que comete um crime, mesmo que horrendo, na verdade ela está pensando "Que Deus tenha piedade dessa alma, eu não posso fazer nada!". Mas o Budismo não encara dessa maneira, o budista estende a mão a essa pessoa, por que sabe que ela está sofrendo e não consegue lidar com o seu sofrimento. E essa pessoa pode qualquer um mesmo, eu, você, Hitler, Thich Nhat Hanh, o casal Nardoni, a moça que matou os pais e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;O praticante budista sabe que nós mesmos carregamos essas sementes que espalham terror, guerra e morte em nós mesmos, ao lado das sementes de amor, fraternidade, bondade, liberdade e felicidade que devemos cultivar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Por outro lado, a palavra solidariedade se encaixa perfeitamente na definição budista tradicional de &lt;i style=""&gt;karuna&lt;/i&gt;. Solidariedade vem da palavra solidário que por sua vez vem da palavra latina &lt;i style=""&gt;solidu &lt;/i&gt;(sólido). É interessante notar que é raro alguém se lembrar que a palavra solidariedade tem a mesma raiz de solidez – e me parece óbvio que a solidariedade só pode ser praticada se houver solidez. Uma palavra que se baseia em solidez e compartilha, inclusive, a mesma raiz, em minha opinião, só pode ser a palavra mais adequada para traduzir a palavra &lt;i style=""&gt;karuna&lt;/i&gt;. E com a vantagem de não ser trazer em si sentido religioso algum (sei que isso pode ser também uma desvantagem, para alguns). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Em todos os seus textos e palestras, Thây sempre enfatiza o fato de que para uma ação ser realmente “compassiva”, ou seja, ser impregnada por &lt;i style=""&gt;karuna&lt;/i&gt;, é preciso solidez e estabilidade – mesmo na curta citação acima isso é claro. Solidez é necessária para que ocorra a transformação do sofrimento, a libertação, a felicidade. Não podemos simplesmente nos lançar a ajudar os outros, temos que cultivar a estabilidade e a solidez em nós mesmos para não sermos arrasados pela dor e sofrimento dos outros, para sermos capazes de ajudá-los a transformar seu sofrimento tal como fizemos nós mesmos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;No texto &lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;o filósofo &lt;span style=""&gt;André Comte-Sponville nos diz:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;“... ser solidário é pertencer a um conjunto &lt;span style=""&gt;in solido&lt;/span&gt;, como se dizia em latim, isto é, “para o todo”. Assim devedores são ditos solidários, na linguagem jurídica, se cada um pode e deve responder pela totalidade da soma que tomou emprestada coletivamente. Isso tem suas relações com a &lt;span style=""&gt;solidez&lt;/span&gt;, de que a palavra provém: um corpo sólido é um corpo em que todas as partes se sustentam&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez essa não seja a melhor solução, talvez fosse melhor recorrer ao um neologismo. Mas acho que é melhor usar expressões consagradas pelo uso do que criar novas palavras que podem criar mais confusão e dar um ar demasiado intelectual aos textos que, essencialmente, têm finalidade prática e não especulativa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Por favor, se você não concordar com a minha visão pessoal, basta substituir mentalmente a palavra solidariedade por compaixão de novo para entrar em contato com o sentido mais adequado à sua prática – pelo menos era isso que eu fazia (secretamente). Agora torno pública a minha interpretação.&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-9158627990165543865?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/9158627990165543865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=9158627990165543865' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/9158627990165543865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/9158627990165543865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html' title='Nota de Tradução'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-8678716506714751694</id><published>2008-06-24T04:43:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T12:25:59.785-07:00</updated><title type='text'>Princípios Para a Prática da Plena Consciência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Princípios Para a Prática da Plena Consciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Traduzido do livro de Thich Nhat Hanh, Transformation and Healing –&lt;br /&gt;Sutra On The Four Establishments of Mindfulness, Capítulo VI,&lt;br /&gt;Parallax Press. Tradução: Samuel Cavalcante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;1. Os Dharmas São Mente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dharmas – físicos, fisiológicos e psicológicos – são objetos da mente, mas isso não significa que eles existam separadamente (da mente). Todos os Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência – corpo, sensações, mente e dharmas – são objetos da mente. Como a mente e os dharmas são um, ao observar seus objetos, a mente é essencialmente mente observadora. A palavra dharma no budismo é entendida como significando tanto o objeto quanto o conteúdo da mente. Os dharmas são classificados em doze reinos (em sânscrito, ayatanas). Os primeiros seis são os órgãos do sentido: olhos, ouvido, nariz, língua, corpo e mente. Os seis restantes são: forma, som, cheiro, gosto, tato e dharmas. Os dharmas são os objetos da mente assim como os sons são os objetos dos ouvidos. O objeto da cognição e o sujeito da cognição não existem independentemente um do outro. Tudo o que existe tem que emergir da mente. A melhor maneira de expressar essa verdade é “Tudo é apenas mente. Todas as coisas são somente consciência”, conceito que se desenvolveu na escola Vijñanavada do Budismo Mahayana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas tradições do Budismo do Sul, a idéia da mente como fonte de todos os dharmas também é muito clara. O termo cittasamutthana (o que emerge da mente) e o termo cittaraja (nascido da mente) são freqüentemente usados nos escritos do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Abhidhamma&lt;/span&gt; em Páli. No Patthana (equivalente ao sânscrito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mahapakarana&lt;/span&gt;) encontramos a frase cittam samutthanam ca rupanam (“e a mente é o ponto de emergência das formas”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objeto de nossa observação consciente pode ser a nossa respiração ou nosso dedo do pé (objeto fisiológico), uma sensação, uma percepção (objeto psicológico) ou uma forma (objeto físico). Seja o fenômeno que observamos fisiológico, psicológico ou físico, sabemos que ele não é separado da nossa mente e é substância única com ela. A mente pode ser entendida como individual e coletiva. Os ensinamentos da Escola Vijñanavada dizem de maneira clara. Precisamos evitar a noção de que o objeto que observamos é independente de nossa mente. Temos que nos lembrar que esse objeto se manifesta a partir de nossa consciência individual e coletiva. Nossa mente observadora é também um fenômeno que se manifesta devido à consciência. Observamos de modo a que nossa mão direita tome a nossa mão esquerda e se tornem um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Observar é ser um com o objeto da observação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sujeito de nossa observação é a nossa plena consciência, a qual também emana da mente. A plena consciência tem a função de iluminar e transformar. Quando, por exemplo, a nossa respiração é objeto da nossa plena consciência, ela se torna respiração consciente. A plena consciência joga sua luz sobre nossa respiração, transforma o esquecimento embutido nela em plena consciência e dá a ela sua qualidade de calma e cura. Nosso corpo e nossas sensações também são iluminados e transformados sob a luz da consciência. A plena consciência é a mente observadora, mas ela não fica fora do objeto de observação. Ela vai diretamente no objeto e se torna um com ele. Justamente porque a natureza da mente observadora é a plena consciência, ela não se perde no objeto, mas o transforma ao iluminá-lo, como faz a luz penetrante do sol ao transformar árvores e plantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quisermos ver e compreender, teremos que penetrar e se tornar um com o objeto. Se ficarmos fora do objeto para observá-lo, não poderemos vê-lo e entendê-lo. O trabalho de observação é um trabalho de penetrar e transformar. É por isso que o Sutra (Acerca dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência, NT) diz “observar o corpo no corpo, observar as sensações nas sensações, observar a mente na mente, observar os dharmas nos dharmas”. A descrição é muito clara. A mente da observação profunda não é meramente observadora, mas participante. Somente quando o observador é participante poderá haver transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática chamada de observação una, a plena consciência já influencia o objeto da consciência. Quando chamamos uma inspiração de “inspiração”, a existência da nossa respiração se torna muito clara. A plena consciência já penetrou nossa respiração. Ao continuarmos a nossa observação consciente, não haverá mais dualidade entre observador e observado. Plena consciência e respiração são um. Nós e nossa respiração somos um. Se nossa respiração é calma, estamos calmos. Nossa respiração acalma o nosso corpo e nossas sensações. Este é o método ensinado no Sutra Acerca dos Quatro estabelecimentos da Plena Consciência e no Sutra Sobre a Plena Consciência da Respiração. Quando a nossa mente é consumida por um desejo ou por aquilo que observamos, a plena consciência não está presente. A respiração consciente alimenta a plena consciência e esta gera a respiração consciente. Quando a plena consciência está presente, não temos nada a temer. O objeto de nossa observação se torna vívido e sua fonte, origem e verdadeira natureza se tornam evidentes. É assim que ele (o objeto, NT) será transformado. Não terá mais o efeito de nos segurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o objeto de nossa observação consciente é totalmente claro, a mente que observa é também revelada completamente com grande clareza. Ver os dharmas claramente é ver a mente claramente. Quando os dharmas se revelam na sua verdadeira natureza, a mente obtém a natureza da mais alta compreensão. O sujeito e o objeto da cognição não são separados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Mente Verdadeira e a Mente Ilusória São Um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mente Verdadeira” e “Mente Ilusória” são dois aspectos da mente. Ambas emergem da mente. A mente ilusória é a mente esquecida e dispersa que emerge do esquecimento. A base da mente verdadeira é a compreensão desperta, o qual emerge da plena consciência. A observação consciente revela a luz que existe na mente verdadeira, de modo que a vida poderá ser revelada em sua realidade. Sob esta luz, confusão se torna compreensão, visões errôneas se tornam visões corretas, miragens se tornam realidade e a mente ilusória se torna mente verdadeira. Uma vez que a observação consciente nasça, penetrará o objeto da observação, iluminá-lo-á e, gradualmente, revelará sua verdadeira natureza. A mente verdadeira emerge da mente ilusória. As coisas em sua verdadeira natureza e as ilusões são da mesma substância básica. É por isso que praticar é uma questão de transformar a mente ilusória e não buscar a mente verdadeira em outro lugar. Do mesmo modo como a superfície de um mar agitado e a de um mar tranqüilo são, ambas, manifestações do mesmo mar, a mente verdadeira não poderia existir se não houvesse a mente ilusória. No ensinamento das Três Portas da Libertação (em páli: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vimokkhamukha&lt;/span&gt;), a ausência de meta (em sânscrito: apranihita) é uma das fundações para a realização. O que a ausência de meta quer dizer é que não devemos procurar algo fora de nós de nós mesmos. No Budismo Mahayana, o ensinamento da não-realização é a mais alta expressão da unidade entre a mente verdadeira e a mente ilusória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a rosa está a caminho de se tornar lixo, o lixo também está a caminho de se tornar uma rosa. Aquela que observa com discernimento verá o caráter não-dual da rosa e do lixo. Ela será capaz de ver que existe lixo na rosa e que existem rosas no lixo. Ela saberá que a rosa precisa do lixo para sua existência e que o lixo precisa da rosa, pois logo ela se tornará lixo. Portanto, ela saberá aceitar o lixo para transformá-lo em rosas e não sentirá medo quando a rosa murchar e se transformar em lixo. Este é o princípio da não-dualidade. Se a mente verdadeira (a rosa) pode ser descoberta no material bruto da mente ilusória (o lixo), então poderemos reconhecer a mente verdadeira na substância mesma da ilusão, na substância mesma da ilusão, na substância do nascimento e da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libertar-se não é fugir ou abandonar os Cinco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Skhandas&lt;/span&gt;, forma, sensações, percepções, formações mentais e consciência. Mesmo que nosso corpo seja cheio de impurezas e mesmo que o mundo seja da natureza da ilusão, isso não significa que para nos libertarmos tenhamos que fugir do nosso corpo ou do mundo. O mundo da libertação e da compreensão desperta vem diretamente deste corpo e deste mundo. Uma vez que a Correta Compreensão se realize, transcendemos as discriminações entre puro e impuro e entre objetos da percepção ilusórios e reais. Se o jardineiro for capaz de ver que a rosa vem diretamente do lixo, então o praticante no caminho da meditação poderá ver que o nirvana vem diretamente do nascimento e da morte, e não mais fugirá ou buscará o nirvana (fora de si mesmo, NT). “As raízes da aflição (em sânscrito: klesha) são as mesmas do estado desperto. O nirvana e o nascimento/morte são imagens ilusórias no espaço”. Esta citação expressa um profundo insight acerca da não-dualidade. A substância deste insight é a equanimidade ou o largar (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;to let go&lt;/span&gt;, NT. Em sânscrito: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;upeksha&lt;/span&gt;), uma das Quatro Mentes Incomensuráveis (também conhecida como as Quatro Moradas de Brahma, brahmaviharas em sânscrito, NT).&lt;br /&gt;O Buda ensinou muito claramente que não deveríamos nos apegar ao ser ou ao não-ser. Ser significa o reino do desejo. Não-ser significa o reino do niilismo. Libertar-se é tornar-se livre de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O Caminho do Não-Conflito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realização da não-dualidade naturalmente leva à prática de oferecermos alegria, paz e não-violência. Se o jardineiro sabe lidar com o lixo orgânico sem conflito e nem discriminação, então o praticante de meditação também deveria saber como lidar com os Cinco Agregados sem conflito e nem discriminação. Os Cinco Agregados são a base do sofrimento e da confusão, mas também são a base da paz, da alegria e da libertação. Não deveríamos desenvolver uma atitude de apego ou aversão a eles. É claramente dito no Sutra (Acerca dos Quatros Estabelecimentos da Plena Consciência, NT) que o praticante faz a observação pondo de lado todo sentimento de apego e rejeição para com esta vida (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vineyya loke abhijjha domanassam&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de realizar o estado desperto, Siddharta manteve práticas austeras, reprimindo seu corpo e suas sensações. Este tipo de método é violento por natureza e os resultados são sempre negativos. Depois desta fase, ele mudou e praticou a não-violência e o não-conflito em relação ao seu corpo e às suas sensações.&lt;br /&gt;O método ensinado pelo Buda no Sutra Acerca dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência claramente expressa o espírito da não-violência e do não-conflito. A plena consciência reconhece o que está acontecendo no corpo e na mente e continua a iluminar e observar em profundidade esses objetos. Durante essa prática, não há apego, busca ou repressão do objeto. Este é o verdadeiro significado do termo observação nua. Não há cobiça e nem rejeição. Sabemos que o nosso corpo e as nossas sensações somos nós mesmos e, portanto, não os reprimimos, pois se assim o fizermos estaremos reprimindo a nós mesmos. Ao contrário, aceitamos nosso corpo e nossas sensações. Aceitar não significa apegar-se. Ao aceitar, atingimos um grau de paz e compreensão. Paz e alegria surgem quando abandonamos as discriminações entre certo e errado; entre mente que observa e corpo observado (que costumamos dizer que é impuro); entre a mente que observa e as sensações que são observadas (que costumamos dizer que são dolorosas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao aceitarmos nosso corpo e nossas sensações, nós os tratamos de maneira terna e não-violenta. O Buda nos ensinou a praticar a plena consciência dos fenômenos fisiológicos e psicológicos para observá-los e não para suprimi-los. Quando aceitamos nosso corpo, fazemos as pazes com ele e acalmamos o seu funcionamento, sem sentirmos aversão, estamos seguindo os ensinamentos do Buda: “Inspirando, sou consciente de todo o meu corpo, expirando acalmo as funções do meu corpo” (Sutra Acerca dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência). Na observação feita enquanto meditamos, não nos transformamos num campo de batalha entre um lado bom e um lado mal. Se pudermos ver a não-dualidade da rosa e do lixo, das raízes da aflição e da mente desperta, não sentiremos mais medo. Aceitaremos essas aflições e as trataremos como as mães tratam os filho, conseguindo assim transformá-las.&lt;br /&gt;Quando reconhecemos as raízes da aflição em nós e nos tornamos um com elas, a possibilidade de nos enredarmos nelas ou não vai depender do estado da nossa mente. Quando estamos em estado de esquecimento, podemos ser apanhados por essas raízes transformando-nos nelas. Quando estamos conscientes, podemos ver claramente as raízes da nossa aflição e transformá-las. Portanto, é essencial ver as raízes de nossa aflição com plena consciência. Enquanto a lâmpada da plena consciência jorrar sua luz, as trevas serão transformadas. Precisamos nutrir a plena consciência em nós mesmos pela prática da respiração consciente, da escuta do sino, da recitação de gathas e de muitos outros meios hábeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de uma atitude de ternura e não-violência em relação ao nosso corpo. Não devemos olhar o nosso corpo apenas como um instrumento ou tratá-lo mal. Quando estamos cansados ou sentindo dor, nosso corpo está tentando nos dizer que ele não está feliz e nem tranqüilo. O corpo tem sua própria linguagem. Como praticantes da plena consciência, deveríamos saber o que o nosso corpo está querendo nos dizer. Se sentirmos muita dor nas pernas durante a meditação sentada, devemos sorrir e mudar a posição nossa posição lenta e gentilmente, com plena consciência. Não há nada de mal em mudar nossa posição. Não é perda de tempo. Enquanto a plena consciência for mantida o trabalho de meditação continua. Não devemos nos intimidar. Quando fazemos força demais não apenas perdemos a nossa paz e nossa alegria, perdemos também a plena consciência e a concentração. Nós praticamos a meditação sentada para sentirmos libertação, paz e alegria e não para nos tornarmos heróis capazes de agüentar dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também precisamos de uma atitude não-violenta em relação às nossas sensações. Quando somo conscientes de que somos as nossas sensações, não as negligenciamos e nem as oprimimos. Nós as abraçamos afetivamente com os braços da plena consciência, como uma mãe abraça seu filho recém-nascido quando ele chora. Uma mãe abraça o filho com todo o seu amor para que ele se sinta confortável e pare de chorar. A plena consciência, nutrida pela respiração consciente, tomas as sensações nos seus braços, torna-se um com elas, acalma-as e transforma-as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de o Buda atingir a plena realização do caminho, tentou vários métodos que usavam a mente para suprimir a mente, mas nunca conseguiu. Foi por isso que ele terminou por escolher praticar de um modo não-violento. No &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mahasaccaka Sutra&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Madhyama Agama&lt;/span&gt; 36) o Buda nos diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então pensei, por que não trinco meus dentes, pressiono a língua contra o céu da boca e utilizo a mente para reprimir a minha própria mente? Como um lutador que segura firmemente a cabeça ou o torço de alguém mais fraco e, para restringi-lo e coagi-lo, tem que segurá-lo todo o tempo sem relaxar nem um momento, assim trinquei meus dentes, pressionei minha língua contra o palato e usei minha mente para dominar e reprimir a minha mente. Ao fazer isso, fiquei banhado de suor. Apesar de não me faltar forças, e apesar de ter mantido a plena consciência sem cessar, meu corpo e minha mente não estavam em paz e senti-me exaurido por esses esforços. Esta prática causou outras sensações de dor, além das dores associadas às práticas austeras, e não fui capaz de domar minha mente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-se claro, a partir dessa passagem, que o Buda encarava esse tipo de prática como inútil. Apesar disso, a seguinte passagem foi inserida no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vitakkasanthana Sutra&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Madhyama Agama&lt;/span&gt; 20), com o sentido oposto à intenção do Buda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Da mesma forma que um lutador pega a cabeça ou o torço de alguém mais fraco, restringe-o e o coage e o segura sem relaxar um só momento, assim também um monge que medita para frear todos os pensamentos não-saudáveis de desejo e aversão, e eles continuam a emergir, deve trincar os dentes, pressionar a língua contra o palato e fazer o possível para usar sua mente para abater e derrotar sua mente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma passagem foi inserida no Sutra Acerca dos Quatro Fundamentos da Plena Consciência, que aparece como a segunda versão neste livro: “O praticante que observa o corpo enquanto corpo fecha seus lábios com força ou trinca seus dentes, pressiona sua língua contra o palato e usa sua mente para restringir e se opor à sua mente”. Esta passagem não aparece na maioria das versões do Sutra (observem a primeira e terceira versões),  mas se acha também no Kayasmrti Sutra (Madhyama Agama 81) cujo conteúdo é bastante similar ao da segunda versão. Como os sutras foram, por séculos, transmitidos oralmente antes de serem registrados por escrito, esse tipo de erro era inevitável. É necessário fazer estudos comparativos dos sutras, à luz de nossa própria experiência de meditação, para ver o que é o material original e o que foi adicionado depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Observação Não Significa Doutrinação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em centros budistas espalhados pelo mundo, ensina-se aos estudantes a recitação de frases do tipo “corpo é impuro, sensações são sofrimento, mente é impermanente, dharmas não possuem ego” enquanto observam os Quatro Estabelecimentos. O autor dessas linhas foi ensinado dessa maneira, quando era noviço, e sentiu que era um tipo de lavagem cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência é observar profundamente no espírito do “não-desejo e sem sentir repugnância“. A plena consciência não se apega, despreza, repreende ou reprime, desse modo a verdadeira natureza de todos os dharmas pode revelar-se à luz da observação consciente. Que a natureza impermanente, impura e sem identidade intrínseca de todos os dharmas tem por efeito causar sofrimento, pode ser vista enquanto observamos, não é por que repetimos fórmulas como essas acima de maneira automática. Quando olhamos em profundidade e vemos a natureza de todos os dharmas, eles se revelarão por si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se repetirmos mecanicamente, “o corpo é impuro”, estaremos recitando um dogma. Se observarmos todos os fenômenos fisiológicos e vemos sua natureza impura, isto não é dogma. É nossa experiência. Se, durante a nossa observação consciente, vemos que os fenômenos são, às vezes, puros e, às vezes, impuros, então esta é a nossa experiência. Se olharmos ainda mais profundamente e vermos que os fenômenos não são puros ou impuros, que eles transcendem os conceitos de puro e impuro, descobriremos aquilo que é ensinado no Sutra do Coração Prajñaparamita. Este sutra também nos ensina a resistir a todas as atitudes dogmáticas. Não devemos nos forçar a ver o corpo como impuro ou as sensações como sofrimento. Mesmo que haja alguma verdade nessas sentenças, repeti-las dogmaticamente tem apenas o efeito de nos encher com conhecimento. Enquanto observamos com plena consciência, veremos que existem muitas sensações dolorosas, mas também vemos que também existem sensações de alegria e paz e muitas sensações neutras. E se olharmos mais profundamente, veremos que as sensações neutras podem se tornar  sensações de alegria e que sofrimento e felicidade são interdependentes. O sofrimento é porque a felicidade é e a felicidade é porque o sofrimento é. Ao repetirmos “mente é impermanente”, nossa atitude ainda é dogmática. Se a mente é impermanente, então o corpo deve ser impermanente e assim também as sensações. O mesmo é verdadeiro para “dharmas são sem ego”.Se os dharmas são sem ego, assim também o são o corpo, a mente e as sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o ensinamento especial do Sutra Acerca dos Quatro estabelecimentos da Plena Consciência é observar todos os dharmas sem ter, sobre eles, nenhuma idéia fixa, apenas manter a observação consciente sem comentar, sem assumir nenhuma atitude em relação ao objeto que se está observando. Dessa maneira, a verdadeira natureza do objeto será capaz de revelar-se por si mesma à luz da observação consciente, e você poderá obter insight sobre descobertas maravilhosas tais como o não-nascimento, não-morte, nem puro nem impuro, nem crescente e nem decrescente, interpenetração e interser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;interserblog&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-8678716506714751694?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/8678716506714751694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=8678716506714751694' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/8678716506714751694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/8678716506714751694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2008/06/princpios-para-prtica-da-plena.html' title='Princípios Para a Prática da Plena Consciência'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-726135140941921112</id><published>2008-06-11T04:08:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T06:24:09.534-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ativismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo'/><title type='text'>Transformação na Base</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Transformação na Base&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Transformation At The Base" -&lt;br /&gt;traduzido do livro The Path of Transformation,&lt;br /&gt;de Thich Nhat Hanh, Parallax Press.&lt;br /&gt;Tradução: Samuel Cavalcante&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Transformação significa transformação na base (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ashraya-paravritti&lt;/span&gt;), que significa verdadeira transformação e não apenas alívio temporário. Para que a transformação na base tenha lugar, você tem que praticar a observação profunda. Somente olhando profundamente a natureza do nosso sofrimento podemos descobrir suas causas e identificar as fontes dos elementos que o alimentam e trazem à existência. Depois de praticarmos por algum tempo, veremos que a transformação sempre ocorre nas profundezas da consciência. Nossa consciência armazenadora é como o suporte, a base, a fundação de nossa consciência – do mesmo modo que as pernas são um suporte para a mesa. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ashraya&lt;/span&gt; significa suporte ou base e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;paravritti&lt;/span&gt; significa transformação na base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando profundamente, ganhamos insights que podem nos libertar e transformar nossas aflições que estão em forma de semente. A formação mental é manifestada no nível da mente, mas a semente da formação mental permanece na consciência armazenadora. Se soubermos como reconhecer e ver a presença das formações mentais, abraçá-las, acalmá-las e observá-las em profundidade, ganharemos insight. Se a semente da raiva se manifesta e a semente da plena consciência também se manifesta, a energia da plena consciência abraça a energia da raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformação e emancipação somente podem ter lugar quando o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insight&lt;/span&gt; é atingido. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insight&lt;/span&gt; é atingido pela prática de parar e olhar profundamente. Meditação é composta de dois elementos. O primeiro é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shamatha&lt;/span&gt;, parar, concentrar-se e acalmar-se. Se você for à China você verá um símbolo muito comum nas estradas. Significa “Pare”. Sugiro que você ponha esse símbolo em algum lugar da sua casa. Quando você o olhar você poderá praticar a respiração consciente por 5 ou 10 minutos e assim conseguir parar. O segundo elemento da meditação é a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vipashyana&lt;/span&gt;. Significa observar profundamente, analisar, olhar. É difícil observar profundamente sem parar. Se você é capaz de olhar profundamente, então você é capaz de parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já sabemos, temos que lidar com a energia que está sempre nos pressionando e nos impedindo de parar. Descrevi, certa vez, nossa energia de hábito como um cavalo em fuga. O Buda propôs parar a energia do hábito com a plena consciência. Toda vez que nos sentimos agitados – não importa a hora do dia ou o que estamos fazendo – devemos praticar a respiração consciente para reconhecer nossa energia de hábito. Dizemos “Oi, energia de hábito. Sei que você está aí”. E sorrimos para ela. Vashana é o nome desta energia. Como mencionei antes, todos nós recebemos essa energia de nossos pais e ancestrais, que foram inábeis em transformá-la. Por causa disso, ela nos foi transmitida. Devemos aprender a lidar com ela. Se não soubermos como transformá-la, iremos transmiti-la aos nossos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo verão, em Plum Village, celebramos o Dia de Ação de Graças à nossa maneira. Grupos de estudantes de diferentes países se reúnem, cozinham algum prato nacional e o colocam no altar dos ancestrais. Se tivermos pessoas de 25 países praticando, teremos 25 pratos diferentes. Cada grupo se reúne e discute que prato irá oferecer. Os estudantes preparam seus pratos com plena consciência, tocando seus ancestrais e sua cultura nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transmissão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, um jovem americano foi comprar provisões em Sainte-Foy-La Grande. Ele estava em Plum Village havia três semanas e sentia maravilhoso – em paz e com muita alegria. Cercado por uma Sangha de praticantes, ele praticava meditação andando e sentada e trabalho com plena consciência. Sozinho em Sainte-Foy-La Grande, ele se sentiu subitamente com pressa. Mas com sua prática de três semanas de respiração e caminhada consciente, ele foi capaz de identificar a energia negativa da agitação e da pressa . Sua plena consciência foi suficiente para que ele retornasse à sua respiração. Ele inspirou e expirou, sorrindo, e disse: “Oi mãe, sei que você está aqui!”. Ele percebeu que a energia da agitação vinha de sua mãe. Sempre agitada e com pressa, ela transmitiu essa energia para ele. Durante três semanas de prática no Upper Hamlet (Plum Village, NT) ele estava cercado por uma Sangha poderosa e a semente da agitação não teve oportunidade de aparecer. Somente quando foi ao mercado sozinho, o ambiente pôde tocar aquela semente que estava nele e permitiu que ela se manifestasse. Depois que ele reconheceu essa energia com a respiração consciente, a agitação desapareceu e retornou à sua forma de semente. Daquele dia em diante, ele continuou a prática da respiração consciente mantendo sua paz e alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regando Nossas Sementes Positivas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse antes, todos nós recebemos sementes negativas e positivas de nossos pais e ancestrais. Alguns de nós foram abusados quando crianças – tratados violentamente pelos nossos pais – e sofreram muito. Comprometemo-nos a nunca nos comportarmos como eles depois que crescermos. Mas se não soubermos transformar nossa energia negativa, trataremos nossos filhos exatamente como nossos pais nos trataram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi isto acontecer muitas vezes. Quando criança, você sofreu por que seus pais lhe trataram mal e lhe abandonaram. A criança ferida em você ainda está viva. Você está vulnerável e com medo que seus amigos, companheiros e outras pessoas também lhe tratem mal. Você conhece a dor de ser abandonado e você não quer que os outros sofram como você. Mas se você não souber como curar a criança ferida dentro de você ou transformar suas energias negativas, você fará seus filhos e amigos sofrer como você sofreu. Você culpará as pessoas por terem feito você sofrer. Você sabe que não é bom abusar dos outros, tratá-los mal, excluí-los ou ferir a já ferida criança interior deles, mas mesmo assim você age do mesmo jeito. Se os seus filhos não tiverem a chance de estar com uma Sangha e com um bom professor eles não serão capazes de transformar essas sementes em si mesmos e irão transmitir essas sementes aos filhos deles. Este é o ciclo vicioso chamado samsara. Praticar significa interromper este ciclo e terminar com ele. Deveríamos reconhecer nossas aflições negativas – nossos elementos negativos – e perceber que elas estão na base da nossa consciência. Temos que intervir e praticar para que haja uma verdadeira transformação, não apenas um alívio temporário. Isso é o que chamamos de transformação na base e pode ser atingida de duas maneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira maneira é a contemplação direta da natureza da semente. Convidamos a semente do sofrimento a vir para a superfície. Se já tivermos cultivado a energia da plena consciência, não será difícil convidá-la a vir á tona, abraçá-la e olhar profundamente a sua natureza. Esta é a maneira direta de desintegrá-la. Somente à luz do insight e da compreensão pode transformar nossas sementes de aflição. A segunda maneira é indireta e igualmente efetiva. Nós plantamos e regamos nossas sementes positivas. Ao invés de chamar a semente para cima, para abraçá-la e observá-la profundamente, nós a deixamos onde está e fazemos outras coisas para ajudar a sua transformação. Podemos  fazer isso individualmente ou como uma Sangha. Tocar os elementos positivos, refrescantes e curativos da vida todos os dias é uma prática prazeirosa que pode levar à cura e à transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;retornar ao &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Interserblog&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-726135140941921112?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/726135140941921112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=726135140941921112' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/726135140941921112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/726135140941921112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2008/06/transformao-na-base.html' title='Transformação na Base'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-7539076798859881710</id><published>2008-05-21T11:49:00.000-07:00</published><updated>2010-02-21T10:11:55.302-08:00</updated><title type='text'>Como Chegar em Plum Village em 7  Passos</title><content type='html'>Guia para chegar a &lt;a href="http://www.plumvillage.org/"&gt;Plum Village/ Village des Pruniers&lt;/a&gt; na França, centro de prática da plena consciência fundado pelo Mestre Thich Nhat Hanh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Você deve preencher um formulário disponível &lt;a href="http://www.plumvillage.org/retreat/data/GeneralRegistrationForm.doc"&gt;aqu&lt;/a&gt;i e enviar para um dos seguintes endereços:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Upper Hamlet / Hameau du Haut / Aldeia de Cima&lt;br /&gt;(para homens desacompanhados e casais)&lt;br /&gt;Le Pey, 24240&lt;br /&gt;Thenac, France&lt;br /&gt;Tel.: +(33) 5.53.58.48.58&lt;br /&gt;Fax.: +(33) 5.53.58.49.17&lt;br /&gt;E-mail: UH-office@plumvillage.org&lt;br /&gt;Website: www.plumvillage.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;New Hamlet / Hameau Nouveau / Aldeia Nova&lt;br /&gt;(para mulheres desacompanhadas e casais)&lt;br /&gt;13 Martineau&lt;br /&gt;33580 Dieulivol, France&lt;br /&gt;Tel.: +(33) 5.56.61.66.88&lt;br /&gt;Fax.: +(33) 5.56.61.61.51&lt;br /&gt;E-mail: NH-office@plumvillage.org&lt;br /&gt;Website: www.plumvillage.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lower Hamlet / Hameau du Bas / Aldeia de Baixo&lt;br /&gt;(para mulheres desacompanhadas e casais)&lt;br /&gt;Meyrac 47120&lt;br /&gt;Loubes-Bernac, France&lt;br /&gt;Tel.: +(33) 5.53.94.75.40&lt;br /&gt;Fax.: +(33) 5.53.94.75.90&lt;br /&gt;E-mail: LH-office@plumvillage.org&lt;br /&gt;Website: www.plumvillage.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Son Ha / Templo do Sopé da Montanha&lt;br /&gt;(para homens desacompanhados e casais)&lt;br /&gt;Fontagnane 24240&lt;br /&gt;Puyguilhem , France&lt;br /&gt;Tel.: +( 33) 5.53.22.88.89&lt;br /&gt;Fax.: +( 33) 5.53.22.88.90&lt;br /&gt;Email: sonhatemple@orange.fr&lt;br /&gt;Website: www.plumvillage.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Normalmente os períodos de retiro são definidos anualmente mais existe um padrão:&lt;br /&gt;- abril, maio e junho - período bastante tranqüilo, poucas pessoas, muito silêncio. Durante esse período, muitas vezes, Thay não está presente em Plum Village, pois viaja frequentemente para conduzir retiros em outros países da Europa;&lt;br /&gt;- julho - retiro de verão, milhares de pessoas, muitos jovens da europa, estados unidos e canadá. É o principal retiro de Plum Village, o mais internacional e o mais focado na família. Thay dá palestras de Dharma quase diariamente;&lt;br /&gt;- agosto, setembro, outubro - outro período tranquilo - e também aqui, com uma freqüente ausência de Thay que nesse período viaja à Ásia;&lt;br /&gt;- novembro, dezembro, janeiro, fevereiro - retiro de inverno - milhares de pessoas também,neste período temos vários eventos com muita gente (durante o natal, fim do ano, ano novo chinês e cerimônias de ordenação); é um período interessante por causa da diversidade de coisas interessantes que acontecem neste período. Thay utiliza esse período para ensinar baseado especialmente nos sutras/suttas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Prefira um vôo direto para Bordeaux, o preço de trem de Paris para Bordeaux é quase o mesmo e tornará a viagem mais cansativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ao chegar em Bordeaux, na frente do aeroporto, caminhe para a parada de ônibus onde pára o "Shuttle". É um micro-ônibus que vai do Aeroporto e passa por diversos pontos de Bordeaux terminando na estação (Gare) Saint Jean. Eles custa cerca de 5 euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Na Gare Saint Jean pegue um trem para a cidade de Saint Foy La Grande. O bilhete deve custar cerca de 11 euros. A viagem dura cerca de 1 hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Ao chegar em Sainte Foy la Grande, existem duas hipóteses: a) se você chegar na sexta-feira você pode combinar com os monges que eles irão buscar você na estação; b) você pode pegar um taxi direto para o hamlet onde você se registrou - existe um hotelzinho perto da estação onde você pode ligar por alguns centavos, pode inclusive pedir ao atendente para pedir um taxi para você se você não for muito fluente no francês. As pessoas no sudoeste da França são muito cordiais e simpáticas. O taxi irá custar cerca de 25 euros.&lt;br /&gt;Importante: não diga ao taxista que deseja ir à "Plum Village" ou ao "Village des Pruniers", diga o nome da aldeia onde quer chegar e o endereço por exemplo: Hameau du Bas, Meyrac 47120 Loubes-Bernac ( Meyrac é o nome do lugarejo e Loubés Bernac é o nome do município).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Finalmente: preços (para maiores de 17 anos) - pode variar , mas é útil para se ter uma base:&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Quarto com 2 camas e banheiro - 456 euros por semana;&lt;br /&gt;Quarto com 2 camas sem banheiro - 371 euros por semana;&lt;br /&gt;Quarto com 3 a 4 camas e banheiro - 392 euros por semana;&lt;br /&gt;Quarto com 3 a 4 camas sem banheiro - 350 euros por semana;&lt;br /&gt;Quarto com 5 a 10 camas e banheiro -328 euros por semana;&lt;br /&gt;Quarto com 5 a 10 camas sem banheiro -297 euros por semana;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer caro, mas em relação aos preços de pousadas na França, é muito mais barato. Todas as refeições (fartos café, almoço e janta) e lanches entre as refeições, chás, cafés, estão inclusos nessas taxas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Os preços são por semana, não se pode passar menos que isso.  Outros detalhes só podem ser resolvidos pessoalmente com o monge responsável...Eles são muito compreensíveis, abertos e tolerantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://interserblog.blosgpot.com/"&gt;voltar ao interserblog&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-7539076798859881710?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/7539076798859881710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=7539076798859881710' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/7539076798859881710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/7539076798859881710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2008/05/como-chegar-em-plum-village-em-7-passos.html' title='Como Chegar em Plum Village em 7  Passos'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-6905324058653580016</id><published>2007-10-17T15:27:00.000-07:00</published><updated>2008-07-09T10:22:55.773-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peace Begins Here'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><title type='text'>Raiva e Reconciliação</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Raiva e Reconciliação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:78%;"&gt;Retirado do Capítulo V do livro de Thich Nhat Hanh - &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Peace Begins Here: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Palestinians and Israelis Listening to Each Other"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:78%;"&gt;Tradução Samuel Cavalcante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;Era uma vez uma montanha onde muitos deuses viviam. Os deuses eram muito felizes. Eles pareciam não ter nada o que fazer. Eles passavam uma grande parte do tempo somente sentados ou caminhando. Havia um lindo riacho na montanha - a água era límpida e clara. Parecia que cada vez que alguém bebia daquela água se sentia leve e livre, sem desejo e sem raiva. Ao longo do riacho havia muitas cerejeiras que pareciam florir por todo o ano e os botões de cerejeira caíam na correnteza e se iam junto com a água. Alguns deles viajavam bastante longe, até a cidade que ficava no sopé da montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existia um homem nessa cidade que sofria tanto que queria morrer. Um dia, ele viu uma pétala de flor de cerejeira na correnteza e decidiu seguir seu caminho até a fonte. Ele disse a si mesmo que iria encontrar a fonte, mesmo que levasse anos. Depois de muitos anos de caminhada, ele chegou à montanha dos deuses e eles o convidaram a se aproximar, sentar-se junto da correnteza e tomar um pouco da água com as mãos. Depois de beber a água, o homem sentiu que não tinha mais desejo, nem mesmo desejo de cura e transformação. Ele se sentiu muito cansado, não queria mais nada - queria desistir de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se deitou à margem do riacho e caiu em sono profundo. Durante o sono, a água continuou a trabalhar em seu corpo e em sua mente, transformando e purificando. Como ele se permitiu dormir profundamente, o trabalho de cura e transformação foi bastante fácil para ele. Ele não fez nada, apenas se deitou e permitiu que a água que havia bebido trabalhasse nele. Alguns dos deuses tomaram conta dele - pegaram dois seixinhos que pareciam olhos de gato, foram ate ele enquanto dormia e trocaram seus olhos pelos seixos. Agora ele tinha novos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem dormira por muito tempo. Depois de uma semana, ele se acordou. Ficou em pé, viu o céu, as árvores como nunca tinha visto antes. Quando ele chegou, o céu e as árvores já estavam ali, mas ele parecia não ter visto do mesmo jeito, pois agora tinha novos olhos. De fato, tudo nele havia mudado. Tinha agora novos ossos, novo coração, novos intestinos - estava completamente transformado. Sentia-se agora como se fosse um dos deuses e não queria mais ir embora. Ele disse: "Eu não quero voltar pra casa, para aquele lugar, eu quero ficar aqui com vocês". Mas um dos deuses replicou: "Você tem que voltar pra casa e ajudar o seu povo". E o homem disse: "Se voltar pra casa, ficarei sozinho. Não conseguirei lidar com isso lá embaixo. É tão difícil! Eu não quero voltar nunca mais para aquele lugar". Um dos deuses, porém disse-lhe: "Olhe, quando você voltar pra casa, não verá mais as coisas do mesmo jeito que via no passado. Antes, você enxergava o céu e as árvores, mas agora, depois de uma semana, você já vê realmente o céu e as árvores. Não tenha medo de voltar pra casa. Com seus novos olhos, novos pulmões e novos ossos você verá as coisas de maneira diferente, não precisará sofrer. E sabe de uma coisa? Mesmo quando você voltar você continuará a nos ver. Nós não estamos somente aqui, estaremos lá embaixo com você".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem então entendeu. Disse adeus aos deuses, à montanha e ao riacho e começou a jornada de volta. Mas desta vez, não levou vários anos, como para subir. Levou apenas uma manhã. Os deuses estavam certos. Quando chegou em casa com seu novo ser, ele não viu a situação de maneira tão ruim e desesperadora como antes. Ele agora era capaz de olhar com solidariedade e clareza, seu coração estava aberto e era capaz de redescobrir os seres humanos de uma forma nova.Ele sentiu a &lt;/span&gt;&lt;span&gt;solidariedade&lt;/span&gt;&lt;span&gt; crescendo nele por que viu que muitos seres humanos estavam presos a idéias, ideologias, religião e cultura e que, por isso, sua verdadeira natureza humana não podia ser vista. Mas agora, depois que se tornou uma pessoa livre, pôde descobrir seres humanos mesmo dentro de verdadeiros cadáveres. Por isso, quando ele os olhava e os ouvia, não se sentia mais irritado ou frustrado. Com seu sorriso, podia ajudá-los a mudar sua situação. Ele descobriu que não estava sozinho. Todos os deuses com os quais se encontrara na montanha estavam bem ali para ajudá-lo e para lhe fazer companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa estória é feliz por que o homem foi capaz de passar sete dias na montanha permitindo a si mesmo ser objeto de transformação e cura através da água da &lt;/span&gt;&lt;span&gt;solidariedade&lt;/span&gt;&lt;span&gt;. Ele não fez absolutamente nada durante o tempo em que ficou na montanha. Não praticou nada, praticou a não prática. Apenas permitiu a si mesmo ser abraçado pela montanha, pelo riacho, pelas árvores, para se renovar. Assim, ele conseguiu novos olhos, novos ouvidos, novos ossos e novo coração. Se ele tivesse ido à montanha somente para procurar idéias e respostas para levar pra casa, não teria sido capaz de retornar  solidário&lt;/span&gt;&lt;span&gt; e sem medo. Ele não foi à montanha em busca de teorias, ideologias, táticas ou estratégias. Ele foi lá para se renovar e deixou que essa renovação ocorresse. Quando voltou para casa, não levou ensinamentos, práticas ou respostas - apenas levou a si mesmo, totalmente renovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês (israelenses e palestinos, NT) não precisam de respostas de outras pessoas sobre como mudar suas relações pessoais e com o resto do mundo. Se vocês mudarem seus olhos e corações, não precisarão de mais nada. Não precisam de nenhuma prática ou estratégias. Encontrem o riacho, bebam da sua água, deitem-se e permitam que a água faça o resto.&lt;br /&gt;Como Seres Humanos, Somos Exatamente o Mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é mais fácil ficar com raiva do que expressar seu próprio sofrimento. Os israelenses pensam que não são árabes, mas são muito semelhantes aos árabes. São seres humanos. Eles não querem morrer, mas viver em segurança. Eles querem fraternidade, irmandade e paz. Estamos separados por nomes como "Budista","Cristão","Judeu", "Muçulmano". Quando ouvimos uma dessas palavras, vemos uma imagem e nos sentimos alienados, não nos sentimos conectados. Construímos muitas estruturas para estarmos separados uns dos outros e para fazermos sofrer uns aos outros. Por isso é importante descobrir o ser humano na outra pessoa, e ajudar a outra pessoa a descobrir o ser humano em nós. Como seres humanos, somos exatamente o mesmo. Se você tem muitas camadas de roupa sobre si mesmo, você evita que outras pessoas vejam você como um ser humano. Ser "Budista" pode ser uma desvantagem, por que se você carrega esse título pode ser um obstáculo e as pessoas podem não ser capazes ver o ser humano em você. Da mesma maneira se se carregar a marca "Muçulmano", que pode fazer muitas pessoas se desviarem de você, pois elas estão tão agarradas a essas noções que não podem se reconhecer umas às outras como seres humanos. É uma pena. É por isso que o Mestre Lin Chi disse que você tem que queimar todos esses obstáculos, jogá-los fora e queimá-los. Esta é uma prática verdadeira - queimar tudo para que o ser humano seja revelado. Este é o trabalho da paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1963, eu estava sentado com alguns dos meus estudantes no campus da Universidade de Columbia em Nova Iorque. A manhã estava linda, o sol estava brilhando e estávamos conversando entre nós sobre a prática budista de remover conceitos. De repente, alguém passou, parou, olhou para mim por alguns segundos e me perguntou: "Você é budista?". Olhei para ele e disse "Não". Disse uma mentira? Espero que meus estudantes tenham me entendido naquele momento. Se eu tivesse dito "Sim, sou budista", ele poderia ser apanhado pela idéia do que um budista deva ser, e isso não vai ajudá-lo. Assim, "Não" foi de mais ajuda que um "Sim". Esta é a linguagem do Zen. Se você diz ou faz alguma coisa é para ajudar a desfazer os nós nas mentes das pessoas e não amarrá-las. É por isso que a linguagem que usamos deve ter como objetivo a libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvimos os palestinos e todo o sofrimento pela qual passam, entendemos seu sofrimento por que sofremos também. Não queremos comparar nosso sofrimento com o deles, mas entendermos o sofrimento como uma realidade. Esta é a Primeira Nobre Verdade, "o sofrimento existe". É claro, queremos que o sofrimento acabe. Não queremos que eles sofram mais. E se alguém dissesse: "Estamos sofrendo. Fomos vítimas. Você ficará do nosso lado? Você estará comigo para se opôr a todos aqueles que criaram esse sofrimento?". Então seria muito difícil de responder. Você está com eles, compreende profundamente seu sofrimento, mas se pedem pra você se juntar a eles na luta pela destruição daqueles que acreditam ser seus inimigos, você reluta, você sabe que eles tentaram esse método por vários anos e não conseguiram. Eles não estavam sozinhos nesta luta - tiveram apoiadores tanto no país quanto no estrangeiro, mas essa corrente de ação - tentar destruir os chamados inimigos - não deu em nada e, de fato, não diminuiu o sofrimento, apenas o aumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reluto em dizer que estou do seu lado, que eu apoio vocês de todo coração, que farei tudo o que vocês quiserem que eu faça. Não estou pronto pra escolher um lado assim. Eu perguntaria: "Sim, estou pronto pra ficar do seu lado, mas você está pronto pra ficar do meu? Sou um ser humano como você, você sabe qual o meu lado? É o de que o sofrimento deve parar. Concordo com você que algo tem que ser feito e deveria ter sido feito para parar o sofrimento. Mas eu não posso concordar com outras coisas da sua posição. Quero agir, quero ter &lt;/span&gt;&lt;span&gt;solidariedade&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, mas não quero agir baseado na raiva, na violência e na discriminação. Se você ficar do meu lado, estarei com você cem por cento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você apóia alguém, você traz consigo todo o seu ser nesse apoio. No seu ser está sua sabedoria e &lt;/span&gt;&lt;span&gt;solidariedade&lt;/span&gt;&lt;span&gt;. Sem essa sabedoria e &lt;/span&gt;&lt;span&gt;solidariedade &lt;/span&gt;&lt;span&gt;você não pode apoiar ninguém. Se eu ficar do seu lado, não vai significar que eu irei ajudar a construir uma cerca, destruir uma cidade ou levar uma bomba para explodir os passageiros. Apesar de estar com você no seu sofrimento e no seu desejo de acabar com o sofrimento, não posso estar com você nesse tipo de ação. Acredito que existem muitas maneiras de acabar com o sofrimento e ajudar os chamados inimigos a também acabar com o sofrimento deles. Para mim existe um caminho bastante claro. Se mantivermos os venenos do desespero, da raiva e da violência dentro de nós, continuaremos a sofrer, e qualquer ação que fizermos não beneficiará ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ir à montanha, deitar-se e deixar que a água da &lt;/span&gt;&lt;span&gt;solidariedade &lt;/span&gt;&lt;span&gt;transforme você e remova esses venenos é crucial. Não estou aqui na montanha para pedir aos deuses que se juntem a mim no combate aos meus inimigos. Estou aqui para permitir aos deuses que me ajudem a remover os venenos da violência, medo, desespero e raiva. Então eu sei que, quando eu voltar para casa como uma nova pessoa, poderei ajudar muitas outras pessoas, pois desta vez, estarei equipado com os elementos da compreensão, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;solidariedade&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, serenidade e solidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Injustiça é sofrida pelos dois lados. Os palestinos têm sofrido muito. E quando os israelenses vêm e descrevem para nós o seu sofrimento, somos capazes de ver que também têm sofrido. Esse tipo de compreensão é crucial. Uma vez que a compreensão e a &lt;/span&gt;&lt;span&gt;solidariedade &lt;/span&gt;&lt;span&gt;tenham nascido em nosso coração, os venenos da raiva, discriminação, ódio e desespero serão transformados. Por isso é que a única resposta é remover o veneno e deixar que o insight e a &lt;/span&gt;&lt;span&gt;solidariedade &lt;/span&gt;&lt;span&gt;entrem. Então eles irão se descobrir uns aos outros como seres humanos e não ficarão desapontados com as aparências externas como "Budismo", "Islã", "Judaísmo", "Pró-americano", "Pró-árabe" etc. Este é o processo de libertação da nossa ignorância, idéias e noções e da nossa tendência a discriminar. Quando vejo você como um ser humano que sofre bastante, não terei coragem de atirar em você. Pedirei a você que venha trabalhar comigo para que tenhamos chance de vivermos juntos em paz. É uma pena - a Terra é tão bonita e existe ainda tanto espaço para todos - que continuemos a nos matar uns aos outros.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"&gt;PS: Compaixão = solidariedade (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"&gt;volta para o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"&gt;Blog Interser&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-6905324058653580016?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/6905324058653580016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=6905324058653580016' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6905324058653580016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6905324058653580016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/10/raiva-e-reconciliao.html' title='Raiva e Reconciliação'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-1144226176447178264</id><published>2007-10-04T05:45:00.001-07:00</published><updated>2007-10-19T14:27:45.176-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palestinos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peace Begins Here'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='israelenses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paz'/><title type='text'>A Paz Começa Aqui - Parte 3</title><content type='html'>O Tempo Certo Para Um Pic-Nic - Parte 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Livro "Peace Begins Here: Palestinians and Israelis&lt;br /&gt;Listening To Each Other"&lt;br /&gt;Tradução: Samuel Cavalcante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os Cinco Reinos da Paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós temos nosso próprio território de paz dentro de nós, que é composto de cinco reinos - nosso corpo, nossos sentimentos, nossas percepções, formações mentais e consciência. Temos que trazer paz ao nosso corpo e remover seus conflitos, tensão e dor. Existem também muitas tempestades, aflições e dor no reino de nossas emoções. Temos que aprender a trazer a paz para esse território de sentimentos e emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu olho para a minha caneta, eu tenho uma percepção dela. Se minha percepção corresponde fa realidade da caneta ou não é uma questão real - por que vivemos com muitas percepções errôneas. Acreditamos que somos os únicos a sofrer, que os outros estão nos fazendo sofrer e que eles não sofrem de jeito nenhum. Este é um tipo de percepção errônea. Se acharmos tempo para inspirar e expirar e encontrar a paz em nós mesmos, poderemos ver que as outras pessoas também sofrem enormemente, assim como nós, e precisam ser ajudadas, não punidas. Por isso a paz não poderá ser possível sem a remoção dos elementos de percepção. Quando nossas percepções nascem da raiva e do medo, elas não podem ser chamadas de percepções corretas. Por sua vez, nossas percepções erradas dão origem ao medo, à raiva e ao desespero, que podem nos levar a cometer atos de violência, punição e morte. Por causa disso, é muito importante praticar a meditação sentada e andando, para podermos trazer paz aao reino das nossas percepções e remover os elementos errôneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto reino é aquele das formações mentais, &lt;em&gt;cittasamskara&lt;/em&gt;. Uma formação (&lt;em&gt;samskara&lt;/em&gt;) é algo que se manifesta quando muitas condições são reunidas. Uma flor é uma formação física - chuva, o sol, a terra, o tempo, o espaço se reuniram para que a flor se manifestasse. Nosso corpo é uma formação fisiológica. Todas as formações são impermanentes e estão em constante mudança. Nosso medo, nossa raiva, nossa discriminação, esperança, alegria e nossa plena consciência são formações mentais. Na tradição budista, identificamos cinquenta e uma formações mentais. Quando contemplamos nossa mente, não estamos olhando para um espaço claro e vazio, olhamos para as nossas formações mentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim temos o reino da consciência. Temos que voltar para o lar da nossa consciência, poor que nossa consciência é o chão de todas as coisas. Nosso corpo, nossos sentimentos, percepções e formações mentais nascem do chão da consciência. Não somente o nosso corpo contém nossa consciência, nossa consciência também contém o nosso corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu Sou Sólido, Eu Sou Livre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa ser sólido? Significa estar no momento presente. Nós temos uma tendência a sermos jogados em direção ao passado. Sentimos remorso por alguma coisa ou nos sentimos culpados e nos perdemos em meio a tudo isso. Não somos sólidos por que somos vítimas do passado. Não somo capazes de viver no momento presente por que o passado se tornou como um fantasma, sempre nos puxando de volta. Existem pessoas que somente pensam no passado, que não são capazes de viver no presente, que não são livres e nem sólidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitos de nós estamos amarrados por nossas preocupações, medo e incerteza em relação ao futuro. Essas preocupações não permitem estar presentes e tocar a vida. Quando dizemos "Cheguei, estou em casa", "você não pode me pegar, estou no aqui e no agora" ou "eu sou mestre de mim mesmo", então nos tornamos sólidos. "Eu sou sólido" não é conversa fiada. Se você for capaz de chegar e se sentir em casa, então se tornará sólido naturalmente. Isto é um sinal de que você está aqui e agora, em casa. Nâo é mais uma esperança, é realidade, você se torna consciente de que está mais sólido. Se você gastar três minutos caminhando, chegando e se sentindo em casa em cada momento, a solidez se tornou uma realidade, um fato. Você saberá quando estiver sólido ou não. Você será sólido quado estiver completamente estabelecido no aqui e no agora. O passado não pode te pegar e nem o futuro; você é livre. Por isso dizemos "Eu sou sólido, eu sou livre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre de que? Livre do passado, das minhas preocupações, do meu medo. É por isso que solidez e liberdade não são duas coisas. Quando somos sólidos, somos livres; quando somos livres, somos sólidos. É como o aqui e agora. Solidez e liberdade são o fundamento da paz e da liberdade. Cada passo consciente que damos nos ajuda a cultivar mais solidez e mais liberdade. Seja você mesmo, seja livre, estabeleça-se no aqui e no agora. Toque a vida profundamente e receba o alimento e a paz que você tanto necessita. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;A onda está agora repousando na água. Você está repousando no absoluto, em Allah, em Deus, em sua natureza de Buda. Não é um questão de tempo. O absoluto está disponível aqui e agora; a água está disponível para a onda aqui mesmo, nete exato momento. O absoluto é o nosso fundamento. Caminhando e respirando dessa maneira, você estará sempre em contato com Deus, não como uma noção, uma idéia, mas enquanto uma realidade. Você pode tocar em Deus, tocando em uma flor, tocando o ar, tocando outra pessoa. Fora dessas coisas não há Deus. Se você remover todas as ondas, não haverá mais água. Tocar as maravilhas da vida em você e à sua volta significa tocar o absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Paz Está Em Cada Momento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sala de Meditação é maior que a sala que você usa para se sentar. Ela inclui o ar e a terra em volta e até mesmo o banheiro que você usa. Você pode achar que o banheiro não é tão sagrado quanto a sala de meditação, mas isso não é verdade. No espírito do Zen, o banheiro é tão sagrado quanto a sala de meditação ou o salão do Buda. É por isso que pomos um vaso de flores no banheiro, para mostrar que ali também é um lugar para praticar. Quando você lavar suas mãos no banheiro aprecie a água escorrendo pelos seus dedos – isso é Deus, isso é felicidade. Você é capaz de apreciar a água, essa maravilha da vida,escorrendo pelos seus dedos? Se você estiver aqui, agora – plenamente consciente e concentrado – sentir a água escorrendo nos seus dedos será maravilhoso, e isso lhe servirá de alimento e cura. Aproveite cada segundo e sorria para si mesmo. A paz está aqui e agora, disponível. Escove seus dentes de tal modo que a paz e a alegria sejam possíveis. Desafie a si mesmo: quando estiver escovando os dentes, pergunte a si mesmo se você é feliz ou não. Dê a si mesmo tempo suficiente para apreciar. E também ao urinar, desfrute esse momento. Por que ter pressa? Desfrute do seu tempo no banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paz e a alegria deveriam ser possíveis em cada momento. Por favor, tente. Quando caminhamos juntos, como um grupo, desfrutamos da energia coletiva da plena consciência e da concentração. Se nos perdermos em pensamentos, se formos carregados pelos nossos projetos, pelo passado ou pelo futuro, então o caminhar sólido de um irmão à nossa direita ou de uma irmã à nossa esquerda nos trará de volta ao lar do nosso aqui e agora e, assim, poderemos retomar nossa caminhada plenamente consciente. Cada passo dado assim nos serve como cura e alimento. Não pense nisso como uma prática difícil. A prática deve ser alegre e prazeirosa. Se você sofrer durante o caminhar, o sentar ou o comer, então você não estará praticando corretamente. É um pic-nic – você deveria ser capaz de apreciar cada momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos convidamos o sino a soar. O sino é a voz de Deus, do Buda, de Allah em nós, chamando-nos para o nosso verdadeiro lar, para o aqui e o agora. Sempre que o telefone tocar, é também a voz de Deus nos chamando de volta ao momento presente. Se você estiver ajudando na cozinha ou trabalhando no jardim, desfrute cada minuto do ato de cozinhar ou de cuidar do jardim. Você está sempre no Reino de Deus – não o deixe. O passaporte para entrar no Reino de Deus é a plena consciência e a concentração. Mantenha esse passaporte com você e você estará apto a permanecer no Reino de Deus e não terá que deixá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveite o seu pic-nic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Retornar ao Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-1144226176447178264?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/1144226176447178264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=1144226176447178264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/1144226176447178264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/1144226176447178264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/10/paz-comea-aqui-parte-3.html' title='A Paz Começa Aqui - Parte 3'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-293418360178107058</id><published>2007-09-29T11:04:00.000-07:00</published><updated>2008-07-09T10:24:08.263-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ativismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço publico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Keeping the Peace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Compaixão'/><title type='text'>Um Lugar Seguro</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um Lugar Seguro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Trecho do Livro de Thich Nhat Hanh “Keeping the Peace – Mindfulness &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;and Public Service”, capítulo 8 - A Safe Place.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tradução: Samuel Cavalcante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Plum Village, temos centenas de monges, monjas e leigos praticando juntos como um organismo. Nós temos um código de comportamento chamado de Treinamentos da Plena Consciência. Este código é tão antigo quanto o Buda e tem sido passado adiante por milhares de anos, mas não é imposto a nós por ninguém. É algo com o qual temos que concordar para a nossa própria felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como um indivíduo, você tem que ter um código de comportamento para proteger a si mesmo. De maneira similar, sua família e seu local de trabalho também têm que ter algumas práticas de comum acordo para se protegerem enquanto família ou comunidade. Talvez vocês concordem em se sentarem juntos calmamente antes das refeições ou se sentar sozinho quando estiverem com raiva, antes de conversar com alguém. Esses acordos mútuos podem proteger e nutrir vocês mesmos, suas famílias ou sua comunidade de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para funcionar como um organismo, é necessário haver um comportamento que seja aceitável e desejável por todos. Você não pode apenas usar a autoridade de pai ou mãe para obrigar um filho a fazer alguma coisa. Se eles estão fazendo algo que está ferindo sua família, você tem que explicar isso com bondade. Você não pode simplesmente escrever algumas leis: tipo "Não volte para casa depois de tal e tal hora"; "você pode gastar somente esse tanto de dinheiro"; ou "quando eu falar com você, você tem que escutar e não replicar". Todas essas coisas podem ser de ajuda, mas não são suficientes. O código de comportamento tem que ser criado e praticado de tal modo que a comunicação entre todos na família seja possível e proveitosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É a mesma coisa no ambiente de trabalho. Só por que você supervisiona as pessoas no trabalho, dar ordens e forçá-las a obedecer não vai funcionar. Como professor, eu não uso a minha autoridade para forçar os meus estudantes a fazer o que eu quero. Não funciona. Ao invés disso, eu sento com meus estudantes e mostro a eles que seu comportamento ou ação negativa não está trazendo felicidade nem pra eles e nem pra comunidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitos de nós somos professores. A escola devia ser um lugar onde a prática da plena consciência pode ser um agente de proteção e cura. Muitos estudantes vêm de família e situações difíceis. Muitos professores têm suas próprias dificuldades e as levam para a sala de aula. Frequentemente, tanto os estudantes quanto os professores trazem os seus próprios problemas para a escola e aumentam o sofrimento uns dos outros. Para praticar a plena consciência é preciso ter um código de ética que crie um lugar seguro para a energia coletiva da plena consciência possa abraçar aqueles que estão sofrendo. É preciso muita paciência para aceitá-los e dar-lhes a chance de se transformarem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para mim, compreensão é o próprio fundamento do amor. Se você não compreender as dificuldades dos outros, seu sofrimento, dor e suas aspirações profundas, você não poderá cuidar deles e fazê-los feliz. É por isso que compreensão é amor. Você tem tempo para observar e compreender? Você compreende a si mesmo? Você compreende as raízes de seu próprio sofrimento, de sua própria tristeza e dor? Você sabe lidar consigo mesmo com &lt;span&gt;solidariedade&lt;/span&gt;? Se você nãosouber lidar consigo mesmo com &lt;span&gt;solidariedade&lt;/span&gt;, como poderá se relacionar com os outros com compreensão e &lt;span&gt;solidariedade&lt;/span&gt;? Este é o tipo de prática que pode promover um código de comportamento que fará o ambiente de trabalho harmonioso, feliz e cheio de paz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por isso, professores, policiais, assistentes sociais e todos nós que estamos frequentemente em contato com pessoas que estão sofrendo, precisamos aprender a lidar com nossas próprias frustrações e raiva. Podemos dizer: "Inspirando, eu sei que a raiva está em mim. Expirando, abraço a minha raiva com carinho. Não devo fazer meus alunos ou clientes sofrer por causa da minha raiva, mesmo se alguns deles se comportarem de maneira violenta".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais Acordo, Menos Autoridade&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando um jovem policial diz "Eu adoro ser tira", pode ser que ele simplesmente goste de seu trabalho como policial e queira ajudar as pessoas. Mas pode ser também que ele goste da autoridade que possui. As pessoas o respeitam como policial e ele usufrui dessa situação. Mas se ele não praticar, mais tarde ele irá sofrer. O treinamento de um policial deveria incluir um treinamento sobre como não identificar-se, o seu ego, com o poder a ele conferido. Isto é muito importante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se você estiver treinando policiais, professores ou qualquer outra pessoa em posição de autoridade, você deveria deixar claro, desde o início, que a autoridade não está aí para ser motivo de abuso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Especialmente nos países budistas, os monges são tratados com muita reverência e respeito. Se não praticarmos a compreensão de que não somos nossos trajes, que não somos autoridades, cairemos vítimas de nossos egos e faremos sofrer a nós e a nossa comunidade. Teremos falhado em nossas vidas como monges. O traje de um monge representa o Dharma. Quando você se torna um monge, você toma os votos de incorporar em si o Dharma, de fazer do Dharma o objeto absoluto de sua vida. Se alguém reverencia você, se alguma pessoa demonstra por você um extremo respeito, não pense que ela está venerando você, o seu ego. Se você pensar assim, você estará perdido. Às vezes, milhares de pessoas se inclinam com extrema reverência a mim. Por causa da plena consciência, eu sei que eles estão reverenciando o Dharma. Eles estão reverenciando o bom, o belo e o verdadeiro. Não estão reverenciando o meu ego. Assim eu permaneço livre. Eu me protejo com a energia da plena consciência. Se eu for pego em orgulho, se eu tiver um pensamento errôneo, uma compreensão errônea, uma percepção errônea de sua veneração, eu morrerei enquanto monge.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cada vez que um jovem se torna monge ou monja é dado a ele ou ela um traje para vestir - imediatamente eu digo para que ele ou ela pratiquem o ato de soltar-se do ego. Se você se veste em trajes de monge, você será objeto de veneração e respeito para muitas pessoas. Não pense que eles estão mostrando respeito e veneração ao seu ego. Não. Você pode ter ainda muita raiva, ignorância e aversão em você. Eles não estão reverenciando seu ego, mas o símbolo de verdade e beleza que você representa. Mas não diga "Não, não sou digno de seu respeito". Você não tem direito de dizer isso porque você está trajando vestes de monge. Assim, a única coisa que você pode fazer é se sentar muito calmamente, inspirando e expirando, e percebendo que eles estão reverenciando a verdade, a beleza e o Dharma e você estará a salvo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando você veste uma roupa de monge, torna-se um símbolo do Dharma, assim como quando você põe uma farda de policial se transforma em um símbolo da lei, ou quando você se senta atrás de um birô de professor você se transforma em um símbolo de autoridade. Isto pode ser um perigo, mas também dá a você a chance de pensar um modo de trabalhar com as pessoas para criar um código de ética em uma comunidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se vocês estiverem treinando policiais, professores, médicos ou assistentes sociais, por favor, digam de antemão que se as outras pessoas demonstram muito respeito e temor, na verdade demonstram isso para a lei, para a medicina, para a educação. Eles estão demonstrando respeito a um código de conduta e não a você como um indivíduo. Se você sente que as pessoas demonstram deferência, mas você aprecia da maneira errada, você sofrerá mais tarde e o sofrimento poderá se espalhar pelo seu departamento ou pela sua família.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isso não significa que você não possa apreciar o fato de ser uma pessoa que serve à sociedade. O poder foi conferido a você para que você possa ser útil. Você pode ajudar a proteger as pessoas, oferecer a elas segurança e ajudá-las a curar a violência nelas mesmas, de modo que elas não a usarão para atacar. Aquela pessoa que carrega uma arma e está prestes a dar um tiro é também objeto de seu serviço. Se você puder evitar que ela ou ele atire estará fazendo um bom serviço. E você o faz com &lt;span&gt;solidariedade&lt;/span&gt;. Você não os considera seus inimigos. Se você os considerar seus inimigos, isto não estará na linha do pensamento correto. Você não serve apenas aos cidadãos pacíficos, mas também aos criminosos em potencial. Seu trabalho é evitar a violência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se você se engajar numa disputa de poder com aqueles os quais você serve, jamais poderá undi-los de maneira feliz, enquanto comunidade. Se você deixar de lado esta necessidade de autoridade, tornar-se-á possível para policiais, professores, agentes prisionais, viverem felizes enquanto escola, departamente, comunidade e apreciar a compreensão e o apoio das pessoas de fora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como criar um código de ética mútuo com aqueles aos quais você serve? Deveria haver um tempo para professores e estudantes sentarem juntos para conversar sobre suas dificuldades e sofrimento. A compreensão mútua removerá a raiva e a aversão - e professores e estudantes se comportarão como membros de uma mesma família. Transformação e cura poderão ser possíveis na escola, pois a escola se tornou o lugar para uma segunda chance, uma segunda família. Se professores e alunos tiverem sucesso, serão capazes de levar a cura para casa e para a suas famílias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isto é mais difícil de fazer em profissões do tipo policial, mas é possível. Imagino que o departamento de polícia pode organizar sessões de casa aberta e convidar as pessoas da sua área para vir e se encontrar como seres humanos, capazes de dançar, cantar, ser gentis e felizes. As revistas dos departamentos de polícia deviam ser cheias de artigos positivos, estórias e poemas para que a compreensão mútua surja entre os policiais e as pessoas às quais servem. E acho que nós, como civis, deveríamos organizar, de vez em quando, uma festa e convidar nossos policiais a vir e apreciar um concerto, música, dança, para que possamos ver a humanidade do policial. Isto é muito importante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não é impossível. Uma vez que os tenhamos visto enquanto seres humanos, poderemos perceber que compartilhamos objetivos, esperança e ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;PS:Solidariedade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; = compaixão (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voltar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;interserblog&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-293418360178107058?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/293418360178107058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=293418360178107058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/293418360178107058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/293418360178107058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/09/um-lugar-seguro.html' title='Um Lugar Seguro'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-283643699897669355</id><published>2007-09-27T12:12:00.000-07:00</published><updated>2008-11-03T15:14:07.828-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peace Begins Here'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><title type='text'>A Paz Começa Aqui - Parte 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Tempo Certo Para um Pic-Nic - Parte 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Livro "Peace Begins Here"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="right"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tradução: Samuel Cavalcante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="right"&gt;Caminhando Conscientemente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Plum Village, quando caminhamos, tomamos refúgio em cada passo e entramos em contato com o absoluto em nossos passos. Damos um passo e tomamos refúgio inteiramente nele. O absoluto se torna disponível para nós naquele momento. Você tem que trazer cem por cento do seu corpo e do seu espírito ao tomar refúgio nos seus passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nossa vida diária, temos o o hábito de correr. Buscamos paz, sucesso, amor, Deus - estamos sempre correndo - e nossos passos são o meio para fugirmos do momento presente. Deus está disponível somente no momento presente. Dar um passo e tomar refúgio nele significa parar de correr. Para aqueles que estão acostumados a estar sempre correndo é uma revolução dar um passo e parar de correr. Damos um passo e, se soubermos como dar este passo, a paz e Deus estarão disponíveis no momento em que tocarmos a terra com nossos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminho devagar, quando inspiro, dou um passo e quando expiro, dou outro passo. eu me entrego inteiramente ao dar o passo enquanto inspiro. Tomo refúgio inteiramente no passo, encontro o absoluto, Deus e a vida, por que a vida é disponível apenas no momento presente. Estas são coisas bastante simples, mas nunca encontramos tempo para percebê-las. O passado já se foi, o futuro não está aqui ainda,somente o momento no qual podemos estar realmente vivos: o momento presente. É por isso que é tão importante tomar refúgio na nossa inspiração e no nosso passo, por que eles são os únicos meios para nos levar ao nosso lar no momento presente, onde podemos tocar a vida e encontrá-la profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu Cheguei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine que você está em um avião, voando para Nova Iorque. Uma vez sentado lá dentro, você pensa "Tenho que me sentar quieto durante seis horas até chegar lá". Sentado no avião, você pensa somente em Nova Iorque, não é capaz de viver os momentos que lhe são oferecidos agora. Mas é possível, para você, caminhar no avião de tal modo que você desfrute de cada momento de paz. Você não precisa chegar em Nova Iorque para estar em paz e feliz. Ao longo de sua caminhada, cada passo traz a você felicidade e você chega em cada momento. Chegar significa chegar em algum lugar. Quando você pratica a meditação andando você chega em cada momento - você chega ao destino da vida. O momento presente é um destino. Inspirando, dou um passo, outro passo e digo a mim mesmo "eu cheguei, eu cheguei".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu cheguei" é a nossa prática em Plum Village. Quando você inspira, toma refúgio em sua inspiração, e diz "Eu cheguei". Quando você dá um passo, você toma refúgio no seu passo e diz "Eu cheguei". Isto não é uma declaração para si mesmo ou pra outra pessoa. "Eu cheguei" significa eu parei de correr. Eu cheguei no momento presente, por que somente o momento presente é vida. Quando eu inspiro e tomo refugio em minha inspiração, toco a vida profundamente. Quando dou um passo e tomo refúgio inteiramente no meu passo, também toco a vida profundamente e, desse modo, paro de correr. Parar de correr é uma prática muito importante. Corremos durante toda a nossa vida. Acreditamos que a paz, a felicidade e o sucesso estão presentes em algum lugar e em algum tempo. Não sabemos que tudo - paz, felicidade e estabilidade - deveriam ser procurados no aqui e agora. Este é o endereço da vida - a interseção do aqui e do agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto parece ser fácil, e todos podem fazê-lo, mas precisa de algum treinamento. A prática de parar é crucial. Como eu paro? Paramos através de nossa inspiração, de nossa expiração e de nossos passos. É por isso que a nossa prática básica consiste em respirar conscientemente, andar com plena consciência. Se você dominar estas práticas, então você poderá praticar o comer consciente, o beber consciente, o cozinhar consciente e o dirigir carros consciente - e você sempre estará em paz. Não devemos ser como o professor e seus alunos que estavam sempre correndo até virem um funeral e perceberem que este era o pic-nic final. Temos que desfrutar o nosso pic-nic aqui mesmo, neste exato momento. E temos os meios de fazê-lo. Se você acha muito difícil inspirar ou dar um passo com plena consciência, você está errado. São coisas bastante agradáveis. Você pode tocar a paz apenas pela inspiração ou com um passo. Você pode tocar a semente de paz que existe dentro de você e remover a tensão e o conflito em seu corpo, em seus sentimentos e em suas percepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa prática é a prática da plena consciência - ao respirar, caminhar, comer, lavar os pratos e ao cozinhar - sempre habitando no aqui e no agora. e não permitindo sermos expulsos pelas nossas preocupações, projetos para o futuro ou remorsos em relação ao passado. Temos que reivindicar a nossa liberdade, por que nós a perdemos. Fomos apanhados pelo nosso passado e pelas preocupações com o futuro. Não temos capacidade de estar aqui e agora tocando a vida. É por isso que é muito importante aprender a arte de tornar-se paz aqui e agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença de uma comunidade com a qual praticar torna isso mais fácil. À sua esquerda há um amigo que sabe como inspirar e expirar e tocar o momento presente. À sua direita está outro amigo que sabe dar um passo e habitar pacificamente e com alegria no presente momento. Atrás de você há uma irmã e à sua frente um irmão que podem fazer o mesmo. Você está cercado de pessoas que dominam a arte de viver no momento presente, a arte de parar, de tocar as sementes de paz e alegria que estão em cada um de nós, a arte de se tornar um instrumento de paz para as pessoas que nos cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu cheguei" é uma prática, não uma afirmação ou uma declaração. Eu cheguei no aqui e agora e posso tocar a vida profundamente com todas as suas maravilhas. A chuva é uma maravilha, o brilho do sol é uma maravilha; as árvores são maravilhosas; os rostos das crianças são maravilhas. Existem tantas maravilhas da vida à nossa volta e dentro de nós. Nossos olhos são maravilhas - precisamos apenas abrí-los para ver todo o tipo de cores e formas. Nosso coração é uma maravilha - se o nosso coração parar de bater , nada poderá continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vamos ao nosso lar no presente momento, tocamos as maravilhas da vida que estão dentro de nós e em torno de nós. Devemos apenas apreciar - não precisamos esperar por amanhã para encontrar a paz e a alegria. Quando você inspirar diga "eu cheguei" e você saberá se você chegou ou não, se você está correndo ou não. Mesmo sentando-se pacificamente, você poderá estar correndo em sua mente. Quando você sentir que chegou, se sentirá muito feliz. Você deve contar pros seus amigos "querido amigo, eu realmente cheguei". Esta é uma boa notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você dá um passo, é maravilhoso chegar em cada momento. É por isso que não conversamos enquanto estamos caminhando. Se estamos ocupados conversando, como poderemos chegar? Se precisamos dizer algo, podemos parar e dizê-lo completamente presentes. Fazemos uma coisa de cada vez. Depois de terminada a conversa, podemos retornar à caminhada e desfrutar de nossos passos. Se você souber como caminhar dessa maneira, estará sempre no Reino de Deus, na presença de Allah, na Terra Pura do Buda, assim como a onda está sempre no reino da água. Eu tenho o prazer de caminhar no reino de Deus todos os dias. É algo que você pode fazer agora mesmo - não é algo na qual se ter esperança. Por que me privar dessa alegria? É algo que cura e nutre bastante. Meus amigos podem fazer isso também, se eles realmente quiserem. Se tudo o que vocês quiserem da vida for um diploma ou um grande salário, isso toma tempo, mas se você quiser desfrutar de uma caminhada no Reino de Deus, você poderá fazê-lo agora - assim que você conseguir voltar ao lar do momento presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você inspirar, você pode dizer "Eu cheguei". Quando você expirar, você pode dizer "estou em casa". Nosso verdadeiro lar é o aqui e agora. Somente no aqui e agora é que encontramos nosso real refúgio. No presente podemos estar em contato com nossos ancestrais, com Deus,com nossos filhos e netos. Estas coisas já estão disponíveis no momento presente. Ele é seu verdadeiro lar. Se você se sente em casa, então você não precisa mais correr e sua prática foi bem sucedida. Se você ainda sente que precisa correr, então você ainda não chegou, não está em casa ainda. A sua casa não é apenas o Oriente Médio, a Holanda, Inglaterra ou a América. Sua casa é aqui - aqui significa vida. Todas as maravilhas da vida são disponíveis aqui e agora, e isso traz muita alegria, paz e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2007/10/paz-comea-aqui-parte-3.html"&gt;A Paz Começa Aqui - Parte 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar para o Blog &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com"&gt;Interser&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-283643699897669355?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/283643699897669355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=283643699897669355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/283643699897669355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/283643699897669355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/09/paz-comea-aqui-parte-2.html' title='A Paz Começa Aqui - Parte 2'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-2329873265181094829</id><published>2007-09-27T11:11:00.000-07:00</published><updated>2008-11-03T15:12:28.452-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palestinos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peace Begins Here'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='israelenses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paz'/><title type='text'>A Paz Começa Aqui - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Tempo Certo Para um Pic-Nic&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trecho do Livro de Thich Nhat Hanh  "Peace Begins Here: Palestinians and&lt;br /&gt;Israelis Listening to Each Other" publicado pela Parallax Press.&lt;br /&gt;Tradução Samuel Cavalcante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Era uma vez um professor que vivia com seus estudantes em um templo. Um dia um estudante perguntou ' querido professor, vamos fazer um pc-nic um dias desses?'. O professor respondeu 'Sim, vamos achar um dia para fazermos um pic-nic'. Mas eles eram muito ocupados, nunca acharam esse dia. Um ano passou, depois dois, três e mesmo assim não conseguiram fazer um pic-nic. Um dia, enquanto caminhavam juntos pela cidade, eles viram um funeral passando. O professor perguntou ao seu aluno 'O que é isso?'. O estudante disse 'Eles estão indo fazer um pic-nic. O único pic-nic que eles conseguem fazer é quando eles morrem' ".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu vivi durante duas guerras do Vietnã e sei o que é a guerra - você nunca sabe se estará vivo esta tarde ou à noite. Existe medo, raiva e desespero. Se você não conseguir lidar com essas coisas, não conseguirá sobreviver. É por isso que a nossa prática é fazer um pic-nic aqui e agora, sem esperar. É possível para os israelenses e palestinos fazerem um pic-nic para que todos possam aproveitar cada momento? Acho que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pic-nic pode estar acontecendo agora mesmo, neste exato momento. Uma bomba pode explodir hoje, mas, mesmo assim, faremos nosso pic-nic. Estamos todos juntos sentados aqui. Não há nada a fazer. Apenas sentir o prazer de estarmos sentados, sem preocupação - por que sentar-se é um prazer. Ouvir alguém falar também é um prazer. Não precisamos aprender nada, passar em nenhuma prova ou ter diploma. Apenas sentamos e aproveitamos a inspiração e a expiração, ouvindo alguém falando sobe paz. Não é minha intenção dar a ninguém idéias sobre a paz; vocês já estão cheios de idéias. Nossa intenção é sermos paz, aqui, nesse presente instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente, nossos corpos não estão em paz. Podemos aprender a trazer paz para o nosso corpo, aqui e agora. Ele sofre, especialmente durante os tempos de guerra. Sentimos tensão, stress e pressão. Tratamos nosso corpo de maneira bastante dura e ele está cheio de conflitos. O modo como o tratamos o faz sofrer tanto que acabamos não tendo paz. Para trazer a paz pros nossos corpos, permitimos a eles descansar para que possam ter uma chance de se renovar e curar a si mesmos. Podemos fazer isso agora mesmo. Depois de uma ou duas horas, sentiremo-nos muito melhor. Não estamos apenas falando sobre a paz do corpo, estamos trazendo realmente a paz para dentro dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós temos sentimentos de tristeza, dor ou excitação. Nossos sentimentos fluem através de nós como um rio e frequentemente nos dominam. Estando juntos com nossos amigos que sabem como lidar com seus sentimentos e emoções, poderemos aprender também a lidar com os nossos. Em quinze minutos de respiração consciente consciente, podemos começar a saber como lidar com o nosso medo, desespero e raiva; isto é muito importante. Se você não souber lidar com seu corpo e com seus sentimentos de raiva, medo e desespero, você não poderá falar de paz. Lidar bem com eles trará paz e harmonia ao seu corpo, sentimentos e emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estamos dominados, não percebemos as coisas como elas são; desenvolvemos percepções erradas sobre quem somos nós, quem são os outros e sobre como é o mundo. Estas percepções erradas são a base de todas as nossas ações que trazem infelicidade, destruição, medo e raiva. Precisamos ser capazes de lidar com nossas percepções, para que possamos saber quais percepções são corretas e quais incorretas. A maior parte do nosso sofrimento advém de nossas percepções erradas. Precisamos dedicar um tempo para observar profundamente a natureza de nossas percepções para que não sejamos apanhados por elas, pois são a base de todos os nossos sentimentos, emoções e aflições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida cotidiana, poucas vezes estamos conscientes de nossos sentimentos, percepções e pensamentos. Raramente somos realmente nós mesmos. Frequentemente, somos vítimas de nossos sentimentos e percepções; somos como uma folha flutuando no oceano, com as ondas nos puxando pra lá e pra cá. Não somos soberanos de nossa própria situação. É por isso que é tão importante voltar ao o nosso lar, a nós mesmos. Dessa maneira, deixamos de ser dominados pela circunstâncias. Esta é a prática básica da paz. Se tivermos alguma paz em nosso corpo, em nossas emoções e em nossas percepções poderemos ajudar outras pessoas a encontrar a paz. Mas temos que começar por nós mesmos. Você não poderá ser um instrumento de paz se não tiver paz em si mesmo. Quando você se tornar esse instrumento, também se tornará um instrumento de Deus, de Allah, do Buda e da realidade última. Isso não é tão difícil. Podemos fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrando Refúgio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes, nos sentimos muito cansados, não temos mais energia e queremos desistir - nossa situação é bastante difícil. Sentimo-nos como se não pudéssemos fazer mais nada. Queremos achar um lugar onde possamos estar protegidos e tomar refúgio em Deus, em Buda ou em Allah. Imagine uma onda que se cansou de subir e descer, pra cima e pra baixo, e que gostaria de buscar refúgio. Existe um refúgio para a onda, que é a água. Se a onda reconhecer que ela é a água e buscar nela o seu refúgio, não terá mais medo de subir e descer. É muito importante que ela saiba que é água e que não precisa buscar a água fora de si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez você seja uma onda, cansado de subir e descer, de nascer e morrer. Você está procurando algo sólido, seguro e duradouro no qual se refugiar. Se você for uma onda, não precisa buscar pela água. Você é a água, aqui e agora. Deus não existe fora de nós. O absoluto, nosso refúgio, não está fora de nós, está bem aqui, dentro de nós. "Eu descanso em Deus" significa '' Eu tomo refúgio no absoluto". Podemos chamar o absoluto de natureza de Buda, Deus ou Allah; é tudo a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você descansa em Deus, você não precisa correr, apenas volta ao seu lar, você mesmo, como a onda na água. Se a onda continuar procurando, ela jamais encontrará a água. A única maneira de encontrá-la é voltar à casa de si mesma. Quando ela percebe que é água, encontra a paz. Ela pratica o descanso em Deus aqui e agora. Mesmo que ela continue a subir e descer, está pacificada. Podemos praticar assim - Deus, não como uma entidade separada de nós, mas como o fundamento de nosso ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos de nós estamos presos ao ato de se tomar refúgio em uma noção. Pensamos que estamos tomando refúgio no Buda, mas tomamos refúgio em nossa noção de Buda. Pensamos que estamos tomando refúgio em Allah, mas Allah é apenas uma noção na nossa cabeça. É por isso que queremos aqui tomar refúgio no momento presente, na nossa inspiração, na nossa expiração, nos nossos passos. Estas são maneiras muito concretas de tomar refúgio. Inspirando, tomo refúgio na minha inspiração. Sou completamente minha inspiração. Confio na minha inspiração e, junto com ela, eu me torno a paz. Expirando, tomo refúgio na minha expiração, eu me torno minha expiração. Confio em minha expiração e me torno a paz com ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2007/09/paz-comea-aqui-parte-2.html"&gt;A Paz Começa Aqui - Parte 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornar ao &lt;a href="http://interserblog.blogspotcom/"&gt;Interserblog&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-2329873265181094829?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/2329873265181094829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=2329873265181094829' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/2329873265181094829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/2329873265181094829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/09/paz-comea-aqui-parte-1.html' title='A Paz Começa Aqui - Parte 1'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-5466166880715548746</id><published>2007-09-26T05:03:00.000-07:00</published><updated>2009-02-14T04:25:19.509-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zen Keys'/><title type='text'>O Kung-An (Koan) e Sua Função</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Kung-An (Koan) e Sua Função&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Traduzido do livro  de Thich Nhat Hanh Zen Keys - A Guide to the Zen Practice. Parallax Press&lt;br /&gt;Capítulo III - The Cypress in the Courtyard&lt;br /&gt;(Tradução Samuel Cavalcante)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se existir aproximadamente 1.700 declarações ou conversas curtas entre Mestres Zen e seus discípulos que são usadas como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kung-An&lt;/span&gt; (japonês: Koan; vietnamita: Công Án). Poderia-se entender um kung-an como um tema para meditação, mesmo que não seja exatamente um tema. A palavra chinesa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; significa "documento oficial ou jurídico", documento de valor oficial. Ao invés de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt;, às vezes, usamos a expressão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;co tac (kou tso)&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;thoai dau&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;hua t'ou&lt;/span&gt;) que significam, respectivamente, "formatos clássicos" e "a essência de uma conversação". No Zen, os praticantes usam o kung-an como tema para meditação até o despertar de suas mentes. Existe uma grande diferença entre um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; e ma questão de matemática - a solução do problema de matemática está incluída no próprio problema, enquanto que a resposta para o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; está na vida do praticante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; é um instrumental no trabalho do despertar, assim como uma enxada é um instrumento útil para se trabalhar o solo. O que é realizado a partir desse trabalho no chão depende não somente da enxada, mas da pessoa que está trabalhando. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; não é um enigma a ser resolvido; por isso não podemos dizer exatamente que de um tema ou assunto para meditação. Um kung-an é apenas um meio hábil de ajudar um praticante a atingir seu objetivo. o kung an esteve muito em moda durante a dinastia T'ang na China. Cada praticante do Zen trabalhava em um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt;. Antes desse período, Mestres Zen não o utilizavam. Podemos, portanto concluir que o kung-an não é indispensável à prática d Zen. São meios hábeis criados pelos Mestres Zen para ajudar os estudantes que trabalhavam sob sua direção. Um kung-an pode ser também um obstáculo ao despertar do praticante que acha que a verdade está escondida no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; e pode ser interpretada em termos conceituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hakuin, um mestre japonês da seita Zen Rienzai, costumava questionar os seus discípulos: "como é o som de uma só mão batendo palmas?". Isto é um kung-an. Alguém reflete; alguém quer saber como é o som emitido por uma só mão. Existe um significado profundo escondido nesta questão? Se não, por que Hakuin a elaborou? Se existe, como podemos encontrá-lo? Como um trem que está sempre olhando para os trilhos à sua frente e corre adiante, nosso intelecto tenta logo estabelecer princípios lógicos, enquanto se engaja na busca da verdade. De repente, os trilhos são removidos. Nossa energia de hábito ainda tenta estabelecer trilhos imaginários para que o trem do intelecto possa continuar adiante, mas observe! Continuar desse jeito é cair no abismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qual é o som de uma mão?" Tal questão é o machado que corta a linha do trem - que destrói o hábito de conceptualização em nós. Se o fruto está maduro, se nosso espírito está bem preparado, a pancada desse machado será capaz de nos liberar das amarras que nos ataram por tantos anos a este mundo , onde vivemos "como cadáveres", e nos levar ao coração da realidade viva. Mas se não estivermos prontos para recebê-lo, continuaremos nossa jornada pelo mundo dos conceitos. A questão está bem à nossa frente, "Qual é o som de uma só mão?". Nós especulamos o tanto que pudermos, imaginamos esse famoso "som de uma só mão" de mil maneiras e o que acharmos levaremos ao mestre na esperança de receber sua aprovação. Mas o mestre sempre diz "Não!". Chegamos num impasse, a ponto de perdermos nossa mente e é exatamente neste ponto que o caminho de volta a nós mesmos começa. Nesse momento "o som de uma só mão" pode se tornar um sol que ilumina nosso ser por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hsiang era um discípulo do mestre Po Chang. Ele era inteligente, mas até a morte do seu mestre ele não tinha atingido a Iluminação. Então ele estudou sob a direção do mestre Wei Shan. Wei Shan perguntou a ele: "Como era a sua face antes de seus pais nascerem?". Hsiang Yen tentou responder em vão. Retirou-se para a sua sala, refletiu dia e noite, releu os textos que havia estudado, procurou nas notas que ele mesmo escreveu na época de Po Chang, mas não pôde achar uma resposta. Quando ele se apresentou para Wei Shan, ele lhe disse: "Eu não quero saber quanto conhecimento você adquiriu, eu quero apenas sua visão espiritual. Diga alguma coisa!". Hsiang Yen respondeu: "Eu não sei o que dizer, mestre. Por favor, ensine-me". Mas Wei Shan respondeu: "De que servirá se eu lhe disser a minha própria visão?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hsiang Yen ficou desesperado. Ele pensou que seu mestre talvez não quisesse ajudá-lo, então queimou todos os seus livros e foi morar em uma área remota dizendo: "Pra que estudar os textos budistas? Eu quero apenas levar a vidas simples de um monge. Um dia, enquanto preparava o chão para plantar alguns feijões, seus movimentos deslocaram um seixo que bateu numa vara de bambu e fez 'crack' ". Este som fez brotar a iluminação nele. O que Wei Shan chamou "sua face antes de seus pais nascerem" de repente brilhou em sua mente. Wei Shan se recusou a introduzir Hsiang Yen no mundo do intelecto. Ele quis que Hsiang Yen se voltasse para sua própria natureza. A possibilidade do despertar apareceu para Hsiang Yen somente quando ele abandonou as construções do intelecto. O&lt;span style="font-style: italic;"&gt; kung-an &lt;/span&gt;realizou bem o seu trabalho. Pôs o praticante de volta ao caminho da experiência espiritual e provocou uma crise que desembocou em um despertar real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Significado do Kung-An&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutimos a função do kung-an, mas não seu significado. Um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; para ser efetivo, tem que significar algo para a pessoa que o recebe. Quando um mestre propõe um kung-an para um estudante, ele deve ser adequado àquele discípulo. Ele tem que ser um meio hábil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O kung-an não pode ser apenas uma palavra ou frase aleatória encerrando em si mesma uma contradição para desmantelar a especulação do praticante. Por outro lado, o desejo de decifrar um kung-an pode levar o praticante ao labirinto da reflexão filosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um kung-an tem significado somente para uma determinada pessoa ou grupo. Este é o princípio dos meios hábeis. Se um kung-an for usado por mais de uma pessoa é somente por que suas condições mentais e psicológicas são similares. O significado do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt;, portanto, existe somente para aqueles que estão implicados nesta relação e não para outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O significado do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; não pode ser reduzido a conceitos. É o próprio efeito produzido pelo próprio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; na mente daquele que o recebe. Se o kung-an não é adequado para aquele praticante ao qual é destinado, ele perde seu significado, mesmo que ele saia da boca de um grande mestre zen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um monge, caminhando pelo mercado, ouviu um açougueiro dizer ao seu cliente "esta carne é de primeira qualidade" e então sua mente despertou. O que o açougueiro disse não significou nada para o monge, mas, por acaso, sua afirmação sobre a carne bateu na mente já madura do monge e produziu um grande efeito. Somente o recém iluminado sabe o significado e o efeito de um kung-an. O açougueiro estava completamente alheio ao que estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mestre deve conhecer bem a mentalidade de seu discípulo para poder propor um kung-an que seja adequado. Quando um ex &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt;, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; já proposto para outra pessoa, é novamente proposto para nós, pode ser que nós mesmos atinjamos a iluminação; tudo o que é necessário é que o kung-an seja adequado para a nossa mente. Se um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; não produz efeito sobre nós, pode ser por duas razões: primeiro, o kung-an não é certo para nós; o segundo é que não estamos prontos para recebê-lo. Em todo caso, é necessário permitir que o kung-an possa agir e não fazer esforços usando a dedução e a razão para encontrar nele um significado conceptual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; somente tem significado para aquele que está na "esfera das circunstâncias". Se estivermos fora dessa esfera, ele não pode fazer sentido para nós. Quando estamos dentro, ou seja, quando nos encontramos nas mesmas condições daquele para o qual o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt; foi originalmente proposto, ele pode tornar-se nosso próprio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kung-an&lt;/span&gt;. Então, podemos somente plantá-lo no solo de nossa vida espiritual e aguá-lo com nossa plena consciência. Um dia, apresentar-se-á a nós a flor do despertar.&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-5466166880715548746?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/5466166880715548746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=5466166880715548746' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/5466166880715548746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/5466166880715548746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/09/o-kung-koan-e-sua-funo.html' title='O Kung-An (Koan) e Sua Função'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-7568144828155346534</id><published>2007-09-17T15:33:00.000-07:00</published><updated>2008-07-10T03:41:54.624-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='karmanta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ação correta'/><title type='text'>A Ação Correta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;" align="right"&gt;A Ação Correta&lt;br /&gt;Parcialmente retirado do &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="right"&gt;livro de Thich Nhat Hanh &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="right"&gt;"A Essência dos Ensinamentos de Buda"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ação correta (samyak karmanta) siginifica Ação Correta do corpo. É a prática de entrar em contato com o amor e evitar prejuducar os outros, praticando a não-violência consigo mesmo e com as outras pessoas. A base da Ação Correta é agir sempre com atenção plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ação Correta está ligada a quatro treinamentos (o primeiro, o segundo, o terceiro e o quinto) dentro os Cinco Treinamentos da Plena Consciência (1). O primeiro versa sobre a reverência pela vida: "Consciente do sofrimento causado pela destruição da vida, eu me comprometo a cultivar a solidariedade e a aprender maneiras de proteger a vida das pessoas, animais , plantas e minerais. Estou determinado a não matar, a não deixar que outros matem e a não tolerar qualquer ato de matança no mundo, no meu pensamento e no meio modo de vida". Nós matamos todos os dias em função da forma pela qual comemos, bebemos e usamos a terra, o ar e a água. Achamos que não matamos, mas não é verdade. A Ação Correta nos ajuda a ter consciência disto, e a contribuir para o fim da matança, salvando vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Segundo Treinamento da Plena Consciência tem a ver com a generosidade: "Consciente do sofrimento causado pela exploração, pela injustiça social, pelo roubo e pela opressão, eu me comprometo a cultivar a gentileza amorosa e a aprender maneiras de trabalhar pelo bem estar das pessoas, animais plantas e minerais. Praticarei a generosidade, compartilhando meu tempo, minha energia e meus recursos materiais com aqueles que realmente precisam. Estou determinado a não roubar e a não me apossar de nada que pertença, porventura, a outros. Respeitarei a propriedade alheia, mas impedirei que outros lucrem com o sofrimento humano ou com o sofrimento de outras espécies sobre a terra". Este aprendizado nos ensina a não tocar no que é nosso e a não explorar os outros. Ele também nos incentiva a viver de forma a contribuir para a justiça e o bem-estar sociais. Temos que aprender a viver com simplicidade, enão tentarmos nos apossar de mais do que nos cabe. Quando empreendemos qualquer ato que remova a justiça social, esta é uma Ação Correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Terceiro Treinamento da Plena Consciência lida com a responsabilidade sexual: "Consciente do sofrimento causado pela má conduta sexual, eu me comprometo a cultivar a responsabilidade e a aprender maneiras de proteger a integridade dos indivíduos, dos casais, das famílias e da sociedade. Estou determinado a não me engajar em relações sexuais sem amor e sem compromisso duradouro. Para preservar a minha felicidade e a dos outros, estou determinado a respeitar os meus compromissos e os compromissos dos outros. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para proteger as crianças do abuso sexual e para impedir que casais e famílias sejam desfeitos pela má conduta sexual".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão não pode ser aliviada pela junção de dois corpos, a menos que também haja boa comunicação, compreensão e bondade. A Plena Consciência Correta nos ajuda a proteger os outros e a nós mesmos, inclusive as crianças, de um sofrimento maior. O mau comportamento sexual gera enorme sofrimento. Para proteger a integridade das famílias e indivíduos, agiremos sempre de forma responsável e encorajaremos os outros a fazerem o mesmo. Com este aprendizado, protegeremos a nós, os que nos ceram e toda a espécie humana, inclusive as crianças. Quando a Plena Consciência Correta irradia a sua luz em nossa vida cotidiana, conseguimos manter esta prática de forma contínua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A má conduta sexual já separou inúmeras famílias. Muito sofrimento é gerado por que as pessoas não praticam a responsabilidade sexual. Uma criança vítima de abuso sexual sofrerá por toda a sua vida. Aqueles que passaram por esta experiência podem se tornar bodhisattvas, ajudando a muitas crianças. Nossa mente amorosa pode transformar a nossa dor, tornando-nos capazes de compartilhar o que aprendemos com os outros. Esta é Ação Correta, que liberta tanto a nós quanto os que nos cercam. Quando tentamos ajudar os que estão ao nosso redor, ajudamos também a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Quinto Treinamento da Plena Consciência nos incentiva a comer, beber e consumir conscientemente. Ele está ligado às Quatro Nobres Verdades e a todos os elementos do Nobre Caminho Óctuplo, em especial à Ação Correta: "Consciente do sofrimento causado pelo consumo irresponsável, eu me comprometo a cultivar a boa saúde, tanto física quanto mental, para mim, minha família e minha sociedade, praticando a alimentação, a ingestão de líquidos e o consumo com plena consciência. Somente ingerirei ítens que preservem a paz, o bem estar e a alegria no meu corppo, na minha consciência e no corpo coletivo e na consciência da minha família e da minha sociedade. Estou determinado a não usar álcool, ou qualquer tóxico ou consumir alimentos ou outros ítens que contenham toxinas, como certos programas de TV, revistas, livros, filmes e conversas. Estou consciente de que prejudicar o meu corpo ou minha consciência com esses venenos é trair meus ancestrais, meus pais, minha sociedade e as gerações futuras. Trabalharei para transformar a violência, o medo, a ira e a confusão que existem dentro de mim e na sociedade, mediante uma dieta para mim mesmo e para a sociedade. Entendo que uma dieta apropriada seja crucial para autotransformação e para a transformação da sociedade". Ação Correta significa fornecer ao corpo e à mente apenas nutrientes sadios e seguros. Ao comer e beber de modo consciente, evitamos tudo o que possa gerar toxinas, bem como álcool ou drogas, tanto em nível individual quanto familiar e social. Vamos consumir sempre com consciência, para que a vida se torne melhor para todos. Praticaremos o consumo consciente para proteger o nosso corpo e a nossa mente da ingestão de toxinas. Certos programas de televisão, livros, revistas e conversações têm o dom de introduzir a violência, o medo e o desespero em nossas consciências. Precisamos praticar o consumo consciente para proteger o corpo, a mente e também a família e a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos propomos a não beber álcool, estamos nos protegendo, mas também estamos protegendo a família e a sociedade. Uma mulher de Londres me disse: "Venho bebendo dois copos de vinho por dia há mais de vinte anos e isso nunca me fez mal. Por que deveria abandonar esta hábito?". Eu respondi: "" É verdade que dois copos por dia não lhe fazem mal, mas como sabe que isso não prejudica os seus filhos? Você pode não ter o gene do alcoolismo, mas talvez um de seus filhos tenha. Se abandonar o vinho fará um favor não só a si mesma, mas aos seus filhos e à sociedade". Ela compreendeu, e na manhã seguinte recebeu formalmente os Cinco Treinamentos da Plena Consciência. Esse é o trabalho de um bodhisattva, fazer as coisas não por si mesmo, mas por todas as outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministério da Saúde francês aconselha as pessoas a não beber demais. Eles anunciam na televisão: "Um copo não faz mal, mas três copos são um convite para o desastre". Eles querem que as pessoas sejam moderadas ao beber. Mas se o primeiro copo não for bebido, não haverá o terceiro. Evitar o primeiro copo é a melhor proteção que existe, por que você protege a si mesmo e a todos nós ao mesmo tempo. Quando consumimos conscientemente, estamos protegendo nosso corpo e mente, bem o corpo e a mente da família e da sociedade. Sem o Quinto Treinamento da Plena Consciência, como poderemos melhorar a nossa sociedade? Quanto mais consumimos, mais sofreremos e mais faremos os outros sofrerem. O consumo consciente parece ser a única forma de sair desta situação, fazendo cessar a destruição de nossos corpos, nossas mentes, bem como o corpo e a mente sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando com profundidade, enxergamos a natureza intercambiável dos Cinco Treinamentos da Plena Consciência e do Nobre Caminho Óctuplo. Usamos a Plena Consciência Correta para verificar se nossa comida, bebida e consumo estão de acordo com a Ação Correta. Também a Compreensão Correta quanto o Pensamento Correto e a Fala Correta precisam estar presentes para que possamos praticar o Quinto Treinamento da Plena Consciência. Os Cinco Treinamentos da Plena Consciência são interpenetrados por todos os elementos do Nobre Caminho Óctuplo, em especial a Ação Correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ação Correta se baseia na Compreensão Correta, no Pensamento Correto e na Fala Correta e depende do Meio de Vida Correto. Aqueles que ganham o seu sustento fabricando armas, tirando a oportunidade dos outros viverem, destruindo o meio ambiente, explorando a natureza ou as pessoas, ou fabricando coisas que produzam toxinas, talvez ganhem muito dinheiro, mas etão praticando o meio de vida errôneo. Temos que estar conscientes para podermos evitar as ações incorretas. Se não tivermos a Compreensão Correta, o Pensamento Correto e não praticarmos a Fala Correta e o Meio de Vida Correta, mesmo se acharmos que estamoscaminhando em direção à paz e à iluminação, nosso esforço pode estar produzindo resultados não desejados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U mestre experiente só precisa observar o praticante caminhando ou tocando um sino para saber quanto tempo está na prática do caminho. O mestre observa a Ação Correta do praticante e vê todas as outras etapas que estão contidas nela. Assim, se observarmos com atenção uma pessoa em relação a uma etapa do caminho, podemos avaliar a sua realização em relação às demais etapas.&lt;br /&gt;Existem muitas coisas que podem ser feitas para se praticar a Ação Correta. Por exemplo, proteger vidas, praticar a generosidade, comportar-se de forma responsável e consumir conscientemente. A base da Ação Correta é a Plena Consciência Correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Solidariedade = Compaixão (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voltar para &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;http://interserblog.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-7568144828155346534?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/7568144828155346534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=7568144828155346534' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/7568144828155346534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/7568144828155346534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/09/ao-correta.html' title='A Ação Correta'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-12948261345379812</id><published>2007-07-23T06:02:00.000-07:00</published><updated>2007-07-23T06:06:42.711-07:00</updated><title type='text'>O Que É o Budismo (Colegiado Buddhista Brasileiro) - Parte 1</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;As Questões Buddhistas&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Introdução&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Este documento tem como objetivo fundamental oferecer uma síntese sobre as definições, conceitos e dúvidas mais comuns sobre o Buddhismo, além de apresentar igualmente uma síntese sobre as mais comuns definições filosóficas buddhistas presentes em todas as suas tradições reconhecidas. Os fundadores do CBB pretendem, com a divulgação deste material explicativo, contribuir para que o entendimento básico sobre a religião e o sistema de pensamento tradicional buddhistas possa ser mais difundido, evitando-se assim sérios equívocos e mal-entendidos sobre quais seriam as reais bases para o exercício do Caminho Buddhista.  &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A Cartilha Buddhista foi deliberada e discutida com cuidado e paciência por mais de um ano, entre 2005 e 2007. Consultas foram feitas aos textos e livros originais do cânone buddhista, além de autores buddhistas reconhecidos (ver a bibliografia sugerida disponibilizada no menu principal, no caminho "Fundamentos/Bibliografia"). Contudo, devido ao caráter extremamente relativo e sutil de tais questões, este texto não pretende-se fechado e rígido; ele é passível de melhorias e correções ao longo do tempo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Jamais foi intenção de seus idealizadores dar uma palavra final, dogmática, sobre como os ensinos e a natureza do Dharma de Buddha devam ser conduzidos e muito menos assumir a posição de autoridade única sobre as definições aqui apresentadas, mas tão-somente oferecer aos simpatizantes desconhecedores da doutrina búddhica uma visão clara, simples e essencial dos seus conceitos e metas, os quais determinam e sustentam o escopo prático do maravilhoso Dharma de Buddha. Com isso, o CBB espera contribuir para que pessoas desejosas de orientação sobre o buddhismo possam distinguir a pertinência das práticas que porventura possam estar participando como sendo derivadas originalmente (ou não) das palavras de Shakyamuni Buddha.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Os termos "buddhismo", "buddhista" e semelhantes foram reproduzidos nas versões que mantém as raízes consonantais do sânscrito latinizado (usando a grafia original "ddh" em vez de sua simplificação portuguesa "d"), conforme a praxe do Colegiado.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O Colegiado Buddhista Brasileiro espera que todos possam ser beneficiados com esta simples introdução aos conceitos buddhistas, e que nossas palavras e explicações possam ser compreendidas adequadamente por todos.  &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em nome do Dharma,&lt;/p&gt; &lt;p style="border-style: none none double; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color rgb(0, 0, 0); border-width: medium medium 4.5pt; padding: 0cm 0cm 0.07cm;" align="justify"&gt; Colegiado Buddhista Brasileiro&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Questão: 1. O que é o Buddhismo?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Resposta &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Buddhismo é a religião fundada pelos discípulos de Siddharta Gautama, o Buddha, baseado nos ensinamentos filosóficos proferidos por este durante sua vida. A doutrina do Buddhismo foi sistematizada a partir dos Concílios buddhistas nos quais os discursos proferidos pelo Buddha foram transcritos e sistematizados. A liturgia buddhista foi criada naturalmente a partir das escolas e tradições que se criaram ao longo dos anos (ver questão 2).  &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A base da filosofia da religião buddhista está contida no Tripitaka (Três Cestos) - Sutra-pitaka (que contém os discursos de Buddha); Vinaya-pitaka (que contém os preceitos que regem a vida dos monges e monjas); e Abhidharma-pitaka (que contém os comentários de vários eruditos buddhistas sobre a filosofia buddhista), e que são diferentes em diversas escolas. Nos sutras estão contidos vários conceitos que dão sustentação à doutrina buddhista e as principais são:  &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Três Jóias: Buddha, Dharma (Ensinamentos) e Sangha (Comunidade buddhista);&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O Princípio da Co-produção Condicionada dos Fenômenos (Pratitya samutpada), que é o alicerce de todo o Buddhismo: as Quatro Nobres Verdades, apresentadas abaixo, são uma aplicação particular desse princípio geral.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;- As Quatro Nobres Verdades:  &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;1a. Nobre Verdade - Dukkha - A vida é desequilibrada, fora de prumo, desarmônica;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;2a. Nobre Verdade - Samudaya - a causa deste desequilíbrio são os Três Venenos Mentais (a ira, a cobiça e a ignorância);&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;3a. Nobre Verdade - Nirodha - o equilíbrio pode ser restaurado;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;4a. Nobre Verdade - Margha - o equilíbrio da vida pode ser atingido seguindo-se o Caminho do Meio (ou Caminho Óctuplo).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Caminho do Meio: Visão Correta, Pensamento Correto, Fala Correta, Ação Correta, Meio de Vida Correto, Esforço Correto, Atenção Correta e Meditação Correta.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Segundo pesquisa da Harvard Divinity School, atualmente existem por volta de 300 milhões de buddhistas no mundo, sendo que no Brasil não há dados confiáveis de nenhum órgão oficial sobre a distribuição demográfica das religiões de nosso país. Contudo alguns pesquisadores estimam em 1 milhão de pessoas que sigam os ensinamentos de Buddha no Brasil, embora estes dados não tenham sido colhidos com embasamento científico.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Segundo pesquisa recentes (2006/7) 17% das pessoas, segundo o IBOPE, manifestam ser simpatizantes do buddhismo. O IBGE aponta menos de 300. 000 auto-declarantes)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Questão: 2. Quais são as Escolas Buddhistas Tradicionais?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Resposta &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Um dos aspectos mais fascinantes do Buddhismo é o de não se apresentar como um bloco monolítico, mas sim por meio de uma variedade de manifestações em termos de exegese e práxis, as quais surgiram no decorrer dos tempos. A partir de diferentes comunidades monásticas surgiram diferentes formas de ver e praticar o ensinamento do mestre único, o Buddha. A esses diferentes conjuntos de doutrina, código monástico e exercícios práticos foi dado o nome de "escolas", conjuntos coerentes que se estabeleceram ao longo dos séculos.  &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Há um número muito grande de escolas tradicionais, mas de um modo geral podemos dividi-las em quatro grandes blocos, nos quais escolas menores se encaixam com maior ou menor precisão. A Escola Theravada é a mais antiga escola buddhista existente ainda hoje e a que mais preserva a forma em que os ensinamentos eram transmitidos e o como a comunidade monástica vivia desde os tempos do Buddha. Ela mantém um cânon na língua pali e está espalhada pelo Sudeste Asiático (Myanmar [Birmânia], Thailândia, Laos e Camboja) e Sri Lanka. A Escola da Terra Pura é a escola mais popular na China e no Extremo Oriente, possuindo uma linguagem propositadamente simples e mítica que encobre sua doutrina filosófica, e com a qual alcança mais facilmente as pessoas. Seu cânon original é em sânscrito, mas traduzido para as línguas locais. Está presente na China, Coréia, Japão e Vietnam. O Escola Zen compartilha da mesma área de expansão da Escola da Terra Pura, e em certos países há mesmo uma convergência de ambas num mesmo mosteiro ou instituição. Fortemente meditativa, a Escola Zen é famosa por fazer uso de métodos alternativos ao simples estudo e meditação. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A Escola Tântrica, característica do Tibete, Mongólia, Indonésia e em certa medida também presente no Japão, é a mais recente de todas. Incorporando elementos típicos do Xamanismo, faz uso acentuado dos mantras, visualizações e da fé no mestre como métodos característicos de sua proposta de prática. Todas elas desde o último século têm se expandido admiravelmente bem por todo o Ocidente.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por trás da imensa diversidade de percepções e práticas, entretanto, um núcleo comum une todas as escolas tradicionais. Nas palavras do Venerável Walpola Rahula:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Aceitam Buddha Sakyamuni como Mestre. &lt;br /&gt;- As  Quatro Nobres Verdades são exatamente as mesmas. &lt;br /&gt;- O  Caminho Óctuplo é exatamente o mesmo. &lt;br /&gt;- A  Originação Dependente (Paticca-samuppada) é a  mesma. &lt;br /&gt;- Não consideram a idéia de um ser supremo,  criador e dirigente deste mundo. &lt;br /&gt;- Aceitam Anicca, Dukkha,  Anatta, Sila, Samadhi, Panna (&lt;a href="http://cbb.bodhimandala.com/cartilha/foundations.php?newsid=23&amp;tipo=glossary&amp;amp;letter=A"&gt;ver  glossário de termos&lt;/a&gt;) sem qualquer diferença de  conteúdo.&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-12948261345379812?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/12948261345379812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=12948261345379812' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/12948261345379812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/12948261345379812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/07/questes-sobre-o-budismo-colegiado.html' title='O Que É o Budismo (Colegiado Buddhista Brasileiro) - Parte 1'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-4874047831201449782</id><published>2007-07-17T05:56:00.000-07:00</published><updated>2007-07-17T05:56:31.797-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tj-3CuoHnUI/Rpy8f-fIOLI/AAAAAAAAAN0/m4roJop-4tI/s1600-h/DSCF6467.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_" style="CLEAR: both; FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tj-3CuoHnUI/Rpy8f-fIOLI/AAAAAAAAAN0/m4roJop-4tI/s320/DSCF6467.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Festa de aniverário do Buda (Vesak) no Monástério de Son Ha.  Amigos leigos e monges se divertindo.&lt;div style='clear:both; text-align:LEFT'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-4874047831201449782?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/4874047831201449782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=4874047831201449782' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/4874047831201449782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/4874047831201449782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/07/festa-de-aniverrio-do-buda-vesak-no.html' title=''/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tj-3CuoHnUI/Rpy8f-fIOLI/AAAAAAAAAN0/m4roJop-4tI/s72-c/DSCF6467.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-8360745298744417134</id><published>2007-07-15T05:07:00.000-07:00</published><updated>2008-07-10T03:42:35.465-07:00</updated><title type='text'>O Meio de Vida Correto</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;&lt;br /&gt;--   @page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Meio de Vida Correto&lt;br /&gt;(Extraído do livro "A Essência dos Ensinamentos de Buda")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  Para praticar o Meio de Vida Correto (Samyag Ajiva), é necessário encontrar uma forma de ganhar a vida que não represente uma transgressão aos ideais de amor e solidariedade. A forma pela qual você se sustenta pode ser uma expressão do seu ser mais profundo ou pode ser uma fonte de sofrimento para você e para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sutras costumam dizer que o Meio de Vida Correto é ganhar a vida sem precisar transgredir nenhum dos Cinco Treinamentos da Atenção Plena: não vender armas, não vender escravos, não vender carne, álcool, drogas, nem venenos, não fazer profecias e nem dizer a sorte. Monges e monjas devem tomar cuidado para não fazerem aos leigos pedidos exagerados em relação aos quatro requisitos básicos, que são remédios, alimentos, roupas e hospedagem, e para não possuírem coisas materiais além de suas necessidades imediatas. Ao procurarmos estar conscientes em todos os momentos, tentamos ter uma ocupação que seja benéfica para os seres humanos, os animais, as plantas e a terra ou, pelo menos, uma ocupação que prejudique pouco. Vivemos em uma sociedade na qual os empregos costumam ser difíceis de obter, mas se nosso emprego prejudicar a vida de alguma forma, então devemos procurar outro. Nossa atividade diária tanto pode alimentar a compreensão e a solidariedade quanto pode ajudar a destruí-las. Temos sempre que ter consciência das consequências, imediatas ou remotas, do nosso trabalho. Muitas indústrias modernas são prejudiciais aos seres humanos e à natureza, mesmo aquelas que produzem alimentos, e os pesticidas químicos e fertilizantes destróem o meio ambiente. Por isso a prática do Meio de Vida Correto é muito difícil para os fazendeiros. Se não usarem produtos químicos, talvez tenham dificuldades para se manter comercialmente competitivos. Este é apenas um entre muitos exemplos. Ao exercer sua profissão, respeite os Cinco Treinamentos da Atenção Plena. Um trabalho que de alguma forma envolva morte, roubo, má conduta sexual, mentiras ou venda de drogas ou álcool não é um Meio de Vida Correto. Se sua empresa polui os rios ou o ar, trabalhar neste lugar não é um Meio de Vida Correto. Fabricar armas ou lucrar com as superstições dos outros também não são Meios de Vida Corretos. As pessoas têm superstições e acreditam que seu destino está escrito nas estrelas ou na palma das mãos. A verdade é que ninguém pode ter a certeza absoluta sobre o que acontecerá no futuro, e ao praticar a atenção plena adquirimos o poder de alterar o destino previsto pelos astrólogos. Além disso, as profecias contribuem para que fatos preditos acabem se tornando realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compor ou executar obras de arte também pode ser um meio de sustento. Um compositor, escritor, pintor, músico, bailarino ou ator têm efeito direto na consciência coletiva. Qualquer obra de arte é, em grande parte, um produto da consciência coletiva. Portanto o artista deve praticar a atenção plena para que se trabalho ajude aqueles que entrem em contato com ele a praticar também a atenção plena. Um jovem que queria aprender a desenhar flores de lótus foi a um mestre e pediu para ser seu aprendiz. O mestre o conduziu até um lago de lótus e o convidou a se sentar ali. O jovem viu as flores desabrochando quando o sol estava alto e observou os botões se fechando quando a noite chegava. Na manhã seguinte, fez a mesma coisa. Quando uma flor de lótus murchou e suas pétalas caíram na água, ele observou o caule, o estame e o restante da flor, e depois passou a observar outra flor. Fez isso durante dez dias. No décimo primeiro dia, o mestre preguntou: “você está pronto?” e ele respondeu: “vou tentar”. O mestre lhe deu um pincel, e apesar de ter um estilo infantil, o jovem desenhou um lótus absolutamente lindo. Ele havia se tornado o lótus e o desenho simplesmente brotou de dentro dele. A ingenuidade em matéria técnica era evidente, mas uma beleza profunda estava retratada ali. O Meio de Vida Correto não é apenas uma questão de escolha pessoal. Ele representa o nosso carma coletivo. Por exemplo, se sou um professor primário, e acho que ensinar as crianças a ter mais amor e compreensão é uma grande profissão, recusaria se alguém me pedisse para parar de ensinar e me transformasse, por exemplo, em um açougueiro. Mas ao meditar na interdependência das coisas, vejo que o açougueiro não é o único responsável pela matança de animais. Talvez a nossa opinião seja a de que o modo de vida do açougueiro é errado e o nosso é o certo, mas se nós não comêssemos carne ninguém precisaria matar animais. O Meio de Vida Correto, na verdade, é uma questão coletiva. O trabalho de cada pessoa afeta as outras. Os filhos do açougueiro podem se beneficiar com o professor, mas os filhos do professor, que comem carne, também são responsáveis pelo sustento do açougueiro. Vamos imaginar que um fazendeiro que se sustenta vendendo carne bovina queira receber os Cinco Treinamentos da Plena Consciência. À luz do primeiro treinamento, ele começa a se perguntar o que tem feito para proteger a vida. Reflete que proporcionou ao seu gado as melhores condições possíveis de bem-estar, chegando mesmo a operar seu próprio matadouro, para que não houvesse crueldade desnecessária inflida aos animais na hora de abatê-los. Ele herdou a fazenda do pai e, além disso, tem uma família pra sustentar. É um dilema. O que fazer? Suas intenções são boas, mas ele herdou dos ancestrais não apenas a fazenda, mas também a força e a energia de seus hábitos. Cada vez que uma vaca é morta, isso deixará uma impressão na sua consciência, que retornará a ele em sonhos, durante a meditação ou no momento da morte. Tomar conta do gado da melhor maneira possível enquanto os animais estão vivos é de fato um Meio de Vida Correto. Ele deseja tratar seus animais com o máximo de bondade, mas também deseja a segurança proprocionada por uma renda estável para ele e para sua família.&lt;br /&gt;Este homem deve continuar a contemplar todas as questões com profundidade, praticando continuamente a plena consciência em companhia de sua Sangha local. À medida em que sua compreensão se aprofunda, ele acabará encontrando uma forma de sair desta situação em que é obrigado a matar para viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que fazemos é parte de nosso esforço de praticar o Meio de Vida Correto. Trata-se de um assunto muito mais amplo do que apenas o meio pelo qual obtemos nossa renda mensal. Talvez não possamos ter um Meio de Vida  cem por cento correto, mas podemos decidir que vamos caminhar na direção da redução do sofrimento e do aumento de solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de pessoas, por exemplo, ganham a vida na indústria de armas, ajudando, direta ou indiretamente, a fabricar armamentos convencionais ou nucleares. Os Estados Unidos, a Rússia, a França, a Inglaterra, a China e a Alemanha são os principais fornecedores de armas do mundo. A seguir, estas armas são vendidas para os países do Terceiro Mundo, onde o povo não precisa de armas e, sim, de comida. Fabricar ou vender armas não é um Meio de Vida Correto, mas a responsabilidade por essa situação pertence a nós todos – políticos, economistas e consumidores. Nunca promovemos um grande debate nacional sobre esta questão, que é tão importante. Precisamos discutir isso, e precisamos também continuar a gerar novos empregos, para que ninguém seja pbrigado a viver dos lucros da fabricação de armas. Se você exerce uma profissão em que há espaço para a realização de seu ideal de solidariedade, fique grato. E, por favor, ajude a criar empregos para que outros também possam viver de forma correta, simples e sadia. Use toda a sua energia para tentar melhorar a situação geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticar o Meio de Vida Correto significa praticar a Atenção Plena Correta. Cada que o telefone tocar, considere-o como a campainha da atenção. Pare tudo o que estiver fazendo, inspire e expire conscientemente, e a seguir, atenda o telefone. A sua forma de atender o telefone personificará o Meio de Vida Correto. Precisamos discutir entre nós como praticar a atenção plena em nosso local de trabalho e em todos os outros locais. Será que respiramos ao ouvir o telefone? Sorrimos quando estamos atendendo a outros? Caminhamos com atenção plena quando nso deslocamos de uma reunião para outra? Praticamos a Fala Correta? Fazemos um relaxamento total depois de muitas horas de trabalho pesado? Vivemos de forma a encorajar as pessoas a serem pacíficas e felizes, e a trabalhar para incentivar a paz  e a felicidade? Estas perguntas são muito importantes, e são todas de ordem prática. Trabalhar para incentivar este tipo de pensamento e de ação, além da solidariedade, significa praticar o Meio de Vida Correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém tem uma profissão que contribui para que seres vivos sofram e oprimam os outros, isso acabará por contaminar a sua consciência, da mesma forma que quando poluímos o ar que depois iremos respirar. Muitas pessoas enriquecem vivendo de forma incorreta. Depois vão a um templo ou igreja e fazem doações. Estas doações se originam de sentimentos de culpa e medo, e não do desejo de fazer os outros felizes. Quando um templo ou igreja recebe grandes doações, as pessoas que recebem os recursos devem entender isso, e devem tentar ajudar  na transformação do doador, mostrando-lhe como abandonar um Meio de Vida incorreto. Estas pessoas necessitam, mais do que qualquer outra coisa, dos ensinamentos do Buda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que vamos estudando e praticando o Nobre Caminho Óctuplo, começamos a entender que cada etapa do caminho está contida nos outros sete. Vemos também que cada etapa contém dentro de si as Nobres Verdades da existência, origem e cessação do sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao praticar a Primeira Nobre Verdade, reconhecemos nosso sofrimento e o chamamos pelo seu nome correto – depressão, ansiedade, medo ou insegurança. A seguir, olhamos de frente para ele, para descobrir em que se baseia, e isso representa a prática da Segunda Nobre Verdade. Essas duas práticas contêm os primeiros dois elementos do Nobre Caminho Óctuplo, ou seja, a Compreensão Correta e o Pensamento Correto. Todos nós temos uma tendência a fugir do sofrimento, mas quando começamos a praticar o  Nobre Caminho Óctuplo criamos coragem para passar a encarar o sofrimento de forma diferente. Utilizamos  a Atenção Plena Correta e a Concentração Correta para observar o sofrimento de frente, com coragem. A prática de olhar com profundidade e enxergar com clareza representa a Compreensão Correta, que nunca nos mostrará uma única razão para o sofrimento, mas centenas de camadas de causas e condições: sementes que herdamos de nossos pais, avós e ancestrais;sementes dentro de nós nutridas por amizades ou pela situação econômica e política de nosso país; além de muitas outras causas e condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora chegamos ao ponto onde queremos fazer alguma coisa para diminuir o nosso sofrimento. Depois de identificar o que alimenta o nosso sofrimento, acharemos uma forma de deixar de ingerir esse nutriente, quer se trate de um comestível, de alimento dos sentidos, de nutriente recebido das nossas intenções, ou do alimento da nossa consciência. Fazemos isso praticando a Fala Correta, a Ação Correta e o Meio de Vida Correto, sempre lembrando que a Fala Correta significa ouvir com atenção. Para isso nos guiamos pelos Treinamentos da Atenção Plena. Ao praticar os treinamentos da Atenção Plena entenderemos que devemos falar, agir e trabalhar sempre com a Atenção Plena Correta. A Atenção Plena Correta nos avisa quando algo está em desacordo com a Fala Correta ou com a Ação Correta. Quando praticamos a Atenção Plena Correta e o Esforço Correto, o resultado é a Concentração Correta, o que fará emergir a compreensão ou, em outras palavras, a Compreensão Correta. Na verdade não é possível praticar uma única etapa do Nobre Caminho Óctuplo sem praticar todos os outros sete. Essa é a natureza interdependente de tudo, que também se manifesta nos ensinamentos deixados por Buda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Compaixão = solidariedade (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voltar para&lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt; interserblog.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-8360745298744417134?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/8360745298744417134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=8360745298744417134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/8360745298744417134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/8360745298744417134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/07/o-meio-de-vida-correto.html' title='O Meio de Vida Correto'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-5306715167720552439</id><published>2007-05-14T16:22:00.000-07:00</published><updated>2008-07-12T06:16:37.409-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='toques da terra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><title type='text'>Os Três Toques da Terra</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;As Três Reverências&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(do livro “Ensinamentos Sobre o Amor” - de Thich Nhat Hanh)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;As três reverências são também conhecidas como "Os Três Toques da Terra". Esta prática nos ajuda a retornar à Terra e às nossas raízes espirituais e de sangue, restabelece a comunicação e as nossas conexões.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Primeira Reverência&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Tocando a terra, conecto-me aos meus ancestrais e aos descendentes das minhas duas famílias: a espiritual e a de sangue. Meus antepassados espirituais são o Buda, os bodhisattvas, o nobre sangha de discípulos, [por favor, insira outros nomes que você gostaria de incluir] e meus próprios mestres espirituais ainda vivos ou falecidos. Eles estão presentes dentro de mim porque me transmitiram sementes de paz, sabedoria, amor e felicidade. Despertaram em mim os meios da compreensão e da solidariedade. Quando olho para os meus antepassados espirituais, vejo aqueles que são perfeitos na prática dos preceitos, da compreensão e da solidariedade e também os que não atingiram a plena perfeição. Aceito todos eles, pois reconheço que possuo imperfeições e fraquezas. Consciente de que nem sempre sou perfeito na prática dos preceitos e que nem sempre sou compreensivo e compassivo como gostaria de ser, abro meu coração e aceito todos os meus descendentes espirituais. Alguns deles praticam os preceitos, a compreensão e a solidariedade de um modo que inspira confiança e respeito, mas existem também os que encontram muitas dificuldades e estão constantemente sujeitos a altos e baixos na sua prática.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Da mesma maneira, aceito todos os meus antepassados maternos e paternos. Aceito todas as suas boas qualidades e ações virtuosas, bem como todas as suas fraquezas. Abro meu coração e aceito todos os meus descendentes de sangue com as suas boas qualidades, talentos e também com suas fraquezas.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Meus antepassados e descendentes espirituais e de sangue fazem, todos eles, parte de mim. Eu sou eles e eles são eu. Não tenho um eu separado. Tudo existe como parte de uma maravilhosa corrente de vida que está em constante movimento.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Segunda Reverência&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Tocando a terra, conecto-me a todas as pessoas e a todas as espécies que estão vivas neste momento, neste mundo comigo. Sou um com o maravilhoso padrão de vida que se irradia em todas as direções. Sinto a estreita conexão existente entre mim e os outros – sinto como todos nós compartilhamos felicidade e sofrimento. Sou um também com aqueles que nasceram deficientes ou que foram incapacitados em decorrência de guerras, acidentes ou doenças. Sou um com os que foram subjugados em uma situação de guerra e opressão. Sou um também com os que não encontram felicidade na vida familiar, que não têm raízes e nem paz de espírito, que têm sede de compreensão e amor, que estão a procura de algo bonito, sadio e verdadeiro a que possam abraçar e em que possam acreditar. Sou alguém prestes a morrer, que está com muito medo e não sabe o que vai acontecer. Sou ao mesmo tempo a criança que vive em um lugar onde existe miséria e doença, cujos braços e pernas se assemelham a gravetos e que não têm futuro. Sou o fabricante de bombas que são vendidas aos países pobres. Sou o sapo nadando no lago e sou também a cobra que precisa do corpo do sapo para alimentar seu próprio corpo. Sou a lagarta e a formiga que o pássaro está procurando para comer. E sou também o pássaro que está procurando a lagarta e a formiga. Sou a floresta que está sendo devastada. Sou os rios e o ar que estão sendo poluídos e sou a pessoa que derruba a floresta e polui os rios e o ar. Vejo a mim mesmo em todas as espécies e também vejo todas as espécies em mim.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Terceira Reverência&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Tocando a terra, abandona a idéia de que sou esse corpo e de que meu tempo de vida é limitado. Compreendo que este corpo, constituído de quatro elementos, de fato não me representa e nem me limita. Faço parte de uma corrente de vida de ancestrais espirituais e antepassados de sangue que, por milhares de anos, vem fluindo no presente e assim continuará por milhares de anos no futuro. Sou um só com meus ancestrais, com todos os povos e todas as espécies, sejam pacíficos e destemidos, sejam sofredores e amedrontados. Neste exato momento, estou em toda parte deste planeta. Estou presente também no passado e no futuro. A desintegração deste corpo não me altera, do mesmo modo que, quando as flores da ameixeira caem, isso não significa o fim desta árvore. Vejo-me como uma onde na superfície do oceano, minha natureza é a água do oceano. Estou em todas as outras ondas, e todas as outras ondas estão em mim. O aparecimento e desaparecimento da forma da onda não afetam o oceano. Meu corpo de Dharma e a sabedoria da vida não estão sujeitos ao nascimento e à morte. Vejo-me presente antes mesmo da manifestação do meu corpo físico e depois da sua desintegração. Mesmo nesse momento, vejo como também existo em outro lugar que não é este corpo. Setenta ou oitenta anos não é o meu tempo de vida. Meu período de vida, como o de uma folha ou de um Buda, não tem limite. Eu já ultrapassei a idéia de que sou um corpo separado no espaço e no tempo das demais formas de vida.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;PS: Solidariedade =  Compaixão (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;voltar para &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;interserblog.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-5306715167720552439?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/5306715167720552439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=5306715167720552439' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/5306715167720552439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/5306715167720552439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/05/as-trs-reverncias.html' title='Os Três Toques da Terra'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-6614484578799716931</id><published>2007-04-02T16:57:00.000-07:00</published><updated>2009-03-04T15:11:07.383-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensinamentos Sobre o Amor'/><title type='text'>As Cinco Consciências no Casamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Cinco Consciências no Casamento&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Thich Nhat Hanh&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Plum Village, toda vez que há um casamento, a comunidade inteira celebra a união e leva seu apoio aos noivos. Depois da cerimônia, a cada lua cheia, o casal recita as Cinco Consciências juntos, relembrando que amigos de toda parte apóiam seu relacionamento. Seja a união firmada ou não por lei, ela será mais forte e mais duradoura se tiver sido realizada na presença de uma Sangha - amigos que amam as duas pessoas e as apóiam dentro do espírito da compreensão e do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes das duas pessoas se casarem, elas têm que realizar junta a prática da plena consciência e, tornando-se casados, deverão continuar praticando as Cinco Consciências como manifestação da Plena Consciência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Somos conscientes de que todas as gerações dos nossos ancestrais e da nossa descendência estão presente em nós.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Somos conscientes das esperanças que nossos ancestrais, nossos filhos e os filhos de nossos filhos depositam em nós.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Somos conscientes de que nossa alegria, nossa paz, nossa liberdade e harmonia, são a alegria , a paz, a liberdade e a harmonia de nossos ancestrais, de nossos filhos e dos filhos de nossos filhos.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Somos conscientes de que a compreensão é o próprio fundamento do amor.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Somos conscientes de que reclamações e brigas não nos ajudam e fazem apenas crescer o fosso entre nós. É unicamente graças à compreensão, à confiança e ao amor que podemos nos transformar e crescer.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira consciência nos vemos como um elemento de continuação dos nossos ancestrais e um elo para as gerações futuras. Quando adquirimos essa visão, sabemos que, tratando bem o corpo e a consciência no momento presente, estamos cuidando de todas as gerações passadas e futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda consciência nos lembra que nossos antepassados têm expectativas em relação a nós, assim como nossos filhos e netos. Nossa felicidade é a felicidade deles, e nosso sofrimento é o sofrimento deles também. Observando a fundo, saberemos o que nossos filhos e netos esperam de nós. Pode ser que ainda não os estejamos vendo em pessoa, mas eles já estão conversando conosco. Querem que vivamos de tal modo que não sejam infelizes quando se manifestarem. Os budistas vietnamitas não se vêem como indivíduos separados de seus ancestrais e sim como uma continuação que representa todas as gerações anteriores. As ações do casal não visam apenas satisfazer suas necessidades físicas e espirituais como indivíduos. Elas também têm como objetivo concretizar as esperanças e expectativas de seus ancestrais, bem como preparar as futuras gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira consciência nos diz que a alegria, paz, liberdade e harmonia não são questões individuais. Temos que viver de modo que possamos permitir a libertação dos ancestrais que estão dentro de nós, o que significa nos libertar. Se não agirmos assim, ficaremos amarrados por toda a vida e transmitiremos isso aos nossos filhos e netos. Agora é a hora de libertarmos os nossos pais e os ancestrais que estão dentro de nós. Oferecer-lhes alegria, paz, liberdade e harmonia proporciona, ao mesmo tempo, alegria, paz, liberdade e harmonia a nós mesmos, a nossos filhos e nossos netos. Isso reflete o ensinamento da interconexão. Enquanto nossos ancestrais, que estão em nós sofrendo, permanecerem sofrendo, não poderemos ser realmente felizes. Dando um passo com plena consciência, livre e felizes ao tocar a terra, o fazemos por todos - por nossos ancestrais e as gerações futuras. As três primeiras consciências são aspectos de um ensinamento profundo. Temos que continuar a estudá-las e praticá-las para aprofundarmos a nossa compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quarta consciência é também um ensinamento básico do Buda. Onde existe compreensão, existe amor. Quando entendemos os sofrimento de alguém, ficamos motivados a ajudar, e as energias do amor e da compreensão são liberadas. O que quer que façamos com esse espírito será para a felicidade e libertação da pessoa que amamos. Às vezes , porém, destruímos essa pessoa. É como o general americano, quando disse que suas bombas tinham que destruir a cidade de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bem Tre&lt;/span&gt; para salvá-la. Precisamos praticar de modo a que tudo o que fizermos para os outros os torne felizes. Vontade de amar não suficiente. Se as pessoas não se entendem é impossível uma amar a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as pessoas se casam, elas formam uma Sangha de dois a fim de praticarem o amor - cuidar uma da outra, fazer o cônjuge florescer como uma flor, tornando a felicidade algo real. A felicidade não é uma questão individual. A pessoa deve procurar sorrir pelo menos uma vez ao dia, não só por ela mesma, mas pela outra também. Tem que praticar a meditação andando, não só pela outra, mas por si mesma também. Estamos ligados a muitos seres e pessoas. Cada passo, cada sorriso tem um efeito sobre todos os que nos rodeiam. Nossa felicidade é a felicidade de outras tantas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhemos para a árvore do carvalho. Ela parece feliz e a sua felicidade é a felicidade dos pássaros e de todos nós, pois todos nos beneficiamos da sua presença. Se alguém está feliz, nós também estamos. Se alguém não está feliz, nós também não estamos. Praticamos as cinco consciências não só por nós mesmos, mas por todos. Quando uma pessoa pratica a fundo os votos feitos durante a cerimônia do casamento, o mundo inteiro se beneficia. No entanto, para ajudá-la a cumprir seus votos, ela precisa de uma comunidade - o carvalho, a sangha e todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por meio do amor que sinto por você quero expressar meu amor por todo o cosmo, pela humanidade e por todos os seres. Vivendo com você, quero aprender a amar todas as pessoas e todas as espécies. Se eu for bem sucedido(a) em amá-lo(a), serei capaz de amar todas as pessoas e todas as espécies da Terra". Essa é a verdadeira mensagem de amor. Como uma pessoa pode dar grandes passos se ainda não conseguiu dar pequenos passos? Em um, dois ou três anos, este será seu objetivo: promover a paz, a felicidade e a alegria nessa pequena sangha. Ao mesmo tempo, ela vê a sua pequena sangha no contexto da sangha maior. Está praticando com a ajuda de seus mestres, pais, amigos e todos os seres vivos dos reinos vegetal, animal e mineral. "Expresso meu amor pela sangha maior por meio de você. Portanto, devo ser capaz de amar, cuidar e fazer você feliz ".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você estiver nesse tipo de relacionamento, lembre-se de praticar em meio a uma comunidade. Faça o que for possível para levar felicidade para o ar, para a água, rochas, árvores, pássaros e seres humanos. Se praticar com esse espírito, seu anel de casamento se tornará o anel do interser, da solidariedade, do amor e da compreensão. Viva diariamente de modo a sentir a comunidade presente dentro de você o tempo todo. Sempre que enfrentar dificuldades na vida e no mundo, basta tocar o Buda, o Dharma e a Sangha dentro de seu coração para receber o tipo de energia de que necessita. O mundo precisa que você viva com plena consciência para estar sempre alerta para o que está acontecendo. A união de vocês lhes dá a oportunidade de praticar com mais profundidade, obtendo o apoio necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que aproveitar profundamente cada momento da nossa vida. Se formos capazes de viver profundamente um momento que seja, poderemos aprender a viver todos os outros momentos da mesma maneira. O poeta francês René Char disse: "se você puder vivenciar em profundidade um moment, será capaz de descobrir a eternidade". Cada momento é uma oportunidade de fazernmos as pazes com o mundo, de tornarmos a paz e a felicidade possíveis. O mundo precisa de nossa felicidade. A prática de viver com plena consciência pode ser descrita como a prática da felicidade, do amor. A capacidade de sermos felizes, de estarmos amando é o que temos que cultivar. A compreensão (sabedoria, NT) é o próprio fundamento do amor. Observar profundamente é a prática básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora saibamos que culpar e discutir não ajuda nunca, esquecemo-nos disso. Por esse motivo praticamos a quinta consciência. A respiração consciênte nos permite desenvolver a capacidade de parar no momento crítico e abster-nos de  culpar e discutir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós precisamos mudar para melhor. Quando se casam, as pessoas fazem uma promessa de se modificar e ajudar o cônjuge a mudar também, para assim crescerem juntas, compartilhando o fruto e o progresso da prática. É sua responsabilidade cuidarem uma da outra. Somos todos jardineiros que ajudam as flores a crescer. Se houver compreensão, as flores crescerão belas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que a outra pessoa faz uma coisa boa, algo no sentido de mudar e crescer, o cônjuge deve se congratular com ela e mostrar sua aprovação. Isso é importante. Ninguém pode considerar que as coisas já estão garantidas. Se a outra pessoa manifestar talento e capacidade de amar e criar felicidade, é preciso que o companheiro(a) esteja atento(a) e expresse sua admiração. essa é a maneira de regar as sementes de felicidade. O casal deve evitar dizer coisas destrutivas, como: "não sei se você pode fazer isso" ou "duvido que você seja capaz de fazer isso". Ao contrário, o melhor é dizer: "isso é difícil, meu bem, mas tenho certeza que você consegue fazer". Essa maneira de falar faz a pessoa se sentir mais forte. E funciona também com as crianças. Temos que fortalecer a auto-estima de nosso filhos. Apreciar e nos congratular por todas as coisas boas que disserem e, assim, ajudá-las a crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que estão casados há 10 ou 12 anos, esse tipo de prática também é pertinente. POdem continuar vivendo com atenção plena, um aprendendo com o outro. Talvez uma das pessoas tenha a impressão de saber tudo a respeito do cônjuge, mas não é assim. Os cientistas nucleares estudam uma partícula de poeira durante muitos anos e não têm a pretensão de dizer que conhecem tudo sobre ela. Se com a partícula de poeira é assim, como uma pessoa pode dizer que sabe tudo sobre o(a) seu (sua) companheiro(a)? Dirigindo o carro, mergulhada em seus próprios pensamentos, uam pessoa está simplesmente ignorando seu cônjuge. Ela pensa "eu já sei tudo sobre ele(a). Não há nada de novo". Isso não é real. Se o(a) companheiro(a) for tratado(a) dessa maneira, aos poucos, morrerá. Essa pessoa precisa da atenção da outra, da sua jardinagem, dos seus cuidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário aprender a arte de semear a felicidade. Se durante a nossa infância vimos nossa mãe ou nosso pai fazendo coisas que proporcionaram felicidade á família, já sabemos como agir. No entanto, se nossos pais não souberam cultivar a felicidade, é possível que não saibamos como proceder. Assim , na comunidade de prática, procuramos aprender a arte de fazer as pessoas felizes. O problema não é estarmos certos ou errados, mas sermos mais ou menos habilidosos. Viver com alguém é uma arte. Mesmo com bastante boa vontade, ainda podemos fazer a outra pessoa muito infeliz. Boa vontade não é suficiente. Precisamos dominar a arte de fazê-la feliz. A arte é a essência da vida. Devemos procurar ser habilidosos no falar e no agir. A substãncia da arte é a plena consciência. Vivendo com plena consciência, saberemos viver com mais arte. Isso foi uma coisa que aprendi com a prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retornar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-6614484578799716931?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/6614484578799716931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=6614484578799716931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6614484578799716931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6614484578799716931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/04/as-cinco-conscincias-no-casamento.html' title='As Cinco Consciências no Casamento'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-8241438970408146404</id><published>2007-03-30T15:20:00.000-07:00</published><updated>2009-03-01T14:30:17.330-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='unesco'/><title type='text'>Três Propostas Para a Unesco</title><content type='html'>Este ano, a Unesco organizou um evento especial pelos 2.550 anos de nascimento do Buda, coordenado pela delegação da Tailândia junto a esta entidade, pelo Pure Land Learning College (da Austrália) e pela World Fellowship of Buddhists (Associação Mundial de Budistas) e  a World Buddhist University ( Universidade Budista Mundial). O embaixador vietnamita junto à Unesco veio até Plum Village e me convidou para compartilhar esta celebração.&lt;br /&gt;Assim, no dia 08 de outubro, eu fiz três propostas e disse que apoiaria a Unesco na sua realização. Budismo é algo sobre despertar. Nós nos encontramos numa situação perigosa e nós precisamos de um despertar coletivo. A Unesco pode acelerar este processo. Violência, guerra e aquecimento global têm de ser abordados. Se estamos ocupados demais lidando com pequenos problemas da vida diária, não teremos tempo para nos sentarmos juntos e mudar a situação. A ONU declarou a primeira década do novo milênio a “Década Internacional da Paz e da Não Violência”,  em favor das crianças do mundo. Estamos em 2006 e não muito foi feito. Em 1999, a Unesco publicou o Manifesto 2000 com seis pontos que são praticamente idênticos aos Cinco Treinamentos da Plena Consciência do Budismo. Mais de 75 milhões de pessoas assinaram este manifesto, mas assinaturas  não são importantes se as pessoas não praticam esses pontos em suas vidas diárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira proposta que ofereci foi a de que a Unesco criasse um Instituto de Paz e Não Violência. Existem muitas universidades de paz, mas elas estão mais focadas na pesquisa do que na prática. Nós podemos convidar professores, famílias, comunidades, líderes políticos etc, para vir e aprender instrumentos para praticar de um modo não violento. A Unesco poderia propôr quem iria participar e a nossa comunidade ficaria feliz em disponibilizar nossos professores de Dharma para treiná-los, sem custo. Nós, inclusive, temos um manual, Criando a Verdadeira Paz, que nos foi pedido escrever pelo então diretor geral da Unesco, Frederico Mayor, como preparação à Década de Paz e Não Violência. Isto poderia ser usado pelo Instituto de Paz e Não Violência. Sugeri que o diretor e as delegações permanentes junto à Unesco, assim como seus filhos, participassem do aprendizado e da prática no Instituto. Dessa maneira, eles não fariam apenas um chamado à ação, eles próprios se tornariam a ação. Eu disse à audiência que temos oferecido este tipo de treinamento para policiais, guardas penitenciários, membros do parlamento – por que não para os embaixadores da Unesco? A paz sempre começa consigo mesmo. Em outras palavras, a Unesco deve se tornar também uma Sangha – uma comunidade que pratica a paz conjuntamente – e não apenas discutir e tomar decisões. Dessa maneira, eles podem inpirar outros a fazer o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda proposta que eu fiz foi a de que a Unesco deveria sediar um encontro de cúpula dos líderes religiosos cristãos, muçulmanos e judeus para tratar do processo de cura do conflito no Oriente Médio. Nós estamos matando em nome de Deus, da democracia, da liberdade  e da civilização. Se eu tivesse de escolher entre o Budismo e a paz, eu escolheria a paz.  Por que se fosse para escolher entre o Budismo e a guerra, isto destruiria o Budismo. Vocês não podem matar em nome do Buda. No século XI o Budismo foi perseguido na Índia.E não houve resistência violenta dos budistas. Nós temos de arrancar as percepções erradas para pôr um fim ao conflito. Os professores de Dharma leigos e monásticos, treinados em Plum Village, podem compartilhar práticas de paz e reconciliação, como temos feitos diversas vezes com os grupos de israelenses e palestinos que vêm praticar concosco todos os anos. Sugeri que os líderes religiosos dessas três tradições permaneçam juntas em Paris por vinte e um ou conquenta dias e esbocem uma proposta de paz  para os líderes políticos pararem com a destruição no Oriente Médio. A Unesco é uma organização desenvolvida para promover a cultura, educação e ciência. Nós precisamos de uma cultura de paz, uma educação para a paz e uma ciência de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha terceira proposta foi a de que a Unesco poderia patrocinar “dias sem carro” globais em cada mês. Nós deveríamos apoiar também o dia anual global sem carro, todo dia 22 de setembro. Eu sugeri que “dias sem carro” podem ser um meio habilidoso de acelerar a tomada de consciência do aquecimento global. Eu disse a eles que em Plum Village, e em todos os seus monastérios, foi estabelecido um dia sem carro por semana e que estamos em processo de migrar para carros mais ecológicos, assim como trabalhando para reduzir nossas emissões de carbono em cinquenta por cento. Convidei a todos os delegados da Unesco que fizessem o mesmo, dirigir menos, ter carros com motores mais eficientes e limpos, para reduzir suas próprias emissões de carbono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós deveria ser um  braço do Buda para renovar a pratica, para que  viver com esperança, júbilo e solidariedade, se tornem possíveis em nossa vida. Os Cinco Treinamentos da Plena Consciência são uma espécie de ética global. Cada tradição espiritual os têm à sua maneira. Mesmo que 75 milhões de pessoas tenham assinado o Manifesto 2000, que é baseado nesta ética global, se nós não o realizarmos, nossas assinaturas não ajudarão. Portanto, contruir Sanghas é muito importante. Nós já temos o caminho. Não espere até amanhã. Se há qualquer coisa que você possa fazer, faça-a hoje. Então a velhice será uma fruta deliciosa. O Buda estará sempre lá para nos apoiar e guiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Compaixão = solidariedade (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-8241438970408146404?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/8241438970408146404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=8241438970408146404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/8241438970408146404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/8241438970408146404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/03/trs-propostas-para-unesco.html' title='Três Propostas Para a Unesco'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-6674666929302173345</id><published>2007-03-13T05:55:00.000-07:00</published><updated>2007-03-13T06:08:44.805-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paz a Cada Passo'/><title type='text'>A Arte de viver em Plena Consciência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A Arte de viver em Plena Consciência&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;(do livro Paz a Cada Passo )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A natureza é nossa mãe. Por vivermos isolados dela, adoecemos. Alguns de nós vivem em caixas chamadas apartamentos, bem no alto, longe do chão. À nossa volta só cimento, metal e objetos de dureza semelhante. Nossos dedos não tem oportunidade de tocar o solo; já não plantamos mais alface. Por estarmos tão distantes da nossa Mãe Terra, adoecemos. É por isso que precisamos sair para voltar ao seio da natureza. Isso é muito importante. Nós e nossos filhos deveríamos voltar a ter contato com a Mãe Terra. Em muitas cidades não conseguimos ver árvores - a cor verde se encontra inteiramente de nosso campo visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Um dia imaginei uma cidade em que restasse apenas uma árvore. A árvore ainda era bonita, mas muito solitária, cercada de prédios, no centro da cidade. Muitas pessoas adoeciam, e a maioria dos médicos não sabia como tratar a doença. Um  médico muito bom, no entanto, conhecia as causas da doença e dava a seguinte receita para cada paciente. "Todos os dias, pegue o ônibus e vá ao centro da cidade para olhar para a árvore. À medida em que você for se aproximando dela, pratique a inspiração e a expiração e , quando chegar até ela, abrace-a, inspirando e expirando pr quinze minutos, enquanto olha para a árvore tão verde e sente o cheiro de sua casca tão perfumada. Se fizer isso, em algumas semanas estará se sentindo muito melhor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    As pessoas começaram a melhorar, mas logo havia tanta gente querendo chegar até a árvore que as filas se estendiam por quilômetros. Sabe-se que as pessoas, hoje em dia, não são muito pacientes. Esperar três ou quatro horas para abraçar a árvore era demais, e o povo se rebelou. Organizaram manifestações com o objetivo de criar uma nova lei que permitisse a cada pessoa um abraço de cinco minutos, mas é claro que isso reduziu o efeito da cura. E logo em seguida, o tempo foi limitado a um minuto, perdendo-se assim a oportunidade de cura através da Mãe. Nós podemos estar nessa situação muito em breve se não agirmos de forma consciente. Temos que estar com a mente alerta em tudo que fizermos se quisermos salvar nossa Mãe Terra, a nós mesmos e a nossos filhos. Por exemplo, ao olharmos nosso lixo, podemos ver alface, pepinos, tomates e flores. Quando jogamos no lixo uma casca de banana, temos consciência de que se trata de uma casca de banana que estamos jogando fora e que se transformará numa flor ou num legume em breve. É exatamente essa a prática da meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Quando jogamos um saco plástico no lixo, sabemos que ele é diferente de uma casca de banana. Ele levará muito tempo para se transformar numa flor. " Ao jogar um saco plástico no lixo, sei que estou jogando um saco plástico no lixo". Essa percepção, por si só, já nos ajuda a proteger a Terra, a criar a paz e a cuidar da vida no momento presente e no futuro. Se tivermos a mente alerta, tentaremos naturalmente usar menos sacos plásticos. Esse é um ato de paz, uma forma básica de ação pela paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Quando jogamos uma fralda plástica descartável no lixo,sabemos que ela leva muito mais tempo para se transformar numa flor, uns quatrocentos anos mais. Tendo conhecimento de que o uso dessas fraldas não contribui para a paz, procuramos outros meios para cuidar do nosso filhinho. Praticando a respiração e contemplando nosso corpo, nossos sentimentos, nossa mente e objetos, estamos praticando a paz no momento presente. Isso e viver em plena consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O lixo nuclear é o pior tipo de lixo. Ele leva cerca de 250.000 anos para se transformar em flores. Quarenta dos cinquenta estados norte-americanos já estão poluídos pelo lixo nuclear. estamos tornando a Terra um lugar impossível para a vida por muitas e muitas gerações. Se vivermos o momento presente com a mente alerta, saberemos o que fazer e o que não fazer, e tentaremos agir contribuindo para a paz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-6674666929302173345?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/6674666929302173345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=6674666929302173345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6674666929302173345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6674666929302173345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/03/arte-de-viver-em-plena-conscincia.html' title='A Arte de viver em Plena Consciência'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-4280586724165031760</id><published>2007-03-07T17:18:00.000-08:00</published><updated>2007-09-17T17:02:39.218-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensinamentos Sobre o Amor'/><title type='text'>Meditação Amorosa</title><content type='html'>Meditação adaptada pelo Ven. Nhat Hanh do texto Visuddhimagga, escrito por Buddhagosa em 430 d.C. - texto tradicional theravada.&lt;br /&gt;Esta meditação deve ser praticada da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;primeiro, a recitação na primeira pessoa, referindo-se a si mesmo&lt;br /&gt;segundo, a recitação em terceira pessoa, referindo-se à pessoas que lhe são indiferentes (se possível substituir o "ele/ela" pelo nome)&lt;br /&gt;terceiro, a recitação em terceira pessoa, referindo-se à pessoas amadas e bem quistas (se possível substituir o "ele/ela" pelo nome)&lt;br /&gt;quarto, a recitação em terceira pessoa, referindo-se à pessoas que lhe tenham causado sofrimento (se possível substituir o "ele/ela" pelo nome)&lt;br /&gt;quinto, recitar em segunda pessoa, referindo-se a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meditação amorosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu possa estar em paz, feliz e leve de corpo e de espírito&lt;br /&gt;Que possa viver em segurança e livre de males&lt;br /&gt;Que que eu possa estar livre da raiva, das aflições, medos e ansiedades&lt;br /&gt;Que eu possa aprender a me olhar com olhos de compreensão e amor&lt;br /&gt;Que eu possa reconhcer e tocar as sementes de alegria e felicidade que existem em mim&lt;br /&gt;Que eu possa aprender a identificar as fontes de raiva, cobiça e ilusão que existem em mim&lt;br /&gt;Que eu possa alimentar as sementes de alegria em mim todos os dias&lt;br /&gt;Que eu possa ser sereno, firme e livre&lt;br /&gt;Que eu possa estar livre do apego e da aversão sem me tornar indiferente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ele/ela possa estar em paz, feliz e leve de corpo e de espírito&lt;br /&gt;Que ele/ela possa viver em segurança e livre de males&lt;br /&gt;Que ele/ela possa estar livre da raiva, das aflições, medos e ansiedades&lt;br /&gt;Que ele/ela possa aprender a se olhar com olhos de compreensão e amor&lt;br /&gt;Que ele/ela possa reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade que existem em si mesmo(a)&lt;br /&gt;Que ele/ela possa aprender a identificar as fontes de raiva, cobiça e ilusão que existem em si mesmo(a)&lt;br /&gt;Que ele/ela possa alimentar as sementes de alegria em si mesmo(a) todos os dias&lt;br /&gt;Que ele/ela possa ser sereno, firme e livre&lt;br /&gt;Que ele/ela possa estar livre do apego e da aversão sem se tornar indiferente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;voltar para &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com"&gt;interserblog.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-4280586724165031760?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/4280586724165031760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=4280586724165031760' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/4280586724165031760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/4280586724165031760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/03/meditao-amorosa.html' title='Meditação Amorosa'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-3833532512081389995</id><published>2007-03-05T14:51:00.000-08:00</published><updated>2007-10-19T13:59:22.719-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paramitas'/><title type='text'>A Sexta Porta: Sabedoria / Prajña</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sabedoria&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;O Sutra &lt;i&gt;Prajña-paramita&lt;/i&gt; descreve a perfeição da sabedoria, &lt;i&gt;prajña-paramita&lt;/i&gt;, como "as asas de um pássaro pode levar você para bem longe". É a fundação e a chave para a realização de todas as &lt;i&gt;paramitas&lt;/i&gt;. Com este tipo de compreensão podemos praticar a doação, a plena consciência, a inclusividade, diligência e a meditação de maneira perfeita. Sem &lt;i&gt;prajña-paramita,&lt;/i&gt;a perfeição das outras &lt;i&gt;paramitas&lt;/i&gt; é impossível - sem asas você não pode ir longe.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;No último capítulo aprendemos como a compreensão está presente na prática da meditação. Praticamos &lt;i&gt;dhyana&lt;/i&gt; para produzir o insight da impermanência e do não eu na nossa vida cotidiana. Impermanência e não eu pertencem à dimensão histórica da realidade. Tudo é impermanente, tudo é sem uma existência separada. É somente quando tocamos profundamente a impermanência e o não eu, características da dimensão histórica, que somos capazes de tocar a dimensão última, o &lt;i&gt;nirvana&lt;/i&gt;. Assim, quando a nossa prática de &lt;i&gt;dhyana &lt;/i&gt;é informada por &lt;i&gt;prajña&lt;/i&gt; conseguimos tocar o &lt;i&gt;nirvana&lt;/i&gt; no interior da impermanência e do não eu. Nós nos damos conta de que não existe separação entre a dimensão histórica e a dimensão última. Isto é &lt;i&gt;prajñaparamita&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;A prática da inclusividade significa que você tem a capacidade de aceitar e abarcar tudo - incluindo doenças, velhice e morte. Quando você traz o elemento de &lt;i&gt;prajña&lt;/i&gt; para sua vida diária, mantendo o insight da impermanência e do não eu vivos em cada momento, você consegue tocar a base última do não nascimento e da não morte. Que é o mesmo que tocar o &lt;i&gt;nirvana&lt;/i&gt;. E quando você consegue tocar a dimensão última, torna-se muito fácil aceitar e abraçar o nascimento e a morte, manifestação e não manifestação. É impossível praticar a inclusividade sem &lt;i&gt;prajña, &lt;/i&gt;insight sobre a dimensão última, &lt;i&gt;nirvana&lt;/i&gt;. Uma criança não fica triste quando um arranjo particular de cores e padrões no caleidoscópio desaparece, por que ela sabe que outra manifestação maravilhosa irá aparecer. Impermanência e não eu são simplesmente as voltas do caleidoscópio, onde uma manifestação logo abre caminho a outra.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;Quando trouxermos &lt;i&gt;prajña-paramita&lt;/i&gt; para a nossa prática de outras &lt;i&gt;paramitas&lt;/i&gt;, então poderemos realmente aperfeiçoá-las. Teremos levado os ensinamentos dos &lt;i&gt;bodhisattvas&lt;/i&gt; do Sutra do Lótus para o nosso dia-a-dia. A perfeição de &lt;i&gt;dana&lt;/i&gt; é dar de maneira completamente livre da noção de que existe uma separação entre o doador, o objeto e recebedor. Esta é uma prática muito profunda, e &lt;i&gt;prajña&lt;/i&gt; está na sua base. Dar perfeitamente, &lt;i&gt;dana-paramita&lt;/i&gt;, pode acontecer somente sobre o solo da perfeita compreensão, &lt;i&gt;prajña-paramita&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;Podemos trazer o elemento de prajña para qualquer prática, como reverenciar. A tradição budista tem este belo gatha: "Aquele que reverencia e aquele que é reverenciado são perfeitamente vazios". Como podemos entender isso? Sabemos que o Buda é feito de elementos não Buda, incluindo nós mesmos. E você é feito de elementos não você, incluindo o elemento Buda. Este insight acerca da natureza do vazio e a natureza vazia do Buda é &lt;i&gt;prajna&lt;/i&gt;. Com esta compreensão poderemos remover as fronteiras entre aquele que reverencia e aquele que é reverenciado. Quando reverencia aquele que é a imagem da perfeição, o absoluto, o Buda, você se vê refletido e consegue reconhecer esta perfeição última em você mesmo. Não existe separação entre você e o objeto de sua reverência, e então você experimenta uma grande conexão com o Buda interior. Se você permanecer inteiramente você e o Buda permancer inteiramente o Buda, um profundo contato e uma profunda comunicação entre vocês não será possível.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;Compreender o vazio das coisas desta maneira é &lt;i&gt;prajña-paramita&lt;/i&gt;, perfeita sabedoria e é a base da nossa prática de reverenciar ou de qualquer outra prática nossa. Quando realizamos a perfeita compreensão na nossa prática das &lt;i&gt;paramitas&lt;/i&gt;, então descobriremos que já somos livres. Compreendendo que o nascimento e a morte são apenas um jogo, um jogo de esconde-esconde entre a dimensão histórica e a dimensão última, tornamo-nos completamente livre do medo. Através do Sutra do Lótus, vemos a possibilidade da compreensão perfeita. Podemos entrar no Grande Veículo do &lt;i&gt;bodhisattvas&lt;/i&gt; e, junto com todos os seres vivos cruzar rumo à margem da libertação.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;Retornar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-3833532512081389995?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/3833532512081389995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=3833532512081389995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/3833532512081389995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/3833532512081389995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/03/sexta-porta-sabedoria-praja.html' title='A Sexta Porta: Sabedoria / Prajña'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-3305057353423611327</id><published>2007-03-05T14:45:00.000-08:00</published><updated>2008-07-10T03:44:39.093-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paramitas'/><title type='text'>A Quinta Porta: Meditação / Samadhi</title><content type='html'>Meditação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dhyana, meditação, é a prática de acalmar-se, concentrar-se e observar profundamente. Meditação deveria ser compreendida, antes de tudo, como cultivo do samadhi, a plena atenção meditativa. Então quando tomamos alguns ensinamentos como os Três Selos do Dharma - Impermanência, Não Eu e Nirvana - como objetos de nossa concentração, eles se tornam insights reais em nossa experiência vivida, não apenas idéias e conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensinamento Budista fundamental da impermanência nos diz que todas as coisas nascem e desparecem, de acordo com suas causas e condições. Nada fica para sempre; nada é permanente, imutável em em si mesmo. Muitos praticantes pensam que entendem perfeitamente bem o ensinamento da impermanência mas, na verdade, não acreditam nele. Temos uma forte tendência a acreditar que permaneceremos a mesma pessoa para sempre e que as pessoas que amamos permanecerão também as mesmas para sempre, mas isso é um tipo de ilusão que nos impede de viver de uma maneira mais consciente e compassiva. Se acreditamos que todos e tudo o que amamos estarão sempre aí, preocupamo-nos pouco em cuidar deles, de estimá-los profundamente bem aqui e agora. Quando perdemos algo ou alguém que amamos, sofremos. Quando ainda a pessoa ou a coisa estava presente em nossa vida, nós não as estimamos, não as apreciamos completamente, por que faltou em nós o insight da impermanência. É muito importante fazer do insight da impermanência o nosso objeto de plena atenção meditativa, por que este insight é um elemento essencial do amor e da solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando conseguimos observar a nós mesmos e as pessoas amadas à luz da impermanência, sabemos o que fazer agora mesmo para trazer alegria para nós e para os outros, por que amanhã pode ser tarde. Quando ficamos com raiva de alguém, é por que nos falta o insight da impermanência e o insight do não eu. Podemos pensar que a felicidade é um assunto individual. Mas quando olhamos profundamente na natureza do interser, vemos claramente que se alguém sofre não há jeito de sermos realmente felizes. Quando estamos com raiva de alguém, sofremos por nossa própria raiva. Quando você puder fazer algo para fazer alguém feliz, para trazer um sorriso à sua face, você sentirá alegria de imediato. Nossa felicidade é feita da felicidade dos outros e o nosso sofrimento também é feito do sofrimento dos outros. Assim, a compreensão da impermanência, não eu e interser nos inspira a fazer tudo o que puder para aliviar o sofrimento e trazer alegria e felicidade para a nossa vida cotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O insight da impermanência não é apenas uma compreensão intelectual. Existe uma grande diferença entre a idéia da impermanência e o insight da impermanência. O ensinamento da impermanência é oferecido apenas para que possamos realizar o insight da impermanência. Nós temos que saber usar esse ensinamento de maneira inteligente para conseguirmos esse insight. Temos que ter cuidado para não sermos apanhados pelo dogma, pela compreensão intelectual da impermanência, não eu e nirvana. Nós temos que conseguir transformar o que aprendemos em insight real e manter esse insight no nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O insight da impermanência pode iluminar cada momento de sua vida. Quando acendemos um fósforo, uma chama é produzida. É por causa do fósforo que a chama é produzida, mas quando a chama se manifesta começa por consumir o fósforo. A noção de impermanência é como um fósforo; o insight da impermanência é a chama. Uma vez que tenhamos recebido o insight não precisamos mais carregar a noção. O insight substitui nossa compreensão conceitual limitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos nos libertar com uma simples noção. Podemos falar sobre isso o quanto pudermos, mas sem insight real não haverá chance em nossas vida e no mundo. Se soubermos como praticar a observação profunda para transformar a nossa noção de impermanência e não eu na chama do insight concreto, esse insight irá iluminar nossa vida cotidiana, momento a momento. Você saberá o que fazer e o que não fazer para trazer bem-estar e felicidade para si mesmo e para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Solidariedade = Compaixão (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retornar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-3305057353423611327?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/3305057353423611327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=3305057353423611327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/3305057353423611327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/3305057353423611327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/03/quinta-porta-meditao-samadhi.html' title='A Quinta Porta: Meditação / Samadhi'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-7087861518656518937</id><published>2007-03-05T14:40:00.000-08:00</published><updated>2007-10-19T14:01:23.276-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paramitas'/><title type='text'>A Quarta Porta: Diligência / Virya</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Diligência&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;A próxima paramita, &lt;i&gt;virya, &lt;/i&gt;é muito frequentemente mal interpretada. Trazer a qualidade da diligência para a nossa prática não quer dizer que tenhamos que se esforçar ao extremo e sofrer bastante. Muitas pessoas pensam que ser um praticante diligente significa ter que praticar meditação sentada por uma ou duas horas ou ter que se sentar o dia inteiro até que sinta dor pelo corpo e pense que isso é bom. Você é capaz de dar duro e, assim, sente-se como um herói. Você pode suportar a dor em seu corpo e em sua mente. Você conseguiu. Sobreviveu a um retiro.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;Isto não é a prática de &lt;i&gt;virya&lt;/i&gt;. Você não precisa sofrer para progredir na prática. A verdadeira diligência, a energia e o esforço saudáveis na nossa prática, nasce da alegria. O ponto principal da prática não é criar mais sofrimento, mas trazer o bem estar, a transformação e a cura. Não estamos praticando somente para atingir um estado melhor no futuro, mas para entrar em contato com a alegria e a paz disponíveis já, em cada momento. Se você praticar com a atitude correta, você se aliviará do sofrimento imediatamente.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;Quando você respira, senta, caminha e observa com plena consciência, você se concentra e com esta concentração você consegue observar profundamente e tocar as maravilhas da vida que estão ao seu redor. O resultado é imediato. Ao inspirar, você é capaz de abraçar a sua dor, sua tristeza, e trazer alívio imediato. Se você continuar a praticar dessa maneira, você continuará a sentir um grande alívio, transformação e alegria. A plena consciência traz muitos tipos de benefícios. Se o objeto de sua plena consciência é algo agradável, sua alegria aumentará. Se o objeto de sua plena consciência for a dor, ela lhe trará alívio. Plena consciência sempre traz consigo a concentração e quando você vive concentrado você consegue ver profundamente no coração da realidade.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;O ensinamento sobre a diligência é esclarecido quando tratamos dos Quatro Esforços Corretos. Estas são quatro práticas que nos ajudam a evitar novas situações de sofrimento e a transformar a sofrimento que temos. De acordo com a psicologia budista, nossa consciência tem a consciência armazenadora na sua base e a consciência mental no nível mais elevado. Na consciência armazenadora existem muitas sementes, saudáveis e não saudáveis. Estas sementes são o resultado das nossas ações passadas e elas podem se manifestar ou permanecer adormecidas, dependendo de como cuidamos delas.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;Assim, a primeira das quatro pŕaticas da diligência é não plantar novas sementes negativas em nossa consciência. Se a semente de um ato não saudável do corpo, da fala ou da mente não tiver sido ainda plantada em você. Não plante. Por exemplo, se você não tem a semente de usufruir das drogas, do álcool ou de outras coisas que perturbam sua saúde e sua estabilidade física e mental, então não se exponha a situações nas quais esta semente possa ser plantada na sua consciência. Este é o primeiro elemento da diligência e temos de usar nossa inteligência e compreensão para praticá-lo.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;A segunda prática da diligência diz respeito ao que fazer com as sementes negativas que já temos. Isto implica em arranjar sua vida diária de modo a que tais sementes não tenham chance de se manifestar e crescer. Temos que praticar uma maneira de viver que não alimente as sementes de raiva, desespero e apego em nós, todos os dias. Criar um ambiente são, saudável para nós e nossas crianças é uma grande tarefa. Temos que criar comunidades onde possamos estar em contato com as maravilhas da vida e onde sejamos rodeados por outros que praticam o viver plenamente consciente, para que as sementes negativas que estão em nós e nossos filhos não sejam irrigadas todos os dias.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;Por vinte anos eu tenho falado acerca da necessidade de criar comunidades de resistência, comunidades de vida consciente que ofereçam uma alternativa aos modos de vida doentios e destrutivos nas quais tantas pessoas estão engajados.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;Estamos sendo constantemente expostos a coisas negativas na sociedade, agredidos dia e noite pelo que vemos e ouvimos. As sementes negativas em nós são aguadas todos os dias e continuam a crescer. É por isso que é tão importante refletir sobre como organizarmos nossas famílias e comunidades para que elas sejam protegidas da constante invasão e agressão do apego, da hostilidade e ilusão. Se não nos protegermos da influência desses venenos, não conseguiremos ajudar e proteger outros, incluindo nossos próprios filhos e pessoas amadas.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;A segunda prática inclui não permitir que as sementes negativas em nós sejam aguadas e se manifestem no nível da consciência mental. Quando elas se manifestam nesse nível, sua base é reforçada. Uma semente que é simplesmente mantida em nossa consciência armazenadora por um longo período, se tornará gradualmente mais fraca. Mas se tiver a chance de se manifestar em nossa consciência mental, então ela continuará a crescer desde a base. Então, temos de praticar diligentemente para não aguar as sementes negativas do desespero, raiva, apego etc.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;A terceira prática da diligência é irrigar as sementes positivas que já estão depositdas na nossa consciência armazenadora. Se essas boas sementes ainda não se manifestaram, praticamos para ajudá-las a se manifestar. Se elas já se manifestaram tentaremos mantê-las o máximo póssível na nossa consciência mental. Repetindo, nosso ambiente é muito importante. Quando nos cercamos de bons amigos, bons irmãos de Dharma e irmãs, eles podem nos ajudar a entrar em contato com as sementes positivas em nossa consciência armazenadora, a irrigá-las e manifestá-las.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;Como isso funciona? Suponha que você comece a sentir com raiva; ao invés de se deixar consumir por essa emoção você ouve uma palestra de Dharma ou conversa com um de seus irmãos ou irmãs de Dharma. Isso pode evitar que a semente de raiva se manifeste completamente e, assim, você pode, ao invés, manifestar bondade amorosa. É como trocar de canal de televisão. Se você encontra o canal correto, você recebe uma boa imagem; e toda a vez que que você vê uma imagem negativa, você muda de canal. Nossa consciência também funciona assim. Existem milhares de canais em nossa consciência e está nas nossas mãos escolher o canal correto, o canal do Buda e dos bodhisattvas, ao invés do canal dos fantasmas famintos.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;A quarta prática da diligência é manter as sementes positivas que se manifestaram para que continuem a se fortalecer e crescer. Quanto mais segurarmos essas sementes na nossa consciência mental, mais fortes elas cresceram na base, na nossa consciência armazenadora. Elas são como convidados maravilhosos que queremos hospedar em nossa consciência armazenadora para que elas tenham a oportunidade de crescer na base. Isso é chamado de transformação na base. E ao mesmo tempo que as sementes saudáveis continuam a crescer, as sementes doentias continuam a se enfraquecer.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;Diligência requer compreensão e outras &lt;i&gt;paramitas&lt;/i&gt; para poder ser praticada melhor, de uma maneira mais efetiva. A prática de &lt;i&gt;shila&lt;/i&gt;, dos treinamentos da plena consciência, é um bom método para criar ambientes saudáveis para nós, nossa família e nossa comunidade, e assim possamos praticar a diligência. Podemos conseguir um bocado de alegria praticando as outras &lt;i&gt;paramitas&lt;/i&gt;, ainda que muitos de nós pensem que &lt;i&gt;virya-paramita &lt;/i&gt;tem que ser difícil . Assim praticamos duramente, acreditando que esta é a melhor e a mais rigorosa maneira de praticar, mas nossa prática é sem alegria e sofremos. Praticar a diligência dessa maneira não irá nos trazer bons resultados, não importa o quanto dermos duro. É por isso que nossa prática deve ser informada por &lt;i&gt;prajna&lt;/i&gt;, compreensão. Com os elementos da compreensão nossa prática trará bastante alívio e alegria rapidamente, será de cura e transformação e isso encorajará você a ser mais diligente na sua prática.&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal" align="justify"&gt;Retornar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-7087861518656518937?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/7087861518656518937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=7087861518656518937' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/7087861518656518937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/7087861518656518937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/03/quarta-porta-diligncia-virya.html' title='A Quarta Porta: Diligência / Virya'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-5588863809980254561</id><published>2007-03-02T14:46:00.000-08:00</published><updated>2008-07-10T03:45:33.167-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Coração da Compreensão'/><title type='text'>Feliz Continuação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Feliz Continuação&lt;br /&gt;(Capítulo do livro "O Coração da Compreensão")&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Thich Nhat Hanh&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Ouça, Shariputra, todos os darmas trazem a marca da vacuidade. Eles não são produzidos, nem destruídos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Darmas” , aqui, significa “coisas”. Um ser humano é um “darma”. Uma árvore é um darma. Tudo que pode ser concebido é um darma. Assim, quando dizemos “Todos os darmas estão marcados pela vacuidade”, estamos dizendo que todas as coisas têm a vacuidade como sua própria natureza. E é por isso que elas podem existir. Há um bocado de alegria nesta afirmação. Significa que nada pode nascer, nada pode morrer. Avalokita* disse algo extremamente importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias em nossa vida, vemos nascimento e vemos morte. Quando uma pessoa nasce, uma certidão de nascimento é impressa para ela. Depois que morre, um atestado de óbito é feito para que seja enterrada. Estes certificados confirmam a existência do nascimento e da morte. Mas Avalokita disse, “Não, não há nascimento e morte.” Nós precisamos olhar mais profundamente para vermos se sua afirmação é verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual foi a data em que você nasceu, sua data de nascimento? Antes desta data você já existia? Você já estava lá antes de nascer? Deixe-me ajudá-lo. Nascer significa: de nada você se tornou alguma coisa. Minha pergunta é: antes de você nascer, você já estava lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine uma galinha prestes a pôr um ovo. Antes dela “dar à luz”, você acha que o ovo já estava lá? Sim, é claro. Estava lá dentro. Você também estava dentro antes de estar do lado de fora. Isto quer dizer que antes de você nascer, você já existia - dentro da sua mãe. O fato é que se algo já está lá, não precisa nascer. Nascer significa que do nada você vem a ser alguma coisa. Se você já é algo, o que adianta nascer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a sua assim chamada data de nascimento é, na verdade, o seu dia da continuação. Na próxima vez que você comemorar aniversário você pode dizer “Feliz Dia da Continuação”. Eu penso que nós podemos ter um conceito melhor de quando nascemos. Se voltarmos nove meses, ao momento de nossa concepção, teremos uma data mais adequada para colocar em nossas certidões de nascimento. Na China, e também no Vietnam, quando alguém nasce, já é considerado como tendo um ano de idade. Assim, dizemos que começamos a existir no momento da nossa concepção no útero da nossa mãe, e escrevemos aquela data em nossa certidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a questão permanece: Mesmo antes daquela data, você existia ou não? Se você disser “Sim”, penso que você estará correto. Antes da sua concepção, você já estava lá, talvez metade em seu pai, metade em sua mãe. Isto porque do nada nunca poderíamos vir a ser alguma coisa. Você pode citar algo que alguma vez foi um nada? Uma nuvem? Você pensa que uma nuvem pode nascer do nada? Antes de se tornar uma nuvem, ela era água, talvez fluindo como um rio. Não era um nada. Você concorda?&lt;br /&gt;Nós não podemos conceber o nascimento de coisa alguma. Há apenas continuação. Por favor, olhe para trás ainda além e você verá que você não somente existia no seu pai e na sua mãe, mas você também existia em seus avós e seus bisavós. Quando eu olho mais profundamente, eu vejo que, numa vida anterior, eu fui uma nuvem. Isto não é poesia, isto é ciência. Porque eu digo que numa vida anterior eu fui uma nuvem? Porque ainda sou uma nuvem. Sem a nuvem, eu não posso estar aqui. Eu sou a nuvem, o rio, e o ar neste exato momento, e assim eu sei que no passado fui uma nuvem, um rio e o ar. E eu fui uma rocha. Eu fui os minerais na água. Isto não é uma questão de crença na reencarnação. Isto é a história da vida na terra. Nós já fomos gás, raios de sol, água, fungos e plantas. Nós já fomos seres unicelulares. O Buda disse que numa de suas vidas prévias ele tinha sido uma árvore. Ele fora um peixe e um cervo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de superstição. Cada um de nós já foi uma nuvem, um cervo, um pássaro, um peixe, e continuamos a ser estas coisas, não apenas em vidas anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é este o caso, de jeito nenhum, com o nascimento. Nada pode nascer e, também, nada pode morrer. Foi isto o que disse Avalokita. Você acha que uma nuvem pode morrer? Morrer significa que de alguma coisa você se tornou nada. Você acha que nós podemos fazer de alguma coisa um nada? Vamos voltar para a nossa folha de papel. Nós podemos ter a ilusão de que para destruí-la basta acendermos um fósforo e queimá-la. Mas, se nós queimamos uma folha de papel, parte dela virará fumaça e a fumaça subirá e continuará a existir. O calor produzido na combustão do papel irá entrar no cosmos e penetrar outras coisas, pois o calor será a próxima vida do papel. As cinzas formadas se tornarão parte do solo e a folha de papel, em sua próxima vida, poderá ser uma nuvem e uma rosa ao mesmo tempo. Nós temos de estar muito cuidadosos e atentos para percebermos que esta folha de papel nunca nasceu, e que ela nunca morrerá. Ela poderá assumir outras formas de ser, mas não somos capazes de transformá-la em um nada absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é assim, mesmo você e eu. Nós não estamos sujeitos ao nascimento e à morte. Um mestre Zen poderia dar a um estudante um tema de meditação do tipo: “Como era seu rosto antes dos seus pais nascerem?” Este é um convite para partir na jornada do reconhecimento de si mesmo. Se você se sair bem, você poderá ver as suas vidas prévias bem como as suas vidas futuras. Por favor, lembre-se de que não estamos falando sobre filosofia, nós estamos falando sobre realidade. Olhe para sua mão e pergunte a si mesmo: “Desde quando minha mão tem estado por aí?” Se eu olhar profundamente na minha mão, eu poderei ver que ela tem estado por aí há muito tempo, mesmo mais de 300.000 anos. Eu verei muitas gerações de ancestrais nela, não só no passado, mas no momento presente, ainda vivas. Eu sou apenas a continuação. Eu nunca morri antes. Se eu tivesse morrido mesmo uma única vez, como a minha mão poderia estar aqui ainda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cientista francês Lavoisier, disse: “Nada é criado e nada é destruído”. É exatamente o mesmo que diz o Sutra do Coração. Mesmo os melhores cientistas contemporâneos não podem reduzir algo tão pequeno como um grão de poeira ou um elétron ao nada. Uma forma de energia só pode se transformar em outra forma de energia. Uma coisa nunca pode se tornar nada, e isto inclui o grão de poeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usualmente, dizemos que os seres humanos vieram do pó e ao pó voltarão, e isto não soa muito reconfortante. Nós não queremos retornar ao pó. Há uma discriminação aqui de que os humanos são muito valiosos e que pó não tem qualquer valor. Mas, os cientistas nem mesmo sabem o que é um grão de pó! É ainda um mistério. Imagine um átomo daquele grão de pó, com elétrons viajando em torno do núcleo a 290.000 km por segundo. É muito excitante. Retornar ao grão de pó será uma aventura extremamente excitante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes nós temos a impressão de que compreendemos o que é um grão de poeira. Chegamos mesmo a fingir que compreendemos um ser humano - um ser humano que nós dizemos que retornará ao pó. Pelo fato de vivermos com alguém por 20 ou 30 anos, nós temos a impressão de que sabemos tudo sobre esta pessoa. Então, enquanto dirigimos o carro com aquela pessoa sentada ali bem ao nosso lado, nós pensamos sobre outras coisas. Não estamos mais interessados nela. Quanta arrogância! A pessoa sentada ali, ao nosso lado, é na verdade um mistério! Temos apenas a impressão de conhecê-la, mas não sabemos nada ainda. Se olharmos com os olhos de Avalokita, veremos que mesmo um fio de cabelo daquela pessoa é o cosmos inteiro. Um fio de cabelo na cabeça dela pode ser a porta que se abre para a realidade última. Um grão de poeira pode ser o Reino dos Céus, a Terra Pura. Quando você entender que você, o grão de poeira e todas as coisas intersão, você compreenderá que assim é. Nós devemos ser humildes. “Dizer que você não sabe (ou não conhece) é o começo do conhecimento”, reza um provérbio Chinês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia de outono, eu estava num parque absorto na contemplação de uma folha muito pequena, mas muito bonita, com a forma de um coração. Sua coloração era quase vermelha e ela estava mal dependurada no galho, quase pronta para cair. Eu passei um longo tempo com ela, e fiz a ela uma porção de perguntas. Eu descobri que a folha tinha sido uma mãe para a árvore. Geralmente, nós imaginamos que a árvore é a mãe e que as folhas são como que filhos, porém enquanto olhava para a folha eu vi que ela é também uma mãe para a árvore. A seiva que as raízes absorvem constitui-se apenas de água e minerais, não suficientemente boas para nutrir a árvore, assim ela distribui a seiva para as folhas. E as folhas assumem a responsabilidade de transformar esta seiva bruta em seiva elaborada e, com a ajuda do sol e do ar, remetê-la de volta para a nutrição da árvore. Portanto, as folhas são também uma mãe para a árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como a folha está ligada à árvore através de uma haste, a comunicação entre elas é fácil de ver.&lt;br /&gt;Nós não temos mais uma haste ligando-nos a nossa mãe, mas quando estávamos no seu útero, nós tínhamos uma haste muito longa, um cordão umbilical. O oxigênio e a nutrição que necessitávamos vinha a nós através daquela haste. Infelizmente no dia que chamamos de nosso aniversário, ela foi cortada e nós recebemos a ilusão de que somos independentes. Isto é um engano. Nós continuamos a depender de nossa mãe por um tempo muito longo, e também tivemos muitas outras mães. A Terra é a nossa mãe. Nós temos muitíssimas hastes ligando-nos à nossa mãe Terra. Há uma haste ligando-nos com a nuvem. Se não houver nuvem, não haverá água para bebermos. Nós somos feitos de pelo menos setenta por cento de água e a haste entre a nuvem e nós está realmente ali. Este também é o caso com o rio, a floresta, o lenhador e o agricultor. Há centenas de milhares de hastes ligando-nos a todas as coisas no cosmos, e conseqüentemente nós podemos existir. Você vê o elo entre você e eu? Se você não estiver aí, eu não estarei aqui. Isto é certo. Se você ainda não vê isto, olhe mais profundamente e tenho certeza de que você vai ver. Como eu disse, isto não é filo sofia. Você realmente tem de ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu perguntei à folha se ela estava assustada por ser outono e todas as outras folhas estarem caindo. A folha respondeu-me: “Não. Durante toda primavera e verão eu estive muito viva. Eu trabalhei duro e ajudei a nutrir a árvore, e muito de mim está na árvore. Por favor, não diga que eu sou apenas esta forma, pois a forma de folha é somente uma pequeníssima parte de mim. Eu sou a árvore toda. Eu sei que já estou dentro da árvore e, quando voltar para o solo, continuarei a nutri-la. Por isto é que eu não me preocupo. Assim que deixar este ramo e flutuar até o chão, acenarei para a árvore e direi a ela: Eu verei você novamente muito em breve!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, eu vi um tipo de sabedoria muito semelhante ao contido no Sutra do Coração. Você tem de ‘ver' a vida. Você não deveria dizer, vida da folha, mas sim falar apenas da vida na folha e vida na árvore. Minha vida é apenas Vida, e você pode vê-la em mim e na árvore. Naquele dia, havia uma brisa soprando e, após algum tempo, eu vi a folha deixar o ramo e descer flutuando até o solo, dançando alegremente, porque, enquanto flutuava, ela já se via ali, na própria árvore. Eu fiquei muito feliz. Eu cumprimentei-a inclinando minha cabeça. Eu sabia que tínhamos bastante a aprender com a folha porque ela não tinha medo - ela sabia que nada pode nascer e que nada pode morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nuvem no céu também não ficará assustada. Quando a hora chegar, a nuvem se transformará em chuva. É divertido virar chuva, cair fazendo barulho, e incorporar-se ao Rio Mississipi, ou ao Rio Amazonas, ou ao Rio Mekong, ou cair sobre os vegetais e, mais adiante, tornar-se parte de um ser humano. É uma aventura muito excitante. A nuvem sabe que, se cair sobre a terra, ela poderá tornar-se parte do oceano. Então, a nuvem não está assustada. Somente os seres humanos ficam assustados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma onda do oceano tem um começo e um fim, um nascimento e uma morte. Mas, Avalokitesvara nos diz que a onda é vazia. A onda é cheia de água, mas é vazia de um ‘self' separado. Uma onda é uma forma que foi tornada possível graças à existência do vento e da água. Se uma onda vê apenas a sua forma, com seu início e fim, ela terá medo do nascimento e da morte. Porém, se a onda vê que ela é água, identifica-se com a água, então ela ficará emancipada do nascimento e da morte. Cada onda nasce e irá morrer, mas a água está livre de nascimento e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era uma criança, costumava brincar com um caleidoscópio. Eu pegava um tubo com alguns cacos de vidro, girava um pouco, e tinha muitas visões maravilhosas. Cada vez que fazia um pequeno movimento com meus dedos, uma imagem desaparecia e outra surgia. Eu não chorava de modo algum quando o primeiro espetáculo desaparecia porque eu sabia que nada havia se perdido. Uma outra bela imagem sempre se seguia. Se você for a onda e se tornar um com a água olhando para o mundo com os olhos da água, então você não sentirá medo de subir e descer, subir e descer... Mas, por favor, não se satisfaça com mera especulação ou apenas com o que estou dizendo. Você mesmo precisa entrar, provar, ser um com todas as coisas. Isto pode ser feito através da meditação, não apenas na sala de meditação, mas ao longo de sua vida diária. Enquanto você cozinha uma refeição, arruma a casa, enquanto sai para caminhar, você pode olhar para as coisas e tentar vê-las na natureza da vacuidade. Vacuidade é uma palavra otimista; não é pessimista, absolutamente. Quando Avalokita, em sua profunda meditação sobre a Perfeita Compreensão, foi capaz de ver a natureza da vacuidade, repentinamente ele sobrepujou todo o medo e dor. Eu tenho visto pessoas morrerem muito pacificamente, com um sorriso, porque elas vêem que nascimento e morte são apenas ondas na superfície do oceano, ou apenas o espetáculo no caleidoscópio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, você vê que há muitas lições que podemos aprender com a nuvem, a água, a onda, a folha e o caleidoscópio; e com tudo o mais que há no cosmos, também. Se você olhar cuidadosamente para qualquer coisa, profundo o suficiente, você descobrirá o mistério do interser e, assim que você tenha visto isso, nunca mais estará sujeito ao medo - medo do nascimento, ou da morte. Nascimento e morte são apenas idéias que temos em nossas mentes, e estas idéias não podem ser aplicadas à realidade. É exatamente o que ocorre com a idéia de “acima” e “abaixo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós estamos muito seguros de que quando apontamos com a mão para o alto é “acima”, e quando na direção oposta é “abaixo”. O céu é acima, o inferno é abaixo. Mas, as pessoas que, neste exato momento, estão sentadas do outro lado do planeta deverão discordar, porque a idéia de acima e abaixo não se aplica ao cosmos, exatamente como a idéia de nascimento e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, por favor, continue a olhar para trás e você verá que você sempre esteve aqui. Vamos olhar juntos e penetrar na vida de uma folha, até nos tornarmos um com ela. Vamos penetrar e ser um com a nuvem, ou com a onda, até compreedermos a nossa própria natureza como água e ficarmos livres do nosso medo. Se olharmos bem profundamente, nós transcenderemos nascimento e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã eu continuarei a existir. Mas você terá de estar muito atento para me ver. Eu serei uma flor, ou uma folha. Eu estarei nestas formas e direi “Alô!” para você. Se você estiver suficientemente atento, você vai me reconhecer; e você poderá me cumprimentar. Eu ficarei muito feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Avalokita - o Bodhisattva da Solidariedade, às vezes representado como um ser de mil braços. Dependendo da tradição, pode ter uma imagem masculina ou feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Solidariedade = Compaixão (Ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retornar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-5588863809980254561?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/5588863809980254561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=5588863809980254561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/5588863809980254561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/5588863809980254561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/03/feliz-continuao.html' title='Feliz Continuação'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-759541072039837399</id><published>2007-02-26T16:07:00.000-08:00</published><updated>2008-07-10T03:46:21.774-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paramitas'/><title type='text'>A Terceira Porta: Inclusividade / Kshanti</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palavra sânscrita &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kshanti&lt;/span&gt; é frequentemente traduzida por "paciência" ou "tolerância", mas essas palavras não espelham o verdadeiro significado desta paramita. Paciência implica que você tem que sofrer um pouco para se tornar capaz de aceitar algo. Se observarmos o caractere chinês para Kshanti, vemos que na parte inferior está o caractere para "coração" e que na parte superior existe um traço que se parece com uma faca, algo afiado que é difícil de manejar. Esta é a expressão gráfica do verdadeiro significado que está na sua raiz, "inclusividade que a tudo abraça". Se o nosso coração for largo e aberto o suficiente, poderemos aceitar a coisa afiada e isso não nos incomodará. Só sentimos algo como não prazeiroso ou pertubador quando nosso coração é demasiado pequeno. Se nosso coração é largo o suficiente, podemos estar bem confortáveis, podendo abraçar algo afiado e difícil sem nos ferirmos. Assim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kshanti&lt;/span&gt; é uma qualidade do ser que não traz sofrimento; na realidade, permite-nos escapar àquele tipo de sofrimento que experimentamos quando temos um coração estreito demais. Se o nosso coração for grande o suficiente, não sofriremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Buda nos ofereceu uma linda ilustração deste princípio. Suponhamos que você tivesse um punhado de sal e você o jogasse numa tigela d'água e mexesse. Agora a água na tigela é salgada demais para beber. Mas se você jogar aquele punhado de sal num rio, a água não se tornará salgada e as pessoas poderão continuar abeber dessa água. Quando você é apenas uma tigela d'água, você sofre. Mas quando se transforma num rio, você não sofre mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o nosso coração permanecer estreito sofreremos profundamente com todas as dificuldades que encontrarmos na vida - calor, frio, enchentes, bactérias, doenças, velhice, morte, pessoas teimosas, pessoas cruéis. Mas através da prática de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kshanti&lt;/span&gt; poderemos abraçar tudo e não teremos de sofrer. Um coração estreito não pode aceitar muito, não pode absorver e abarcar tudo, cada dificuldade que surgir. Mas um coração expansivo e aberto poderá facilmente aceitar tudo e você não terá que sofrer mais. Aperfeiçoar a prática de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kshanti&lt;/span&gt; consiste em, continuamente, tornar seu coração cada vez mais amplo, para que você possa aceitar e abraçar tudo. Este é o poder e o milagre do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós tem de se perguntar, qual é o tamanho do meu coração? Como eu posso fazer com que meu coração cresça e se torne cada vez maior todos os dias? A prática da inclusividade é baseada na prática da compreensão, solidariedade e amor. Se você praticar olhando profundamente para entender o sofrimento, o néctar da solidariedade irá emergir naturalmente do seu coração. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Maitri&lt;/span&gt;, bondade amorosa, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Karuna,&lt;/span&gt; solidariedade, poderão crescer indefinidamente. Assim, graças á prática do olhar profundo e da compreensão, sua bondade amorosa e sua solidariedade crescerão dia a dia. E com compreensão suficiente e amor você poderá aceitar e abraçar tudo e todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita frequência, em um conflito, achamo que se aqueles no outro lado, aqueles que se opõem a nós ou acreditam em coisas diferentes, parassem de existir, teríamos paz e felicidade. Desse modo podemos estar motivados pelo desejo de aniquilação do outro, de sua destruição ou da remoção de certas pessoas da nossa comunidade ou da sociedade. Mas, observando profundamente, veremos que assim como nós sofremos eles também sofreram. Se realmente quisermos viver em paz, segurança, a salvo, temos que criar uma oportunidade para os que estão no outro lado viver assim também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se soubermos como permitir que o outro lado entre no nosso coração, se tivermos essa intenção, não somente sofreremos menos mas aumentaremos as nossas chances de paz e segurança. Se estivermos motivados pela prática da inclusividade, torna-se muito simples se perguntar, "Qual a melhor maneira de ajudar vocês para que possam gozar de segurança? Por favor, diga-nos". Expressamos nossa preocupação com a segurança deles , com sua necessidade de viver em paz, reconstruir seu país, fortalecer sua sociedade. Quando formos capazes de abordar a situação de conflito dessa maneira, isso poderá nos ajudar bastante a transformar a situação. A base para esta transformação, a primeira coisa que deve acontecer, é mudar por dentro seu próprio coração. Você abre seu coração para incluir o outro lado; você quer dar a eles a chance de viver em paz, do mesmo modo como você deseja a paz para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sociedades e nações que estão reféns do conflito precisam aprender a prática da inclusividade se realmente querem encontrar um caminho para viver junto em paz. O nosso lado pode aceitar o fato de que o outro lado também precisa um lugar pra viver, segurança e estabilidade que poderão garantir uma sociedade pacífica e próspera? Quando observamos profundamente a situação desses outros, veremos que eles são como nós - também querem somente um lugar onde viver em paz e segurança. Compreender nosso sofrimento e nossas próprias esperanças pode levar a entender o sofrimento e as esperanças do outro. Sabemos que se o outro lado não tiver paz e segurança, não será possível para nós ter paz e segurança. Esta é a natureza do interser. Com este insight seremos capazes de abrir nosso coração e abraçar o outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Solidariedade = Compaixão (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retornar para &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-759541072039837399?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/759541072039837399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=759541072039837399' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/759541072039837399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/759541072039837399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/02/terceira-porta-inclusividade-kshanti.html' title='A Terceira Porta: Inclusividade / Kshanti'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-1260674365122631012</id><published>2007-02-12T16:59:00.001-08:00</published><updated>2008-07-10T03:47:08.476-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paramitas'/><title type='text'>A Segunda Porta: Preceitos / Shila</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;i&gt;Shila&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, a segunda &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Paramita&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; são as claras e simples linhas gerais para o comportamento ético no dia-a-dia de nossa vida. “Eu me comprometo a ouvir profundamente, com &lt;/span&gt;solidariedade&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, seu sofrimento”. Isto é &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Shila&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. “Comprometo-me a falar com você com a linguagem da bondade amorosa”. Isto é &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Shila&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. “Eu me comprometo a proteger e preservar a vida”. Isto é &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Shila&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. Os Cinco Treinamentos da Plena Consciência, os preceitos básicos do Budismo, são um fundamento essencial para a prática das outras paramitas (2). Quando você pratica &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Shila, &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;quando você mostra auto-disciplina e plena consciência em palavras e ações, você ganha bastante credibilidade. Porque existe uma harmonia entre suas palavras e ações, as pessoas tem confiança e fé em você, e com o apoio dessa confiança, você será capaz de trazer muitas coisas boas. Em Plum Village, apresentamos esses treinamentos de uma forma não sectária, com nenhuma terminologia especificamente budista, por que sabemos que eles têm valor universal. Elementos dessas diretrizes éticas de vida existem em todas as tradições. As palavras podem ser diferentes, mas a essência é a mesma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;Se soubermos como aplicar os Cinco Treinamentos da Plena Consciência individualmente, coletivamente e internacionalmente, então a paz na Terra se tornará uma realidade. Os treinamentos nos lembram de consumir com plena consciência e evitar fazermos coisas que possam ferir nosso corpo ou nossa mente. Eles nos ajudam a evitar ferirmos os outros e usarmos o tipo de linguagem que causa a desarmonia, a divisão e faz surgir o sofrimento. A prática de &lt;i&gt;Shila&lt;/i&gt; nos ajuda a manter a segurança e o bem-estar de nós mesmos e dos outros e é um caminho para um maior compreensão e solidariedade.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;Seria maravilhoso se nossos governos refletissem ese tipo de intenção e incorporassem essas diretrizes de conduta ética. Tudo o que nós fazemos, toda esfera da atividade humana pode ser dirigida para apoiar as condições que proporcionem a segurança e o bem-estar para a nação inteira e para o planeta inteiro. Quando nos alinhamos com este caminho, naturalmente ganhamos autoridade e confiança e estaremos em posição de abrir qualquer porta. Quando outros olharem para nós, saberão que o nossa caminho é o caminho da paz e da inclusibilidade e eles não hesitarão em se juntar a nós e se tornar nossos companheiros no caminho.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;Aperfeiçoar a prática de &lt;i&gt;Shila-Paramita &lt;/i&gt;não leva a vida toda. No exato momento em que tivermos a determinação de viver de acordo com esses treinamentos e práticas, alegria, cura e transformação se tornarão possíveis imediatamente. Suponhamos que você tenha um problema com comida - talvez você frequentemente coma mais do que realmente precisa e isso trouxe para você muitas dificuldades e sofrimento. você poderá ir em refúgio do treinamento relativo à alimentação e a outros tipos de consumo, o Quinto Treinamento da Plena Consciência. Você poderia começar por se comprometer a não comer senão com sua família ou com sua comunidade. No momento em que você se compromete na presença de outros membros da sua família ou entre os membros da sua comunidade a não comer fora dos horários das refeições regulares, imediatamente você se sentirá uma grande corrente de energia e apoio. Tomar refúgio no apoio de uma comunidade nos permite manter os preceitos muito mais facilmente.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;Quando praticamos a plena consciência de nossas ações no contexto de uma família ou de uma comunidade espiritual recebemos apoio, ajuda e encorajamento. Mas vivendo ou não em comunidade, se nossa vida é plena de alegria e cheia de atividades significativas e saudáveis, então não nos sentiremos como se vivêssemos no vácuo. Quando as pessoas comem habitualmente, sem plena consciência, é frequentemente por que se sentem vazias por dentro; existe muita solidão e depressão nos seus corações e mentes. Cantar, ouvir a palestras de Dharma, praticar a meditação andando, praticar yoga e engajar-nos em outras atividades sadias que trazem a calma, o relaxamento e a alegria, quer individual quer coletivamente, nos dá muita energia positiva e, assim, não sentimos necessidade de comer demais ou compulsivamente. A prática de &lt;i&gt;Shila&lt;/i&gt; é um tipo de proteção para nós, que nos ajuda a nos manter num caminho de saúde e bem estar e evitar ações inábeis e levianas que levam ao sofrimento, não somente ao nosso sofrimento mas ao de todos à nossa volta.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;Assim podemos ver que o elemento de &lt;i&gt;Dana &lt;/i&gt;está presente na prática de &lt;i&gt;Shila&lt;/i&gt;. Nossa prática dos treinamentos da plena consciência é um grande presente para nossos pais, nossos filhos, aqueles que amamos, os amigos, nossa comunidade e para o mundo. Praticar a &lt;i&gt;Shila&lt;/i&gt; significa viver de um modo saudável, plenamente consciente, expressando nosso amor, preocupação e compreensão em cada coisa que fazemos na nossa vida diária, e isso é um grande presente para todos à nossa volta, para nossa nação e para a Terra. Você contribuirá enormemente para a estabilidade e o bem-estar do mundo vivendo de acordo com os treinamentos da plena consciência.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;A prática de &lt;i&gt;Shila &lt;/i&gt;também é baseada em &lt;i&gt;Prajña&lt;/i&gt;. Os treinamentos da plena consciência não são algo imposto a nós por um deus ou mestre mas o resultado de nosso próprio despertar. Consciente da destruição que está em curso no mundo, consciente dos danos do consumismo que está desperdiçando os recursos do mundo e causando muito sofrimento a muitas pessoas em todo o mundo nós nos tornamos naturalmente motivados a viver desse modo como meio de proteger e preservar a vida. Um modo de vida ético e plenamente consciente emerge naturalmente do nosso despertar, da nossa compreensão e do nosso amor. Quando o despertar e o amor forem fortes em você, você não sentirá dificuldades em viver de acordo com esses preceitos. Você não precisará sentir que você &lt;i&gt;tem&lt;/i&gt; que praticar os treinamentos da plena consciência; mas, antes, você sentirá prazer em praticá-los. Você se tornará uma pessoa responsável bastante de maneira bastante rápida e facilmente, por que a sabesoria e o amor criaram raízes em você. Quando amarmos realmente, quando cuidarmos realmente, quando realmente despertarmos e pudermos ver na natureza do interser, então a prática de &lt;i&gt;Shila&lt;/i&gt; não requerirá nenhum esforço especial e será aperfeiçoada de maneira fácil e natural.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;Durante anos alguns centros de prática budista na América e na Europa se viram mergulhados em crise por causa de acontecimentos relativos a má conduta sexual e a abuso de poder por parte de seus líderes. Mais recentemente, muitos escândalos envolvendo abuso sexual de crianças por padres católicos foram revelados, surtindo efeitos devastadores na comunidade católica. Esses tipos de situação só podem ocorrer onde faltam plena consciência e compreensão. Tais comportamentos são uma violação dos preceitos. As relações sexuais entre as pessoas em uma comunidade religiosa tem o poder de destruir as vidas de muitas pessoas, especialmente as crianças. Porque um mestre religioso ou um líder age assim, violando seus votos sagrados e causando tantos danos e sofrimento aos outros? A raiz causa de tais ações danosas é uma profunda falta de compreensão e solidariedade.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;Um mestre que realmente aperfeiçoou a prática dos preceitos não encontrará dificuldades em evitar relações sexuais com um de seus discípulos. Isto não significa que eles não amem seus estudantes; pelo contrário, é precisamente por que eles amam seus discípulos que eles se abstêm desses atos. Por que eu amo vocês, desejo protegê-los e quero que vocês tenham sucesso em seu caminho de realização que eu pratico os preceitos. Plena consciência do amor, atenção e compreensão são os elementos que nos protegem e nos ajudam a praticar &lt;i&gt;Shila&lt;/i&gt; perfeitamente. Com amor e compreensão não precisamos de muito esforço, mas nossa prática dos preceitos se aperfeiçoará. Praticar &lt;i&gt;Shila&lt;/i&gt; com muita luta e esforço, com auto-recriminação e severidade, não é correto. Somente na presença de compreensão e amor em nós mesmos conseguiremos fazer as escolhas corretas e praticar um meio de vida pleno e compassivo de maneira natural e sem esforço.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;PS: Solidariedade = Compaixão (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;retornar para &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-1260674365122631012?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/1260674365122631012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=1260674365122631012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/1260674365122631012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/1260674365122631012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/02/2-porta-preceitos-shila.html' title='A Segunda Porta: Preceitos / Shila'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-458722608256871081</id><published>2007-01-25T15:24:00.000-08:00</published><updated>2008-07-10T03:47:55.309-07:00</updated><title type='text'>Uma Lição para Rahula</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Retirado de uma Palestra de Dharma dada em Plum Village em 23 de julho 1996 - Be Like The Earth&lt;br /&gt;(Traduzido por Samuel Cavalcante)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Rahula é o nome do filho do Buda. Poucos anos depois de atingira Iluminação, o Buda voltou à sua terra natal, Kapilavastu, e visitou sua família, sendo recebido pelo Rei Suddhodana, seu pai.Voltou com muitos de seus discípulos - todos monges (àquela altura ainda não existiam monjas) - e ofereceu uma linda palestra de Dharma a seu pai no interior do palácio. A palestra foi assistida por muitas pessoas bem informadas do governo e das famílias dos nobres, incluindo muitos dos seus amigos de outrora - Siddhartha tinha muitos amigos antes de deixar seu lar e se tornar monge. Naquela época, seu filho Rahula contava com oito anos e ainda sentia falta do pai. E foi por isso que, quando o Buda voltou para seu abrigo, na vizinhança de Kapilavastu, na companhia dos seus monges, Rahula quis acompanhá-lo. Rahula amou a presença e a companhia do Buda e não quis mais voltar para casa, queria morar num monastério. Até que um dia ele disse, "Buda, quero viver com você, não quero voltar pra casa". Buda então disse, "Ok" e pediu a seu discípulo Shariputra para ordenar Rahula como noviço. O avô ficou furioso. Seu filho se tornou um monge e agora seu neto era ordenado como noviço! Mas o pequeno Rahula estava muito feliz vivendo próximo ao Buda e praticava muito bem junto com o resto da comunidade de monges. Quando Rahula completou dezoito anos, o Buda ofeceu-lhe um lindo discurso sobre o Dharma e eu gostaria de compartilhar este discurso com vocês. O venerável Shariputra estava lá, em pé, bem atrás do Buda e ouviu e recebeu aquele discurso de maneira muito profunda - e o praticou também de maneira profunda, mesmo que ele tivesse sido dado a um monge muito novo, Rahula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa palestra o Buda aconselhou Rahula a praticar sendo a terra, a grande terra. O Buda disse, "Rahula, pratique como se você fosse como a terra". As pessoas podem jogar na terra coisas como perfume, fezes, urina, todo o tipo de coisa suja, mas a terra sempre recebe tudo sem raiva. Não interessa se é perfume ou jóias ou ouro ou prata ou flores ou lixo ou sujeira ou fezes ou urina, a terra recebe tudo isso sem ressentimento algum, sem raiva alguma, por que a terrra é grande e larga. A terra tem o poder de transformar tudo isso. Você, por exemplo, encontra um rato morto na sua cozinha e quer se livrar logo dele - onde você vai pôr? Você o joga na terra. Imediatamente a terra transforma o rato morto em algo que você consiga aceitar. A terra tem um grande poder de transformação porque ela é grande. Assim, pratique de tal modo que o seu coração se torne tão grande quanto a terra. Você só sofrerá se você for pequeno, se seu coração for pequeno. Quando seu coração se expande, você não mais sofre, não precisa mais fazer um esforço para suportar o sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia eu comecei a falar usando a imagem de uma caixa d'água. Ela pode conter algo em torno de 50 litros de água e se você joga algo sujo no seu interior não poderá mais beber a água - você terá que jogar tudo fora. Mas se você jogar aquela sujeira em um grande rio, em um rio imenso, ainda assim você poderá beber da sua água. Imediatamente, o rio, com toda a sua água e lama, transforma a sujeira que você jogou nele e tudo estará perfeito novamente - toda a cidade continuará a beber a água do rio. Não é que o rio tenha que suportar. Estamos falando aqui de indulgência, tolerância - como um barco que carrega você para a outra margem - kshanti-paramita, "cruzando para o outro lado", para a margem da felicidade, da alegria e da libertação pelo barco do indulgência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tornar o seu coração tão grande quanto a terra, você poderá aceitar qualquer coisas que as pessoas façam ou digam a você sem sofrimento. Mas se o seu coração for pequeno, você sofrerá bastante. Assim Rahula praticou ser como a terra, que é a prática de amor chamada as Quatro Mentes Incomensuráveis. Porque com a prática, seu coração crescerá mais e mais e mais, sempre cada vez maior. E seu coração abraçará a tudo e a todos - sem nenhum inimigo, não existe nenhum inimigo. Cada vez que invocamos o Buda, dizemos, " querido Buda, seu coração coração é tão grande que você consegue abraçar a todos os seres vivos , sua solidariedade abarca a totalidade do cosmos". É a mesma coisa quando seu coração é grande, chamando-os de amigos ou inimigos - você os abraça a todos e os ama, sejam eles cruéis ou menos cruéis, todos são igualmente objeto de sua solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é um estudante do Buda, tente praticar de modo a que seu coração cresça a cada dia, para que você não sofra, Mesmo se disserem coisas muito cruéis e mesquinhas a você, se fizerem coisas cruéis a você, mesmo que tentem te suprimir e matar. Como se pode matar um rio? Como se pode matar a terra? Ela é tão grande. Alguma sujeira não destruirá o rio, porque o rio é grande. "Rahula, pratique como se você fosse a água. Se as pessoas jogam na água flores, fragrãncia, comida, leite ou urina, fezes ou corpos de animais mortos, a água continuará a receber tudo sem rancor, sem ressentimento, sem ódio; porque a água tem a capacidade de lavar tudo. Você pode lavar a tigela do Buda com água, lavar as roupas sujas, alguém cheio de sangue, a água receberá tudo, poderá lavar tudo, transformar tudo. Então, Rahula, por favor, pratique para que o seu coração se torne como a água, para poder receber tudo sem ressentimento ou rancor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rahula, pratique como o fogo. O que quer que você jogue ao fogo, roupa ou papel ou flores ou coisas sujas, o fogo aceitará e queimará tudo. Quer seja um perfume ou um mal cheiro o fogo aceita tudo e reduz tudo a cinzas e fumaça, por que o fogo tem o poder de tranformar. Rahula, pratique como se fosse o ar. Se você joga no ar algo fragrante ou mal cheiroso, se você queima incenso ou borracha, o ar aceita tudo - porque o ar tem o poder de transformar, pois é imenso". O Buda estava instruindo o jovem monge Rahula, mas Shariputra, o tutor de Rahula, estava lá atrás, absorvendo cada palavra, e praticou esse ensinamento por muitos e muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Solidariedade = Compaixão (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retornar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-458722608256871081?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/458722608256871081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=458722608256871081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/458722608256871081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/458722608256871081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/01/uma-lio-para-rahula.html' title='Uma Lição para Rahula'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-6736918085822999608</id><published>2007-01-20T06:19:00.000-08:00</published><updated>2008-07-10T03:48:55.924-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paramitas'/><title type='text'>A Primeira Porta - Generosidade (Dana)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Doação (Dana) é uma prática essencial do bodhisattva. No Capítulo Vinte sobre o Bodhisattva Avalokiteshvara, a Porta Universal, aprendemos os quatro meios hábeis de um bodhisattva e o primeiro é a prática de fazer oferendas - não apenas de bens materiais, mas do Dharma, a prática que nos liberta do sofrimento, e a suprema dádiva do bodhisattva, o presente do não medo. Assim devemos entender a doação sob esta luz. Dana-Paramita, a perfeição da doação, não tem nada a ver com riqueza material. Tem a ver com generosidade e abertura, nossa capacidade de abraçar outros com nossa solidariedade e amor e, com esse espírito, querermos, muito naturalmente, dar tudo o que pudermos para ajudá-los. Assim, podemos ver, diretamente, que Dana-Paramita se intersecciona com a prática de Kshanti, inclusibilidade, e também tem o elemento de Prajña, sabedoria, por que é através da nossa compreensão do interser que a generosidade e a solidariedade emergem. Quando verdadeiramente vemos nós mesmos nos outros e os outros em nós mesmos, nós naturalmente queremos fazer tudo o que pudermos para assegurar a felicidade e o bem estar deles, pois sabemos que se trata de nossa própria felicidade e bem estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um tipo de vegetal no Vietnã chamado de he (pronuncia-se "rei" - r francês). Pertence à família das cebolas e se parece com cebolinha, e é muito bom em sopas. Quanto mais você corta essas plantas na base, mais elas crescem. Se você não as cortar, elas não irão crescer muito, mas se você cortá-las frequentemente, bem na base da haste, elas crescerão mais e mais. Isso também é verdade na prática de Dana. Se você der e continuar a dar você se torna cada vez mais rico, todo o tempo, rico em termos de felicidade e bem-estar. Isto pode parecer estranho, mas é sempre verdade. Quando mais você doa coisas que você valoriza - não apenas bens materiais, mas também dádivas de tempo e energia - maior será sua riqueza. Como isso é possível? Quando você tenta se amontoar de coisas, terminará por perdê-las, mas tudo que você der para ajudar os outros sempre permanecerá com você, como fundamento do seu bem estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática de Dana é maravilhosa, mas deve ser feita no espírito de Prajña, entendimento. Os Estados Unidos têm sempre dado muito a outras nações - ajuda humanitária, ajuda financeira, recursos tecnológicos etc. Mas estas coisas têm sido dadas com a intenção de conquistar os outros, de coagir aqueles que recebem essa ajuda a se alinhar com os seus objetivos e ideologia. Esse tipo de doação é motivado pelo interesse nacional, pela conveniência política e econômica. Assim, mesmo a ajuda humanitária que é dada com uma agenda oculta de conquistar pessoas ou cimentar uma aliança política ou econômica não é Dana verdadeira, doação verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira Dana não é troca, uma estratégia de barganha. Na verdadeira doação não há pensamento de doador ou daquele que recebe. Isto é chamado de "vazio da doação", quando não há percepção de separação entre que doa e quem recebe. Esta é a prática de Dana feita no espírito de Prajña, com a compreensão do interser. Você oferece ajuda tão naturalmente como respira. Você não se vê como doador e a outra pessoa como recipiente de sua generosidade, que agora é observada por você e lhe deve ser apropriadamente grata, atender aos seus pedidos etc. Você não doa para fazer da outra pessoa sua aliada. Quando você vê que alguém precisa de ajuda, você oferece e doa o que você tem, sem pensar em recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe a história de um homem muito rico que doou 100.000 peças de ouro para um templo. O abade tinha feito à comunidade um chamado por apoio financeiro para construir uma nova sala de meditação, então este rico proprietário de terras apareceu com uma grande doação. O abade estava oferecendo chá aos convidados, e entre eles o rico doador, que mostrou o ouro numa bandeja em cima da mesa. O abade não prestou muita atenção ao dinheiro, ao invés disso, deu uma palestra de Dharma informal ao grupo sobre como praticar os treinamentos da plena consciência etc. Ele não ligou para o ouro porque ele acreditava que enquanto é bom para as pessoas contribuírem, sua tarefa era ajudá-las a entender melhor o Dharma e a colocá-lo em prática. De fato, a oferta foi aceita somente para apoiar o objetivo maior de promover o Dharma. O rico doador começou a ficar impaciente; ele queria que o abade se desse conta do ouro e o agradecesse na frente de todos. Então ele interrompeu o abade e perguntou, "Querido abade, você contava com isso? Existem 100.000 peças de ouro aqui". O abade disse gentilmente, "Eu sei", e continuou o seu ensinamento do Dharma. Pouco depois, o homem interrompeu-o de novo, "Mas, reverendo abade, você não acha que 100.000 peças de ouro é muito?". O abade olhou para ele e disse, "Você quer que eu agradeça a você? Eu acho que você é quem deveria me agradecer, por que eu dei a você uma oportunidade de fazer a doação e ganhar mérito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudar a criar salas de meditação é uma dádiva para todos, para a continuação do Dharma e permitiu ao homem rico uma oportunidade de contribuir e ganhar mérito por ajudar a transmitir o Dharma. Mas ele deu o dinheiro esperando o reconhecimento público pela sua grande doação; ele esperava recompensa e louvor pelo seu ato. Apesar de ter doado grande quantidade de dinheiro, ele não o fez no verdadeiro espírito de Dana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mão direita faz várias coisas, faz caligrafias e escreve poemas. Quase todos os meus poemas foram escritos pela minha mão direita por que eu não uso máquina de datilografia. Houve apenas uma vez que eu escrevi um poema usando uma máquina. Quando a inspiração veio, eu não tinha um lápis, então pus o envelope na máquina de datilografia e, desta vez, minha mão esquerda participou. Todo o resto dos meus poemas foram escritos somente pela minha mão direita, mas ela nunca disse para a esquerda “Você não é boa em nada! Não faz caligrafia, não escreve poemas. Eu faço o trabalho todo, você nunca faz nada!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo nunca discrimina desse jeito. Não pense que é por que o nosso corpo não possui nenhuma inteligência inerente. Enquanto tentava pendurar uma pintura na parede, peguei o prego com a mão esquerda e martelei com a mão direita. Mas ao invés de acertar o prego acertei o dedo da minha mão esquerda. Isso acontece de vez em quando, especialmente se você está no alto de uma escada.Imediatamente a mão direita soltou o martelo e foi em socorro da minha mão esquerda, muito naturalmente. Os pés começaram a se mover para procurar uma bandagem. Todos trabalharam junto de maneira muito suave. Mais tarde a minha mão direita não disse “Ei, mão esquerda – lembra-se de como ajudei você? Da próxima vez que eu precisar de algo, você vai ter que vir e me ajudar”. Nossos corpos, inatamente sábios, não agem desse jeito. Assim a sabedoria da não discriminação está presente em nós como uma realidade corporalmente viva. Temos de aprender como treinar nossas mentes para ver as coisas desse modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós formamos uma realidade. Existimos intersendo com toda a vida. Quando entendermos esta verdade fundamental, nosso ato de doar será feito no espírito da não discriminação. O mérito, o benefício espiritual a ser ganho com o aperfeiçoamento da prática da doação não podem ser calculados. A prática de Dana traz muita felicidade quando sabemos praticá-la no espírito do interser. Você dá livremente, é feliz e continua a dar. Muitos de nós já sabem praticar dessa maneira. Não precisamos dar 100.000 peças de ouro ou mesmo uma única peça; ao invés, podemos oferecer um sorriso, ou um amoroso e compassivo olhar. Podemos dar de presente a nossa presença calma e concentrada para ajudar alguém que está com medo ou ansiedade. Podemos fazer uma dádiva de nosso tempo e energia e trabalhar com os sem-teto, com os que estão presos ou são viciados em diversas substâncias ou trabalhar ajudando o meio ambiente. Nós estamos cheios de presentes para oferecer, somos muito mais ricos do que podemos imaginar. Podemos ajudar a assegurar a felicidade de muitas pessoas mesmo se não tivermos um centavo em nossos bolsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática de Dana-Paramita é também um antídoto efetivo contra a raiva. O Buda ensinou “Quando estiver com raiva de alguém, tente dar algo para ele ou ela”. A prática é preparar um presente antes e mantê-lo pronto a ser dado. Não espere ficar com raiva de alguém para preparar algo, por que com raiva e hostilidade em sua mente você não quererá dar nada ao objeto de sua raiva. Não precisa ser um presente material; você pode oferecer um poema ou uma passagem de um ensinamento ou uma canção ou peça musical, a fotografia de um lugar bonito. Então, quando tiver raiva de alguém, lembre-se do conselho do Buda. Tão logo a idéia de dar algo a essa pessoa apareça, seu sofrimento irá diminuir. Usualmente quando estamos com raiva, queremos apenas punir, mas agora praticamos o oposto e pensamos somente em dar algo ao outro. Graças a essa prática, nossa raiva começa a se apaziguar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que aprender como praticar a doação dessa maneira no nível das nossas sociedades e nações. O que poderá oferecer uma nação a outra que é percebida como sua inimiga? Uma nação poderia dizer “ Queremos oferecer a você a oportunidade de viver em paz, com auto-determinação. Queremos que o seu povo tenha um lugar seguro para viver, prosperar e gozar de segurança e bem estar”. Quando estamos motivados pelo desejo de dar, mesmo sem ter oferecido nada ainda, apenas com a intenção de oferecer a nossa ajuda e entendimento, nosso desejo de ouvir e se comunicar, o nosso sofrimento e o dos outros começa a diminuir. Praticar Dana-Paramita causa o desaparecimento de nossa raiva e aversão e, num segundo, cruzamos para a outra margem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comunidades e nações praticam dessa maneira, elas prosperam e ganham admiração, respeito e aceitação das outras comunidades e nações. Se pudéssemos aprender a lidar desse jeito com as outras nações, não precisaríamos mais de guardas nas entradas de nossas embaixadas, não precisaríamos mais ter medo de bombas e ataques terroristas. Não ficaríamos isolados e consumidos pelo medo. A felicidade jamais será possível enquanto houver tanto medo e suspeição em nossas consciências. Se pudermos aprender como abrir as portas das seis paramitas, individualmente e coletivamente, então todos chegaremos às margens da liberdade, da paz e da segurança, muito rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Solidariedade = Compaixão (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retornar para &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-6736918085822999608?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/6736918085822999608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=6736918085822999608' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6736918085822999608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6736918085822999608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/01/primeira-porta-generosidade-dana.html' title='A Primeira Porta - Generosidade (Dana)'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-3467662217340373676</id><published>2007-01-20T06:07:00.000-08:00</published><updated>2007-10-19T14:06:48.584-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paramitas'/><title type='text'>As Seis Portas da Ação (Paramitas)</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Thich Nhat Hanh&lt;br /&gt;Opening the Heart of the Cosmos - Parte IV Opening The Doors Of Action, Cap. 29 "The Six Paramitas"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Tradução: Samuel Cavalcante)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um dos cantos recitados pelos monges e monjas durante os rituais da manhã, existe a expressão "abrindo as portas da ação". Isto se refere a entrar na dimensão da ação através da prática das seis Paramitas (1). As seis Paramitas são chamadas de portas para a ação porque são a base do caminho do bodhisattva. Não é apenas Sadaribhuta, Avalokiteshvara, Samantabhadra e outros grandes bodhisattvas que encontramos na páginas do Sutra do Lótus, mas sou eu, é você e cada um que pode ser um discípulo e amigo de Buda e servir como bodhisattva para ajudar a trazer paz, alegria e estabilidade ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo sânscrito "paramita" é usualmente traduzido em inglês ( e em português, por extensão NT) por "perfection" (perfeição, NT), mas na literatura Budista Chinesa é transcrito como um ideograma que se traduz literalmente por "atravessando para a outra margem". As seis Paramitas são meios muito concretos para cruzarmos o mar de sofrimento rumo à margem da liberdade do apego, raiva, inveja, desespero e ilusão. Através do cultivo e do aperfeiçoamento destas seis maneiras de ser, podemos atingir a outra margem rapidamente - poderá levar apenas alguns segundos para cruzar o mar de sofrimento e chegar na margem do bem estar. Nós poderíamos pensar que levaria muitos anos de prática para se tornar livre das aflições, mas se soubermos como cultivar e manifestar estas seis qualidades, poderemos cruzar esse mar aqui e agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira Paramita, a primeira porta da ação é Dana , doação e generosidade. A segunda porta da ação é Shila , os preceitos, os treinamentos da plena consciência, as linhas gerais do comportamento ético. A terceira porta é Kshanti, inclusividade que a tudo abraça. A quarta porta da ação é Virya, diligência, energia, esforço e firmeza na prática. A quinta é Dhyana, meditação, a prática de parar, acalmar-se e olhar profundamente. E a sexta é Prajña, sabedoria e compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós já vimos essas qualidades manifestadas nos bodhisattvas do Sutra do Lótus. O Bodhisattva-Que-Nunca-Despreza e Purna exemplificam a perfeição da inclusividade, Manjushri é um exemplo da completa realização da grande sabedoria. O voto do Bodhisattva Tesouro-da-Terra (Kshitgarbha) de não descansar até que todos os seres sejam libertados dos infernos do sofrimento é um exemplo da perfeição da diligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os grandes bodhisattvas manifestam as qualidades das seis Paramitas de várias maneiras, e cada uma dessas portas da ação existem em interdependência umas das outras. Em qualquer uma das seis qualidades você poderá ver as outras cinco. Esta é a postura que sempre devemos tomar quando estudamos e praticamos o Budismo, porque o principal fundamento da sabedoria Budista é o interser - o um contém o todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito importante que entendamos a natureza de interser das seis Paramitas. Pela prática de Shila, os treinamentos da plena consciência, você também pratica a doação. Quando você sabe como viver com plena consciência, você está oferecendo algo muito significativo para o mundo. A prática da inclusividade também é a prática da doação. Quando você aceita completamente as pessoas, abraça-as e toma conta delas, é um grande presente. Pela prática da aceitação e do cuidado com os outros você ajuda a trazer mais paz e estabilidade para a sua família e para a sua comunidade. As práticas da diligência e da meditação também trazem muita alegria, estabilidade, transformação e cura não somente para si mesmo mas, também, para todos à sua volta. E a prática de Prajña, oferece o tipo de entendimento e sabedoria que nos ajuda a todos a cruzar o rio do sofrimento para a margem da libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As seis paramitas são uma prática essencial do caminho do bodhisattva. Para nos manifestarmos na dimensão da ação e servir mais efetivamente como os braços e mãos dos Budas e bodhisattvas no mundo, praticamos e aperfeiçoamos estas seis qualidades em nós mesmos. No momento em que virmos a presença de todas as Paramitas em cada Paramita começaremos a compreender e viver verdadeiramente a prática. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Retornar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-3467662217340373676?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/3467662217340373676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=3467662217340373676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/3467662217340373676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/3467662217340373676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/01/as-seis-portas-da-ao-paramitas.html' title='As Seis Portas da Ação (Paramitas)'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-5508585061665396210</id><published>2007-01-08T02:26:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T16:02:26.521-08:00</updated><title type='text'>As Cinco Lembranças</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;As Cinco Lembranças&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;+ Adoecer faz parte da minha natureza. Adoecer é uma lembrança da presença do mundo em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;+ Envelhecer faz parte da minha natureza. Envelhecer é o ornamento da minha impermanência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;+ Morrer faz parte da minha natureza. Morrer é uma dádiva da impermanência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ Tudo aquilo que amo ou odeio (objetos, meus pais, irmãos e amigos, aqueles que odeio ou considero inimigos) também tem esta mesma natureza impermanente e passageira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ Somente as minhas ações são os  meus pertences verdadeiros. Não posso fugir às suas consequências. As minhas ações são o solo sobre o qual o qual piso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Segunda Versão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ Faz parte da minha natureza adoecer, não há como escapar da doença;&lt;br /&gt;+ Faz parte da minha natureza envelhecer, não há como escapar da velhice;&lt;br /&gt;+ Faz parte da minha natureza morrer, não há como escapar da&lt;br /&gt;morte;&lt;br /&gt;+ &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Somente as minhas ações são os  meus pertences verdadeiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Voltar para &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;interserblog.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-5508585061665396210?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/5508585061665396210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=5508585061665396210' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/5508585061665396210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/5508585061665396210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/01/as-cinco-lembranas.html' title='As Cinco Lembranças'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-6963995165935914340</id><published>2007-01-08T02:11:00.000-08:00</published><updated>2008-07-10T03:49:42.587-07:00</updated><title type='text'>Dois Bodhisattvas</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dois Bodhisattvas: Protetor-da-Terra e Tesouro-da-Terra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Trecho do livro de &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Thich Nhat Hanh - Openning The Heart of The Cosmos&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Tradução - Samuel Cavalcante)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;No final do capítulo 25 do Sutra do Lótus, um bodhisattva leigo chamado Dharanimdhara é mencionado. Seu nome significa "segurar, proteger, preservar a Terra". Poderíamos chamá-lo de Protetor-da-Terra. Este bodhisattva ajuda a promover a comunicação entre os humanos e as outras espécies. Ele é um tipo de engenheiro cuja tarefa é criar espaços saudáveis para vivermos, construir pontes para nos conectar uns com os outros e construir estradas de modo que possamos ir aonde as pessoas que amamos estão. É dito que quando Buda desejou visitar sua mãe Mahamaya no Céu de Tushita foi Protetor-da-Terra que construiu a estrada pela qual Buda viajou. Apesar de ser mencionado apenas brevemente no Sutra do Lótus, nós criamos um novo capítulo para este bodhisattva por que ele é muito necessário nesses nossos tempos.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Protetor-da-Terra trabalha para preservar este planeta para os seres vivos tomando conta do ar, da água e do solo. Aqueles que trabalham pra proteger o meio ambiente e manter um ecossistema sadio neste planeta Terra são todos aliados deste bodhisattva. Nós todos devemos nos tornar os braços e as mãos deste bodhisattva para proteger e preservar a Terra para as futuras gerações.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;A situação no nosso planeta é muito alarmante. A destruição das florestas, da terra, da água e da atmosfera continua a um ritmo muito perigoso. Os governos da maioria das nações, focadas apenas no desenvolvimento econômico, estão permitindo que o meio ambiente natural sob o seu controle seja explorado, poluído e destruído em nome do "progresso". Muitas espécies da Terra já foram destruídas, e muitas outras morrem dia após dia. As florestas tropicais, os pulmões de nosso planeta, estão sendo dizimadas. A camada de ozônio, protetora de nossa atmosfera, está sendo degradada. As Nações Unidas avisam que o estado do meio ambiente da Terra é extremamente precário.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Temos que estudar a prática do Bodhisattva Protetor-da-Terra e fazer da preservação e proteção da Terra uma prioridade máxima. O presidente, o primeiro-ministro ou o chefe de Estado de todas as nações têm que tomar consciência da situação terrível do planeta. Temos de trabalhar para essa tomada de consciência, por que somente a plena consciência, o despertar para o que está acontecendo, pode nos salvar do desastre certo para o qual nos encaminhamos.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Nós não podemos dizer que estamos ocupados demais para estudar essa prática. Nossos líderes políticos estão sempre ocupados e parecem sempre estar com sua atenção voltada para outros assuntos, como o desenvolvimento econômico ou a consolidação do poder político. Os governos não serão capazes de resolver o problema do meio ambiente enquanto ficarem circunscritos aos seus interesses locais, nacionais. Temos que ajudar nossas sociedades e líderes a verem que a situação da Terra afeta todas as nações e povos e temos que estar envolvidos nos esforços para proteger o meio ambiente.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Nos anos sessenta e setenta, nossa comunidade budista e nossos amigos nos movimentos ambientalista e pacifista trabalharam para ajudar na conscientização sobre a situação da terra. Em 1969, apoiados pelo Comitê Internacional de Reconciliação, uma organização pacifista, criamos o Dai Dong, Grande Unidade (togetherness). Falávamos de deterioração ambiental, de depleção dos recursos naturais, superpopulação e fome; falávamos sobre a guerra e sobre o que poderia ser feito para criar os meios de sair desses problemas. Nós não estávamos agindo como os governos, que defendem seus próprios interesses nacionais, masem favor de todos os povos da Terra, no espírito da Grande Unidade. Naquela época não havia ainda muita discussão pública ou consciência dos problemas ambientais. Nós continuamos a realizar retiros, discussões de Dharma e conferências para atrair um maior interesse. Com a colaboração de cientistas e ambientalistas de todo o mundo, pouco a pouco, trabalhando dessa maneira, tornávamo-nos capazes de chamar mais atenção sobre a situação do planeta.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Agora, mesmo que as preocupações e assuntos ambientais sejam muito mais discutidos e exista uma maior consciência geral, a destruição do solo, do ar e da água do planeta persistem. Por isso é que o Bodhisattva Protetor-da-Terra é muito necessário em nossos tempos. Cada um de nós deve se tornar consciente da presença deste bodhisattva em nós mesmos, para que assim nos tornemos suas mãos e braços e possamos agir rapidamente para proteger a Terra.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Se existe a consciência do que está realmente acontecendo, então existe a possibilidade de darmos passos imediatos para mudar a situação, pelo bem do nosso planeta. Chefes de Estado têm que se tornar mais informados, eles devem ser expostos diretamente à verdade sobre como está o planeta. Todas partes conflitantes no mundo têm que ser convencidas de que os seus conflitos deveriam ser resolvidos logo, o mais rápido possível, para que as nações possam tomar as medidas necessárias para salvar o planeta.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Na minha mente eu tenho a imagem de galinhas em uma pequena gaiola lutando por pequenos pedaços de comida, sem saber que em poucas horas serão mortas. Muitos de nós nos preocupamos somente com prosperidade e crescimento econômico de nossa própria comunidade ou nação e não nos damos conta da gravidade da situação global. Se tomássemos consciência do que está acontecendo ao planeta Terra, pararíamos nossas disputas e nos voltaríamos para o grande trabalho de curar o planeta, lar de todos nós.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Existe um outro bodhisattva mencionado no Sutra do Lótus, chamado Tesouro-da-Terra (Kshitigarbha). Kshitigarbha significa “ ventre ou armazém da Terra”. A Terra é bastante sólida, contém e preserva muitos tipos de jóias. Assim, esse nome descreve as qualidades desse bodhisattva: solidez, longevidade e preservação de muitas virtudes. O Bodhisattva Tesouro-da-Terra representa uma esfera de ação que é muito necessária atualmente. Ele se comprometeu a não descansar até que todos os infernos estivessem vazios. Ele não entrará no Nirvana e não gozará do estado de Buda. Ele não parará de trabalhar para levar todos os seres ao estado de Buda. O Bodhisattva Tesouro-da-Terra é alguém que se comprometeu a ir nos lugares mais obscuros do universo para resgatar aqueles que estão nos estratos de maior desespero, nas situações de maior sofrimento. Ele se comprometeu a ir àqueles lugares onde não há liberdade, democracia, solidariedade ou dignidade humana, onde há opressão, injustiça, desigualdade social e guerra. O inferno é o lugar para onde ele quer ir porque é onde a necessidade de ajuda é maior.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Muitas pessoas escolhem ir para lugares de grande sofrimento no mundo para ajudar aqueles que são oprimidos e não tem meios de viver uma vida decente. Muitos jovens querem abandonar a sua cultura de materialismo onde cresceram e fazem trabalho voluntário nesses lugares, onde podem expressar seu amor, solidariedade e entendimento, construindo escolas, barragens, ensinando, oferecendo ajuda médica etc. Isso é muito bom, mas para ajudar dessa maneira não precisamos ir a outros lugares, a algum país distante. O inferno é bem aqui, em nossa própria sociedade, e se quisermos nos tornar as mãos e braços&lt;span style="font-size:0;"&gt; do Bodhisattva Tesouro da Terra, temos de ser capazes de reconhecer o sofrimento nos infernos que estão em todos os lugares, dentro e em torno de nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Podemos identificar muito facilmente aqueles que estão no inferno e que precisam de nossa ajuda, da ação do Bodhisattva Tesouro-da-Terra. Existem muitos fantasmas famintos vagando à nossa volta o tempo todo. Sempre que organizamos uma cerimônia para oferecer comida para os fantasmas famintos, evocamos o nome desse bodhisattva. Pedimos a ele pra trazer os fantasmas famintos para nós e oferecemos a eles comida, bebida e a oportunidade de ouvir o Dharma, para que assim eles possam transformar seu sofrimento e nascer na Terra Pura do Buda. E nós sempre lembramos Tesouro da Terra do seu voto.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Uma pessoa que não estiver bem enraizada na sua família, na sua sociedade e na suas tradições, torna-se um fantasma faminto. Ele não sabe pra onde ir. Ela não acredita em ninguém e em nada. Quando você encontra alguém assim você poderá reconhecê-lo de imediato, na maneira que ele anda, na maneira que eles olham, na maneira que eles se comportam. Existe muito sofrimento neles porque suas raízes foram cortadas. Não estão enraizados na suas famílias, portanto, na prática, não têm família. Talvez, quando eles olhassem para como seus pais agiam um em relação ao outro, eles não se sentissem inspirados a se casar ou fazer uma parceria e criar uma família eles mesmos. Eles não acreditam na existência de relações saudáveis e amorosas, rejeitam sua famílias e não criam vínculos fortes e, desse modo, sofrem bastante. &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Outros fantasmas famintos não estão enraizados em sua comunidade, em sua sociedade ou em suas tradições culturais e espirituais. Deixaram sua igreja ou sinagoga ou templo; não aceitam nenhum ensinamento e rejeitam a fé e a religião. Eles sentem como se essas coisas não fossem relevantes para eles por que elas não tem nada a ver com a atual experiência cotidiana de suas vidas. Então eles se tornam completamente alienados, cortados de qualquer coisa que pudesse trazer a eles apoio e estabilidade.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Milhares de fantasmas famintos são criados todos os dias em nossa sociedade. Nossa cultura de consumo enfatiza o materialismo e o individualismo em vez do serviço e da comunidade e nossas instituições religiosas e sociais frequentemente perderam contato com o real sofrimento do povo e fazem muito pouco para aliviá-lo. Em alguns casos, essas instituições se tornaram tão corruptas que acabam por criar ainda mais sofrimento na sociedade. Como resultado, mais e mais fantasmas famintos aparecem em todo lugar à nossa volta.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Para ajudar um fantasma faminto você tem que ser muito paciente, por que a energia de hábito de medo e desconfiança é muito forte em suas mentes e corações. Quando oferecemos a eles algo que pode satisfazer suas necessidades, eles não acreditam e frequentemente passam por dificuldades em aceitar a nossa ajuda. Eles são desesperadamente famintos por entendimento e amor, mas não acreditam que ninguém possa realmente entendê-los ou amá-los. Mesmo que falem sobre amor, eles realmente não entendem ou sabem o que é o amor e são muitos desconfiados. A única maneira de ajudar um fantasma faminto é passar um longo tempo com ele ou ela. Através do seu jeito de falar, agir e estar com um fantasma faminto em um longo período de tempo, você pode gradualmente ganhar a sua confiança até que ele comece a escutar você, receba sua ajuda e entendimento e comece a se transformar.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Leva muito tempo para um fantasma faminto se enraizar numa família ou numa comunidade. Criar um fantasma faminto é fácil demais e acontece muito rápido, mas curá-lo, ajudá-lo ou ajudá-la a se enraizar na comunidade humana é difícil e leva um longo tempo. Alguns sofrem tanto que não suportam mais, então tentam esquecer esse sofrimento nas drogas, no álcool, sexo etc, e isso faz com que sofram ainda mais. Talvez achemos que não temos como ajudar tal pessoa. O inferno está ali, o fantasma faminto está ali, mas talvez não tenhamos como ajudá-lo – e se não tomarmos conta de nós mesmos, corremos o risco de nos tornarmos, nós mesmos, fantasmas famintos. Assim, precisamos invocar a energia da Bodhisattva Kshitigarbha para nos ajudar.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Precisamos muita paciência e coragem para ser amigo deste bodhisattva, se tornar seus braços e mãos e fazer o seu trabalho no mundo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;PS: Solidariedade = Compaixão (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.02cm;" align="justify"&gt;Voltar para &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;interserblog.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-6963995165935914340?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/6963995165935914340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=6963995165935914340' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6963995165935914340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/6963995165935914340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2007/01/dois-bodhisattvas.html' title='Dois Bodhisattvas'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-3712374157161947761</id><published>2006-12-25T16:50:00.000-08:00</published><updated>2007-09-17T16:47:23.066-07:00</updated><title type='text'>Começos da Ordem do Interser</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;          Eu sempre vivi como uma monja - comendo comidas simples, tendo apenas algumas poucas roupas, não usando cosméticos e não tendo dinheiro no banco. Eu até doei o colar e os braceletes  de diamante, dados por meus pais, a um projeto para os pobres. Com a idade de vinte anos, eu sabia que, um dia, eu iria raspar minha cabeça e me juntar a uma ordem de monjas budistas. Em 1960, Thây Thanh Tu, Thây Tri Quang e Thây (Thich) Nhat Hanh, todos eles, aconselharam-me antes de ser ordenada, mas em 1963 Thây Tri Quang me encorajou a me tornar uma monja. Perguntei a Thây (Thich) Nhat Hanh e ele me disse que os preceitos para monges e monjas, formulados há 2500 anos atrás, precisavam ser renovados. Ele me mostrou então 14 novos preceitos que ele tinha escrito e que, na sua opinião, carregavam dentro de si os mais profundos ensinamentos do Buda e se encaixariam melhor à nossa época. Ele  também me disse que me indicaria qual a melhor época para me tornar monja. Mas, naquele momento, ele convidou seis de nós,  líderes da Escola da Juventude Para o Serviço Social, a receber formalmente os 14 preceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         No dia 05 de fevereiro de 1966, um dia de lua cheia, Thich Nhat Hanh ordenou os primeiros seis membros da Ordem Tiep Hien, a Ordem do Interser. Esta Ordem foi criada por Thây para ajudar a trazer o budismo diretamente para arena dos problemas sociais, num tempo em que a guerra se espalhava e os ensinamentos do Buda eram urgentemente necessários. Ele propôs que a Ordem fosse composta de monges, monjas, leigos e leigas e disse a nós seis que éramos livres para escolher se preferíamos viver e praticar como monásticos ou como leigos. As três mulheres escolheram viver celibatariamente como monja, embora não tivéssemos raspado a cabeça. Os três homens escolheram casar e praticar como budistas leigos. Entre nós três, mulheres, estava Nhat Chi Mai, que se imolou, pondo fogo em si mesma, pela paz, apenas um ano depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A ordenação foi uma celebração maravilhosa. Cada um de nós recebeu uma lâmpada na qual Thây escreveu na antiga caligrafia chinesa "Lâmpada do Mundo", "Lâmpada da Lua Cheia", "Lâmpada da Sabedoria" etc. Durante a cerimônia, nós nos comprometemos a estudar, praticar e observar os Catorze Preceitos da Ordem do Interser. Desde aquele dia, tenho sentido que esses preceitos são o meu professor principal, especialmente quando tenho estado sob stress e sem saber a melhor maneira de agir. Estes são os Catorze Preceitos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http//samoockah.blogspot.com/2006/11/os-quatorze-treinamentos-da-plena.html"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Os Catorze Treinamentos da Plena Consciência&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         As condições requeridas por Thây Nhat Hanh para aqueles formalmente ordenados com ele era o de praticar ao menos 60 dias de Plena Consciência por ano e praticar com uma comunidade de amigos. Mesmo quando estou muito ocupada, eu me renovo a cada semana com um Dia de Plena Consciência no templo da nossa Escola para a Juventude, da manhã de sábado à manhã de domingo. Eu sempre vinha carregada de  preocupações e resposnsabilidades urgentes, mas depois de um momento, eu podia me acalmar um pouco e parar até os meus mais ansiosos pensamentos. Eu tentava habitar com plena consciência em cada ato, começando por trazer o meu saco de dormir no quarto, fervendo alguma água para o banho e pondo minhas roupas de meditação. Então eu praticava meditação caminhando sozinha na floresta, apanhando flores e talos de bambu para os arranjos da sala de meditação. Depois de três horas vivendo firmemente em cada ato consciente e liberando minhas preocupações, eu começava a me sentir renovada. E, então, nós seis nos juntávamos para recitar os preceitos e cantar o Sutra do Coração. Depois, compartilhávamos o chá e nossas experiências da semana passada, jantávamos silenciosamente e praticávamos a meditação sentada antes de irmos para a cama. Nós meditávamos juntos de novo de manhã cedinho. Durante o tempo individual, antes e depois da meditação da tarde e do próximo dia, eu, às vezes tinha de reassumir meus trabalhos urgentes trabalhando sozinha na minha sala, mas sempre de um modo plenamente consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Um dia, Nhat Chi Mai disse a mim, " Nós somos uma Ordem tão nova que a Igreja Budista não nos aceita como monjas". Eu a confortava dizendo "Não se preocupe.Nós não precisamos da aceitação deles. Fomos ordenadas por Thây por que queríamos seguir os Catorze Preceitos. Outros podem nos ver como leigas, monjas ou o que quer que seja. O que é importante é que nós praticamos os preceitos como se eles fossem diretrizes para lidar com nosso caminho de serviço e nos ajudar a transformar nossas tendências negativas, como o fanatismo, estreiteza, raiva e aversão". De fato, ao continuarmos nossa prática sinceramente, muitos dos monges superiores começaram a nos apreciar. Apesar deles não nos reconhecerem como monjas, eles nos tratavam com igual respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Hoje, milhares de amigos na Europa, América do Norte, Austrália e Ásia conhecem e praticam esses Catorze Preceitos, apesar da maioria não ter tido a oportunidade de recebê-los formalmente de Thây. Eu sempre  aconselho aos que desejam praticar os preceitos a organizar uma sangha, uma comunidade de amigos, para recitar os preceitos a cada mês e compartilhar suas experiências de viver os preceitos. Se agirem assim, eles já são membros da comunidade extendida da Ordem do Interser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt;age { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;&lt;/style&gt;Irmã Chân Không - Learning True Love: How I Learned and Practiced Social Change in Vietnam&lt;br /&gt;&lt;span class="down" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/gl.link.gif" alt="Link" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Voltar para &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;interserblog.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-3712374157161947761?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/3712374157161947761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=3712374157161947761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/3712374157161947761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/3712374157161947761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2006/12/comeos-da-ordem-do-interser.html' title='Começos da Ordem do Interser'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-9137262000660396378</id><published>2006-12-06T16:20:00.000-08:00</published><updated>2007-01-09T14:41:28.738-08:00</updated><title type='text'>Perguntas Frequentes - Irmã Chân Khong</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;Perguntas  Freqüentes&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Por Irmã Chân Không&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Aqui estão algumas respostas que temos oferecido para aqueles que amam a beleza e a bondade dos treinamentos da plena consciência, mas hesitam em tomá-los formalmente:&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Questão: Eu nasci cristão. Eu tenho de abandonar minha fé para receber os Cinco Treinamentos da Plena Consciência formalmente?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Resposta: Uma árvore sem raízes não pode sobreviver; você não poderá crescer bem espiritualmente se você não tiver raízes. Você não deve abandonar suas raízes religiosas. Por favor, pratique a plena consciência como base tendo os Cinco Treinamentos da Plena Consciência como guia. Com a plena consciência você pode observar em profundidade as raízes de sua tradição e descobrir nela muitas jóias maravilhosas. Você deve redescobrir as linhas mestras  de sua própria tradição que você pode compartilhar com seus amigos cristãos e não cristãos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Questão: Quando eu tomo os Cinco Treinamentos da Plena Consciência com outros professores budistas, as expressões usadas não são tão claras como nos treinamentos da plena consciência de Thich Nhat Hanh. Posso tomá-los novamente?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Resposta: Sim. Os Cinco  Treinamentos da Plena Consciência vêm de Buda. Seu professor-raiz continua a ser o seu professor-raiz. O novo modo de expressar os Cinco  Treinamentos da Plena Consciência oferecido por Thây serve para ajudar você a praticar bem os ensinamentos de Buda. Seu professor-raiz ficará bastante satisfeito se você renovar seus votos dessa maneira. Ele ou ela serão sempre o seu primeiro professor. Thây Nhat Hanh será o seu segundo ou terceiro ou quarto professor. Nós podemos ter muitos professores para enriquecer nossa experiência.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Questão: Eu quero praticar os Cinco Treinamentos da Plena Consciência, mas por que é necessário tomar refúgio nas Três Jóias?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Resposta: Sem uma forte crença nestas três jóias preciosas, você não poderá praticar os  Cinco Treinamentos da Plena Consciência. "Eu tomo refúgio no Buda" significa que eu  acredito firmemente ma minha habilidade de me tornar iluminado, de transformar minhas dificuldades, me tornar livre de todo o sofrimento e ser uma fonte de alegria e paz para mim mesmo e para os outros. "Buda" significa o Buda em mim, o potencial de despertar em mim. Eu sei que Shakyamuni Buddha é o meu professor. Sei também que ele não é um deus.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;"Eu tomo refúgio no Dharma" significa que eu acredito na prática da plena consciência, que traz entendimento e amor. Eu acredito no método que Shakyamuni Buddha me ofereceu a partir de sua experiência, para que assim eu possa realizar o caminho que leva à liberdade do sofrimento.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;"Eu tomo refúgio na Sangha" significa que eu acredito na sabedoria coletiva de um grupo de amigos que se dedicam a praticar o mesmo método que eu em nosso caminho de libertação. Nós precisamos uns dos outros para apoiar e compartilhar as  experiências de prática para que nossas percepções se aproximem cada vez mais da realidade e nossas ações se tornem cada vez mais harmoniosas. Apoiando-nos no caminho da realização, e assim fazendo coletivamente, nossos esforços beneficiarão  a nós mesmos e a todos os seres.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Sem fé e confiança nas Três Jóias é difícil praticar bem os Cinco Treinamentos da Plena Consciência.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Pergunta: Eu posso tomar apenas um, dois, três ou quatro dos  Cinco Treinamentos da Plena Consciência?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Resposta: O Buddha diz sim, você pode. Se você pratica profundamente mesmo que apenas um treinamento da plena consciência , você irá descobrir que está mantendo os outros quatro mesmo sem fazer uma promessa formal. Os Cinco Treinamentos da Plena Consciência são bem interconectados.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Pergunta: Se eu tomo o  Primeiro Treinamento da Plena Consciência isso significa que eu tenho que me tornar vegetariano?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Resposta: Thây Nhat Hanh nos pede que pratiquemos a plena consciência cada vez que comamos ou bebamos. Se assim o fizermos, descobriremos que o nosso apetite por carne e peixe começa a diminuir. O que é importante é estar consciente do que consumimos. Encontrei pessoas que não podiam ser vegetarianas por razões médicas, mas que respeitavam mais a vida que muitos vegetarianos. Alguns vegetarianos são por demais extremados e não são respeitosos com aqueles que não podem deixar de comer carne. Sinto-me mais confortável com um consumidor de carne do que com um vegetariano extremista que se considera o dono da verdade .&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;P&lt;b&gt;ergunta: Muitos dos meus amigos(as), incluindo eu mesmo(a), temos dois ou três parceiros(as) sexuais. Como você sugere que eu mantenha o Terceiro Treinamento da Plena Consciência?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Resposta: Quando você faz duas ou três coisas ao mesmo tempo, como jantar, assistir televisão e conversar com os amigos na mesa do jantar, você acaba não fazendo nenhuma das três coisas profundamente. Você não consegue saborear e gozar cada porção de comida que seu(sua) amado(a) preparou para você. Você também não consegue dar atenção completa ao programa de televisão e também não poderá ouvir com cuidado o que seus amigos estão dizendo. É muito mais difícil se você tem vários(as) parceiros(as) sexuais ao mesmo tempo. Por favor, examine isso profundamente. Nenhuma de suas relações será profunda. Pergunte ao seu coração se é realmente feliz. Pode estar tudo bem agora, mas você está certo(a) de que não está causando sofrimento para você ou para seus parceiros(as)? Uma relação superficial, sem compromisso, nunca leva à uma real felicidade ou paz.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Pergunta (de um adolescente): Na minha escola, todos os da minha idade são sexualmente ativos. Por que eu não eu não deveria ser? Se eu não agir como eles, meus amigos irão pensar que eu sou estranho.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Resposta: Uma relação sexual é um profundo ato pela paz mútua e pela preservação das espécies. Agir de uma maneira superficial prejudica nosso corpo e nossa mente. Quando nossa mente não está pronta para tal ato profundo, nossos sentimentos, percepção e entendimento em relação ao nosso amigo (a) não profundos o suficiente e um ato sexual irá aumentar o risco de destruição da amizade. Você pode pensar que um ato sexual é apenas mais um  que você faz por prazer ou diversão, mas muitos jovens me disseram que eles depois concluíram que foi um erro. Sexo é mais profundo que outros atos. A  dor causada por ter sexo sem compromisso pode ser profunda e a ferida pode levar anos para se curar. Controle da natalidade não tem nada a ver com essas feridas mentais. Muitos adolescentes dizem que eles não têm nenhuma alegria na vida, nenhum desejo de viver, depois de um dano psicológico causado por uma relação sexual para a qual eles não estavam preparados. Comumente, nós só compartilhamos nossos maiores segredos com aqueles os quais tenhamos tido uma longa experiência de apreciação e confiança. Isto também é verdadeiro com nossos corpos. Nós não deveríamos compartilhar nossos corpos com alguém que não tenhamos a intenção de ter um compromisso de longo prazo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;P&lt;b&gt;ergunta: Posso tomar o Quinto Treinamento da Plena Consciência e ainda tomar ocasionalmente um copo de vinho ou cerveja no jantar?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Resposta: Thây Nhat Hanh nos aconselha a não beber nenhum álcool se possível. Se você ainda tem uma forte inclinação para beber, faça-o com plena consciência. Observe profundamente as condições de sua vida, de seu coração, para o fato de que a humanidade desperdiça muitos grãos e frutas fabricando álcool ao invés de alimentar outros humanos. Meditar dessa maneira nos levará a nos sentir desconfortáveis quando bebemos qualquer quantidade de álcool. &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Se você não está preparado(a) para parar totalmente de beber, por favor tome os primeiros quatro treinamentos da plena consciência e tente beber com plena consciência até você estar pronto para parar. Thây Nhat Hanh aconselha aqueles que tomam o Quinto Treinamento a não beberem de jeito nenhum, mesmo que seja apenas um copo de vinho ou cerveja por semana. As autoridades da França diz aos seus cidadãos que um copo de álcool está o.k. mas que três já é dizer olá para os danos que um acidente pode trazer. Mas como você poderá ter um segundo ou terceiro copo se você não tomou o primeiro?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Sob condições normais, nós podemos tomar um ou dois copos de vinho de tempos em tempos. Mas em momentos de desespero, tomamos cinco, seis ou sete copos para esquecer nossas tristezas. Isto pode levar ao abuso de álcool. Uma adorável vovó, durante um retiro na Inglaterra, fez esta pergunta e disse para ela: "Você bebe moderadamente, mas você está segura que seus filhos e filhas, netos e netas são como você? Se durante um ou dois momentos de desespero eles beberem gradualmente mais e mais e se tornarem alcoólatras e se destruírem a si mesmos fisicamente e mentalmente, quem seria o responsável? Você não terá participado parcialmente neste processo? Se você mantém o Quito Treinamento agora você poderá ser uma tocha de luz para as futuras gerações de netos. Mantenha os treinamentos da plena consciência como um bodhisattva, não os tome como ordens que devem ser obedecidas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Pergunta: Se eu quebrar um treinamento a quem devo confessar?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Resposta: Confesse para o seu próprio Buda. A melhor maneira de praticar é com um grupo de amigos, mesmo se um ou dois. Fazendo esforço por seguir esse caminho de beleza, você pode compartilhar com eles seus sucessos e fracassos. Recitar os treinamentos regularmente com o grupo ajuda bastante. Durante a recitação dos Treinamentos da Plena Consciência, seguindo a leitura de cada treinamento, esta questão é levantada: "Você fez um esforço em estudá-los e praticá-los durante as duas últimas semanas?". Se você quebrou um treinamento, você poderá dizê-lo, silenciosamente, a si mesmo, "sei que não fui plenamente consciente e quebrei este treinamento da plena consciência. De agora em diante tentarei fazer melhor". Não se sinta tão culpada. Sua energia de hábito é bastante forte. O fato de você saber dos seus atos negativos irá enfraquecer esta energia de hábito cada vez que você recitar o treinamento e, breve, seu hábito terá se transformado.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Pergunta: cuidando do jardim, freqüentemente sinto necessidade de eliminar certas "pestes" - vermes, insetos, roedores, que destroem o jardim. Isto é contra o Primeiro Treinamento da Plena Consciência? Também não sei como lidar com infestações, baratas e outras "pragas" domésticas. Como é que um praticante do budismo lida com esses problemas?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Resposta: Mesmo quando fervemos água numa chaleira, devemos estar cientes de que estamos matando muitos microorganismos nesse processo. Nosso esforço é não matar, assim tentamos usar vários métodos para causar o menor dano possível a todas as criaturas vivas. Por exemplo, na jardinagem, aprendemos como cultivar certas plantas ao lado das flores, e outros vegetais, que repelem os insetos, vermes e roedores. Fazemos o possível para não usar  pesticidas nocivos, mas usar substâncias orgânicas que não matem os animais, se for possível. Da mesma maneira, tentamos afugentar formigas e baratas por meios não prejudiciais - deixando comida fora do alcance delas, usando repelentes orgânicos ou apenas sendo pacientes. Se, finalmente, julgarmos necessário matar essas criaturas, é muito importante estar ciente do fato de que os estamos matando. Com plena consciência, continuamos nossos esforços em não causar dano (mesmo que saibamos que algum dano foi causado). A não violência nunca pode ser absoluta. Mas podemos continuar a fazer o possível para minimizar os danos que causamos e maximizar nossa apreciação e reverência por todas as formas de vida - pessoas, animais, plantas e minerais.&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Eu gostaria de contar a vocês sobre um amigo chamado James, que sofreu tremendamente. Quando era uma criança de cinco anos foi surrado por sua mãe e empurrado junto com a sua bicicleta por dois lances de escada abaixo. Ele relembra como todos os atos de violência de sua mãe se deram no período em que ela estava bebendo. Um dia, ele apanhou até o seu olho esquerdo ficar bastante roxo e inchado. Na escola, quando seu professor perguntou por que o olho dele estava inchado, ele disse a verdade. O professor ligou para a sua casa e sua mãe  negou que tivesse batido no filho. Aos quarenta e dois anos James ainda chora como uma criança de cinco anos quando lembra o ocorrido, "Ele acreditou nela e eu fui punido por mentir. Continuei a dizer a verdade e eles me puniram".&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Sua mãe o enviou para viver com sua avó, que usava drogas e álcool. Quando ele tinha sete anos, ela começou a abusar dele sexualmente e a surrá-lo, especialmente quando estava bêbada. Outros atos de violência inacreditáveis foram infligidos a ele como resultado do uso de drogas e álcool. Ele fugiu da casa da avó e voltou para sua mãe. Mas ela também começou a abusar dele sexualmente. Por fim, ele conseguiu economizar o suficiente para fugir para a casa do seu pai. Quando ligou para ele dizendo que estava na mesma cidade e que desejava viver com ele, o pai ficou apavorado e mandou-o de volta.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Quando ele tinha dezessete anos, seu pai o encorajou a se alistar no exército e ir para o Vietnã. Antes da dizer adeus seu pai bateu nas suas costas e disse "o exército vai fazer de você um homem, filho". James chorou novamente. Uma tarde, em Plum Village, James descreveu como ele ficava sufocado pelo desespero quando ele via todos aqueles garotos e garotas vietnamitas que traziam à lembrança aqueles que ele matou no Vietnã. Depois de muitos dias e noites de trocas de tiros a bordo do seu helicóptero, um dia ele sairia  e descobriria pilhas de corpos humanos enfileirados por várias centenas de metros. "Como eu poderia trazer esses corpos à vida?". Seus amigos tentaram confortá-lo dizendo, "É a guerra, James, você não pode evitar." James pode dizer a você como, olhando para trás na sua vida, as raízes da guerra começaram na violência do divórcio dos seus pais, no alcoolismo e abuso sexual.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Tenho sido uma assistente de Thây Nhat Hanh na conduta de muitos retiros de prática da plena consciência para vietnamitas e amigos ocidentais desde 1983. Sempre encorajo as pessoas a dizer suas dificuldades ao Thây, para que ele possa ajudá-los a transformar suas dores intermináveis. Mas como Thây não pode receber todos, eu tenho ouvido a dor de muitas pessoas. A história de James é uma das dezenas de histórias similares de veteranos de guerra e outros. Muitos tiveram pais e mães que eram alcoólatras e muitos vieram de familias destruídas. No início eu pensava que era um problema americano, mais tarde, ajudando Thây em retiros na Inglaterra, Alemanha, Suiça, Itália e França, ouvi as mesmas tristes histórias. Muito sofrimento advém do fato de que as pessoas bebem demais, são irresponsáveis em sua conduta sexual, mentem, causam sofrimento a outros devido à sua fala descuidada ou reproduz comentários sem estar seguros da sua veracidade. Muitas pessoas foram criadas por adultos bêbados ou adultos com mentes poluídas que abusavam das crianças por que eles mesmos foram vítimas disso na sua infância. Eu compreendi que os adultos que aterrorizavam suas crianças eram, eles próprios, também vítimas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Uma maneira de sair do sofrimento, na nossa opinião, é se juntar a um grupo de pessoas alegres e que tentam praticar caminhando no sentido da bondade, da beleza e da verdade. As pessoas no grupo devem olhar sinceramente para as suas fraquezas, sorrir para elas e considerá-las como parte do seu composto a ser transformado em flores.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Hoje, existem tantas mentes poluídas e tanta atmosfera de violência e abuso. Precisamos descobrir uma saída. Os Cinco Treinamentos da Plena Consciência representam um belo caminho que leva ao despertar. Mesmo se nós mesmos não tenhamos sido abusados quando crianças ou não tivéssemos tido problemas com o álcool, irresponsabilidade sexual etc, nós podemos ajudar muitos outros  recebendo formalmente os treinamentos e praticando-os. Podemos ser exemplo para muitas pessoas e ajudá-las na direção da alegria e da paz.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Para praticar os Cinco Treinamentos da Plena Consciência é útil ter em mente  os seguintes pontos:&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;- A Plena Consciência é a base de todos os treinamentos. Nós não precisamos manter nenhum treinamento em particular se somos capazes de nos manter plenamente conscientes  24 horas por dia. Mas como este não é o caso, precisamos praticar os Cinco Treinamentos da Plena Consciência ou equivalentes e tê-los como guia.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;- As palavras usadas para descrever os  Cinco Treinamentos da Plena Consciência apresentados por Thây Nhat Hanh neste livro estão no espírito oferecido por Shakyamuni Buddha, atualizadas para responder às necessidades e dificuldades das pessoas em nossos dias.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;- Ninguém poderá manter os treinamentos da plena consciência totalmente. Nem o próprio Buda pôde fazê-lo. Quando fervemos vegetais para comer, matamos os microorganismos da água, ou se tomamos um antibiótico, matamos os microorganismos nos nossos intestinos. Se vivermos plenamente conscientes já é suficientemente bom se nos movermos suavemente em direção ao agir sem violência.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;- A direção dos  Cinco Treinamentos da Plena Consciência é a direção da beleza, da bondade e da verdade, nos movemos nessa direção, como se fôssemos em direção ao sol. Não podemos pousar no sol e nem precisamos. Nos mover nesta direção já é bom o suficiente.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;- Assim como fazemos o possível para nos mover nessa direção, sabendo que ninguém pode viver completamente de acordo, precisamos de um grupo de amigos com os quais possamos praticar regularmente e compartilhar nossas experiências de viver os treinamentos da plena consciência. Na medida em que encontramos dificuldades, devemos praticar com uma Sangha e regularmente recitar juntos os treinamentos para lembrar e inspirar uns aos outros e tentar encontrar saídas para as situações mais difíceis nas nossas famílias e na nossa sociedade. Por isso é que a cerimônia de ordenação é considerada nula se o ordenado não recita os treinamentos da plena consciência pelo menos uma vez a cada três meses em sua Sangha.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.22cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Como Patricia Marx Ellsberg aponta no seu ensaio, a situação do mundo hoje é tão violenta e confusa que para um futuro ser possível, não somente os indivíduos mas as nações necessitam tomar os  Cinco Treinamentos da Plena Consciência.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Samuel Cavalcante&lt;br /&gt;&lt;span class="down" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;img src="img/gl.link.gif" alt="Link" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Voltar para &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com"&gt;interserblog.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-9137262000660396378?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/9137262000660396378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=9137262000660396378' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/9137262000660396378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/9137262000660396378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2006/12/perguntas-frequentes-irm-chn-khong.html' title='Perguntas Frequentes - Irmã Chân Khong'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-8832470597605649761</id><published>2006-11-25T06:49:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T05:53:35.433-08:00</updated><title type='text'>Thây - Elementos Biográficos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.plumvillage.org/photoalbums/TNHPictures/Thay%20Pics/Big/Thay%20%285%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.plumvillage.org/photoalbums/TNHPictures/Thay%20Pics/Big/Thay%20%285%29.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Thich Nhat Hanh (Thích Nhất Hạnh) nasceu em 1926 com o nome de Nguyễn Xuân Bảo, em Thừa Thiên, na região central do Vietnã e tornou-se noviço com a idade de 16 anos e monge completamente ordenado em 1949 no Monastério de Tu Hieu (Từ Hiếu). Em 1950, Thây (diminutivo carinhoso de Mestre, Thich, em vietnamita) fundou o Instituto An Quan de Altos Estudos do Budismo, que se tornou o berço da luta não violenta dos budistas contra o colonialismo (primeiramente francês e, depois, divido entre norte-americanos e as forças comunistas da Ásia) e a guerra em geral qua assolava o país e esmagava o povo, principalmente os mais pobres.Em 1966, Thây recebeu a "Lâmpada da Transmissão" que o tornou Dharmacharya ou professor de Dharma do seu mestre Chân Thật. Foi reconhecido, então como o mestre do ramo Tu Hieu, da 8a. geração da linhagem de Liễu Quán e da 42a. geração da escola dhyana (Thien, em vietnamita)  Lâm Tế (que corresponde à tradição Lin Chi da escola Chan, dhyana em chinês, e à tradição Rienzai da escola Zen, no Japão).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Em 1956 foi nomeado editor-chefe da revista Budismo Vietnamita, da Associação Budista do Vietnã Unificado e, nos anos seguintes , fundou a editora La Boi Press e a Universidade Budista Van Hanh em Saigon. Mas foi em 1966 que ele criou uma instituição que iria marcar toda a sua vida e lançar os fundamentos do que ele chamou, no livro Vietnã, Lótus em Mar de Fogo, de "Budismo Engajado": a Escola da Juventude para o Serviço Social, lugar onde eram formados jovens destinados às áreas rurais para construir escolas, ajudar na assistência médica e na reconstrução das cidades destruídas pela guerra. A idéia central desta organização era ajudar a todos sem tomar partido por nenhum dos lados em guerra. Esta opção tornou a Escola um alvo especial de ataque de ambos as forças políticas e teve vários de seus membros ameaçados e mortos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Em 1960 Thây foi aos EUA para estudar religiões comparadas na Universidade de Princeton, logo depois ensinou esta disciplina na Univeridade de Columbia. Nesta época, Thây já havia ganhado fluência em francês, chinês, sânscrito, páli, japonês e inglês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis anos depois, voltou aos EUA para coordenar um simpósio sobre o Budismo Vietnamita e teve encontros com Martin Luther King Jr. que, um ano depois, o apontaria para o Prêmio Nobel da Paz ( a academia sueca optou por não oferecer o prêmio naquele ano).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Em 1969 Thây participou das negociações de paz de Paris pela Delegação Budista mas, quando os acordos de Paris foram assinados em 1973, o novo governo do  Vietnã unificado negou a permissão para seu retorno ao país. Mesmo assim, no final anos 70 Thây ajudou a coordenar esforços para salvar os chamados "boat people", vietnamitas que fugiam do país desesperadamente em pequenos barcos superlotados de gente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Na França, ainda no final dos anos 70, formou uma pequena comunidade chamada Centro de Meditação Batatas Doces. Esta comunidade chamou bastante a atenção do mundo e evoluiu rapidamente - no início dos anos 80 ele e sua velha amiga e colaboradora Irmã Chân Không fundaram, na região de Dordogne, sul da França, o Centro de Meditação Vila das Ameixeiras (Lang Mai, em vietnamita e, como ficou mais conhecida, Plum Village, em inglês).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Thây tem combinado em toda a sua vida seu profundo conhecimento de uma grande variedade de métodos tradicionais de ensinamentos Zen com métodos da tradição Theravada e idéias advindas da psicologia ocidental para moldar sua própria abordagem da prática Zen e a sua visão do Budismo Engajado. Essa combinação forma parte intrínseca de sua ordem de monásticos e leigos chamada de Ordem do Interser, criada no Vietnã no mesmo contexto da sua Escola da Juventude - aqui Budismo Engajado é um budismo que busca se enraizar no mundo e na vida de todos, aproximar-se do sofrimento de todos os que necessitam e oferecer-lhes ajuda e cura. Esta abordagem busca tanto uma renovação do Budismo quanto a recuperação de algumas práticas do Budismo primitivo que se perderam no tempo, com a institucionalização e a relação de dependência da comunidade monástica para com o Estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Atualmente existem, em sua tradição, 2 monastérios no Vietnã próximos aos templos Từ Hiếu e Prajna. Nos EUA se estabeleceram mais 4 monastérios e centros de Dharma: o Deer Park Monastery, na Califórnia, o Maple Forest Monastery e o Green Mountain Dharma Center, em Vermont, e o Magnolia Village Practice Center no Mississipi - além de Plum Village, na França e diversos pequenos centros e comunidades espalhados pela Europa, América do Norte e Ásia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Nestes centros o foco principal é a realização sistemática de atividades e retiros destinados aos leigos e centrado em treinamentos especiais, envolvendo a unidade corpo/mente, para ser vivido e exercitado na vida diária comum: os treinamentos da Plena Consciência. Também são feitas atividades para públicos específicos, como famílias, adolescentes, veteranos de guerra, indústria do entretenimento, parlamentares, policiais, negros e hispânicos, grupos profissionais e cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;voltar para: &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com"&gt;http://interserblog.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-8832470597605649761?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/8832470597605649761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=8832470597605649761' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/8832470597605649761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/8832470597605649761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2006/11/thy-elementos-biogrficos.html' title='Thây - Elementos Biográficos'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-3529536077932106638</id><published>2006-11-24T12:37:00.000-08:00</published><updated>2008-07-10T03:50:25.859-07:00</updated><title type='text'>Karma, Continuação e o Nobre Caminho Óctuplo</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Karma, Continuação e o Nobre Caminho Óctuplo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Thich Nhat Hanh – Plum Village , Agosto de 2005&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Publicado na revista Mindfulness Bell - Karma, Continuation and The Noble Eightfold Path (Tradução: Samuel Cavalcante)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Hoje, eu gostaria de falar sobre reencarnação, renascimento e continuação. Se olharmos para laranjeira, poderemos ver que ela faz um esforço diário para ter uma longa continuação. Todo dia a laranjeira faz mais folhas e, na primavera, faz flores de laranjeira que, por sua vez, se tornam pequenas laranjas. Nessas laranjas estão as sementes e assim é como a laranjeira assegura sua continuação. A laranjeira tem que continuar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;E nós também. Somos humanos e existe uma tendência natural para nos prepararmos para continuar. Assim, continuação, renascimento, reencarnação, é normal. Como continuamos? Esta questão inicia nossa meditação juntos. Cada vez que você produz um pensamento, esse pensamento é uma continuação. Esse pensamento tem efeitos em nós, em nosso corpo, em nossa mente e no mundo. O efeito desse pensamento é nossa continuação. Produzir um pensamento é a causa; o efeito é como esse pensamento impacta a nós e ao mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Pensar é uma ação. Como o pensamento pode ser muito forte, pode causar dor, pode modificar nosso corpo, mudar nossa mente, mudar o mundo. Desse modo, o pensamento é uma forma de ação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;No Budismo, usamos a palavra &lt;i&gt;karma&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. Karma significa ação, ação enquanto causa, ação enquanto efeito/fruto. Quando a ação é uma causa, nós a chamamos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;karmahetu&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. A palavra chinesa para karmahetu contém dois caracteres, um significando karma e outro significando “semente”. Quando produzimos um pensamento, esta produção é karmahetu, karma-causa. Esse pensamento terá um efeito sobre a nossa saúde física e mental e sobre a saúde do mundo. E esse estado de saúde, bom ou ruim, é fruto deste karma, fruto deste pensamento. &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Karmaphala&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; é o karma-fruto. Assim, pois, karma é ação, ação na causa e também no fruto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Pensar Correto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Quando produzimos um pensamento, temos de nos assegurar que seja bom, um pensamento correto, por que, se assim for, ele nos trará saúde física e mental e ajudará o mundo a se curar. Nossa prática é tentar viver de um modo tal que, todo dia, só produzamos bons pensamentos, pensamentos em direção ao pensar correto. Temos que nos treinar para que seja assim. Um mau pensamento pode destruir a saúde física e moral de nós todos e do mundo inteiro. Dessa maneira, temos que ser cuidadosos para produzir apenas bons pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;O pensar correto é recomendado a todos nós por Buda. Trata-se da ação em forma de pensamento. Cada vez que produzimos um pensamento, esse pensamento carregará nossa assinatura. Você não poderá dizer “Não, eu não produzi esse pensamento”. Isso chama-se karma. Karma-causa, karma-fruto. Se existe uma causa, haverá um fruto – e esse fruto pode ser amargo ou doce, vai depender da natureza do karma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Fala Correta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Primeiro, temos de entender que falar é ação. Quando dizemos algo, esta fala terá um efeito em nosso corpo, em nossa mente e no mundo inteiro. A boa fala nos trará alegria e saúde – tanto física quanto moral – e mudará o mundo em direção à bondade. Nós devemos produzir uma fala correta, que inspire entendimento, alegria, esperança, fraternidade e irmanamento. Sua fala é uma semente, uma causa. E o que ela produzir em você e no mundo é um karma-fruto, karmaphala. Ação enquanto causa e enquanto fruto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Algumas vezes, a ação-fruto se manifesta imediatamente depois do karma-causa. Às vezes, leva meses ou anos – mas, cedo ou tarde, esta ação se tornará efeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Ação Correta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;O terceiro tipo de ação é o ato físico, o ato levado a termo pelo corpo. Com o corpo você capaz de fazer coisas. Pode matar uma pessoa, um animal ou matar uma árvore. Pode salvar uma pessoa, um animal, salvar uma árvore. O Buda recomenda a Ação Correta por que ela terá efeito na sua saúde física e moral, assim como na saúde do mundo. Temos que nos assegurar que nossas ações vão no caminho da ação correta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Jean-Paul Sartre era um filósofo da tradição existencialista. Ele disse que o homem era a soma de suas ações. Quando uma criança nasce, ela ainda não agiu ainda, então ela não pode ser definida desse jeito. Mas assim que o homem começa a agir, podemos observar suas ações e ver o homem. O homem é definido pelos seus atos. O que J-P. Sartre disse está bastante próximo do Budismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Mas a declaração de Sartre, não é detalhada o suficiente, por que temos demos de incluir aí os pensamentos. Nossa fala advém do que nós pensamos; o pensamento é a base de toda a fala e de toda a ação. O que nós podemos dizer é que o homem é a soma de seus pensamentos, palavras e atos. Acho que Jean-Paul Sartre concordaria, porque usando a palavra 'atos' ele quisesse incluir pensamento e fala. Pensamento como ação e fala como ação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Os pensamentos, a fala e a ação criam karma e nós produzimos essa energia em cada momento da nossa vida diária. Você continua a dizer coisas, a fazer coisas, e cada pensamento, cada palavra, cada ato carregará a sua assinatura. Isto é sua continuação. Nada é perdido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;O cientista Lavoisier disse, “Nada se perde”. Ele é um budista, essencialmente. Nada é criado, nada se perde. Tudo o que você produziu de, pensamentos, atos e fala continua a influenciar o mundo – e isto é a sua continuação. Sua continuação é o seu renascimento e sua reencarnação. Nada é perdido. Então você tem que garantir um bom futuro, uma boa continuação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Queremos continuar belos / na beleza (em estado de graça). Mas nós sabemos que para isso acontecer devemos garantir que nos pensamentos sejam corretos, nossa fala seja a fala correta e nossos atos, ações corretas. Estes são três ramos do Nobre Caminho Óctuplo que nos foi recomendado por Buda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Visão Correta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;O que é a visão correta? É a nossa maneira de compreender o mundo; ela carrega consigo um insight da realidade última. Nós somos tão frequentemente vítimas de visões incorretas que criamos sofrimento para nós e para os outros – temos de evitar visões encorretas, evitar percepções erradas. Se continuamos a sofrer por causa da violência e do terrorismo é por que precisamos da visão correta. Os terroristas têm uma visão incorreta acerca de si mesmos e dos outros e os anti-terroristas do mesmo modo com relação a si mesmos e aos terroristas. Quando nos baseamos em visões incorretas continuamos a nos matar uns aos outros, por isso, temos que observar mais profundamente para obter a visão correta. Com ela, tornamo-nos capazes de parar a violência e o terrorismo. É a base de todo o pensamento correto, da fala correta e ação correta e é por isso mesmo que Buda começou por ela, a visão correta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Buda descreve a visão correta de um modo preciso, profundo e claro: a visão correta reflete sabedoria, a natureza da existência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Impermanência&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Por exemplo, Buda falou sobre a impermanência das coisas e dos fenômenos e outros homens sábios assim também o fizeram. Heráclito disse que você jamais se banhará num rio duas vezes, porque o rio está mudando constantemente. A visão correta e o insight da impermanência andam sempre juntos. Uma visão que que não está baseada no entendimento da impermanência é uma visão incorreta. Quando possuímos uma visão correta, não sofremos e podemos criar felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Isto não é somente filosofia, é vida. Quando você tem problemas com sua companheira e vocês estão prestes a discutir, Buda diria a vocês: “Queridos amigos, fechem seus olhos e imaginem sua amada ou seu amado daqui a trezentos anos. Em que ela ou ele terá se transformado?” Quando você conseguir ver o que vai acontecer daqui a trezentos anos, verá que não vale a pena discutir, por que a vida é impermanente. Se vocês puderem tocar na impermanência, quando abrirem seus olhos, vocês nãos sentirão mais raiva. Estarão a salvo, por causa do insight sobre a impermanência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;De um ponto de vista intelectual, você pode concordar que as coisas são impermanentes mas, na sua vida prática, você age como se elas fossem permanentes. Buda não falou da impermanência como uma filosofia, mas como uma prática. Devemos praticar a concentração na impermanência. Por exemplo, durante todo o dia, quando você olhar algo, ouvir alguma coisa, você deveria estar em contato com o insight sobre a impermanência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Olhando uma flor, você vê que ela é impermanente. Olhando para alguma pessoa, você vê que ele ou ela é impermanente. Desse modo, o insight sobre a impermanência estará conosco o tempo todo e é assim por que isto não é uma teoria, mas uma concentração. É a concentração na impermanência que irá porá você a salvo, não a idéia da impermanência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Com a plena consciência podemos manter o insight sobre a impermanência vivo – e isso nos protegerá de produzirmos pensamentos incorretos ou fala incorreta. Assim, a visão correta é a visão que contém a natureza da impermanência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Não-eu&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Imaginemos que cada pessoa tenha uma alma separada que permanece sempre a mesma, mesmo que o corpo envelheça e se decomponha. Esta é uma visão incorreta, pois vais de encontro à verdade da impermanência. Nada permanece o mesmo por dois momentos consecutivos. Então, se aceitarmos a realidade da impermanência, teremos de aceitar a verdade do não-eu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Impermanência é a visão a partir da perspectiva do tempo. A mesma coisa, da perpesctiva do espaço é o não-eu. Não-eu e impermanência são a mesma coisa. Quando um filho vê o pai como uma outra pessoa, que lhe causou muito sofrimento e dificuldade, ele irá querer puní-lo com suas palavras e ações. Ele não sabe que fazer seu pai sofrer é fazer sofrer a si mesmo, ao mesmo tempo. Você precisa entender que você e seu pai compartilham a mesma realidade. Você é a continuação de seu pai. Se seu pai sofre, você sofrerá também, mas se puder ajudá-lo a não sofrer, então a sua felicidade será possível. Com a ajuda do insight do não-eu podemos evitar muitos erros, por que este insight se traduz em visão correta..&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Terroristas e anti-terroristas imaginam a si mesmos como dua entidades separadas. O anti-terrorista diz “Temos de punir o terrorista, temos de eliminá-lo”; o terrorista também pensa que o outro é a causa do sofrimento no mundo e, para que ele mesmo sobreviver, o outro também tem de ser eliminado. Eles não sabem que são uma mesma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Todas as partes em conflito têm compreender o insight do não-eu. Se o outro lado continua a sofrer, se não houver segurança, paz ou entendimento, então não haverá segurança, paz ou entendimento no nosso lado. Quando ambos constatarem que ele inter-são, quando tocarem a natureza do não-eu, então haverá ali uma visão correta. Com a visão correta, pensaremos, falaremos e agiremos da maneira correta. Assim, a segurança poderá se tornar realidade. A visão correta é uma visão da realidade que se traduz na impermanência, não-eu e interser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Interser&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Quando observamos profundamente um flor, vemos os elementos que se juntaram para permitir que ela se manifestasse. Podemos ver as nuvens, manifestando-se como chuva. Sem chuva nada pode crescer. Assim, quando eu toco a flor, estou tocando as nuvens, tocando a chuva. Isto não é poesia, é realidade. Se retirarmos as nuvens e a chuva da flor, a flor não estará lá. Com os olhos de Buda, vemos as nuvens e a chuva na flor. Podemos, ainda tocar o sol, sem queimarmos os dedos. Sem o sol nada pode crescer, portanto, não podemos retirar o sol da flor. A flor não pode existir separadamente; ela tem de inter-ser com a luz, com as nuvens, com a chuva. A palavra “interser” está mais próxima da realidade que a palavra “ser”. Ser, na verdade, significa interser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Esta verdade é a mesma para mim, para você e para Buda. Buda tem de inter-ser com tudo. Interser e não-eu são objetos para nossa contemplação. Temos de nos treinar para sermos capazes de, na nossa vida diária, tocar a verdade do inter-ser, do não eu, em cada momento. Você estará em contato com as nuvens, com a chuva, com as crianças, com as árvores, rios e este contacto revelará a verdadeira natureza da realidade, a natureza da impermanência, a natureza do interser, do não-eu, da interdependência. Se você puder tocar a realidade desse modo, você terá a visão correta. Tendo a visão correta, todos os seus pensamentos, palavras e ações serão corretos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;É por esta razão que cultivar a visão correta é a base da prática do Budismo. E podemos praticá-la como indivíduos, como comunidade e como nação. Se estivermos fechados na prisão da permanência, do eu, não obteremos a visão correta. Para cultivarmos a visão correta, temos de ter concentração. Somos cheios de inteligência para entender as noções de impermanência e não-eu, mas as noções não irão nos ajudar. Por isso, temos de treinar para ver as coisas em sua verdadeira natureza. Temos de manter este insight vivo a todo instante. Por isso é que a concentração é tão importante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Concentração Correta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;A palavra sânscrita para concentração correta é &lt;i&gt;samadhi&lt;/i&gt;. As noções de impermanência e não-eu são úteis, mas não são suficientes para libertá-lo, para dar a você uma visão correta. Assim a concentração é necessária. Samadhi prajna é a visão correta, o insight que está na base de todo pensamento correto, fala correta e ação correta. Mas para cultivar o prajna temos de praticar a concentração. Temos de viver em concentração para tocar profundamente as coisas em todos os momentos. Nós viveremos profundamente quando pudermos ver a natureza da impermanência, do não-eu e do interser na flor, e podemos fazer isso graças à prática da concentração. Sem samadhi, não há prajna, não há insight. A concentração é a porta que se abre para a realidade última. Ela nos dá a visão correta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Plena Consciência Correta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Mas antes da concentração, temos de cultivar a plena consciência. Plena consciência é &lt;i&gt;smrti.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;A plena consciência é a energia que pode nos ajudar a trazer a mente de volta ao corpo para que assim possamos nos estabelecer no momento presente. Desse modo, poderemos observar o céu azul. Poderemos observar as nuvens. Poderemos observar a criança que está sentada diante de nós. Tocaremos profundamente as maravilhas da vida. Isto é plena consciência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Plena consciência é a capacidade de reconhecer o que está acontecendo no momento presente. Quando a dor se manifestar, seremos capazes de abraçá-la e, assim fazendo, transformá-la. Com uma forte plena consciência, podemos perceber que o Reino de Deus está disponível e que a alegria de viver é possível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Andre Gide disse que Deus é alegria. Gosto disso. E ele disse ainda: “Deus está disponível vinte e quatro horas por dia”. Também nisso eu concordo com ele. Se Deus está disponível 24 horas por dia, então seu Reino também está. A única questão que surge é se estamos disponíveis para o Reino de Deus, disponíveis para a felicidade. A plena consciência nos torna disponíveis para o Reino de Deus, para as maravilhas da vida que estão bem aqui, no momento presente. Sei que existem muitos budistas na França, incluindo Jean-Paul Sartre e Andre Gide e o cientista Lavoisier.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Plena consciência é que praticamos em Plum Village. Nós caminhamos de maneira que cada passo produz plena consciência. Quando respiramos, lavamos as mãos, cozinhamos, fazemos tudo com plena consciência. Gerar a energia da plena consciência é uma prática básica, por que a plena consciência é a portadora, aquela energia que traz a concentração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Quando você está plenamente consciente de algo, você está concentrado. A energia da concentração está na plena consciência. Na medida em que você prossegue com a prática, essa concentração se torna cada vez mais forte. Com uma concentração vigorosa você poderá penetrar profundamente na realidade e, assim, tocar a impermanência como realidade. Você poderá tocar o interser, o não-eu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Buda começou com a visão correta, mas eu gostaria de começar pela plena consciência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Meio de Vida Correto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Bem, temos o meio de vida correto, nosso trabalho, nosso emprego. Os Cinco Treinamentos da Plena Consciência nos instruem a escolher um meio de vida que nos ajude a produzir pensamentos, palavras e ações corretas. Infelizmente existem certos tipos de trabalho que nos ferem, que ferem o meio ambiente, que carrega a violência. Temos que observar com plena consciência que trabalho devemos ter no qual seja possível praticar o pensamento, a fala e a ação corretos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Professores podem praticar de tal forma que seus pensamentos, palavras e ações nutram seus estudantes em cada momento do dia. As crianças as quais ele ensina podem carregar em si muito sofrimento. Talvez seus pais não tenham lhes oferecido suficientemente tipos apropriados de alimento. Talvez, não tivessem ainda chance de receber um pouco de pensamento correto, de fala e ações corretas, e possam estar feridos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Como um professor, você pode olhar para a criança e ver o sofrimento. E você sabe que com o pensamento, a e açãos corretos, você se tornará capaz de curar as feridas. Poderá ter a habilidade de dar àquela criança uma segunda chance, fazendo o papel de pai ou mãe para ela. A sala de aula pode se tornar uma família. Se você é um médico ou um terapêuta, voce pode fazer a mesma coisa. Se você tiver discernimento e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;solidariedade você terá bastante poder, pois quando as pessoas vierem em sua direção, seus pensamentos ajudarão a curá-las. Você poderá ajudá-las por que curou-se a si mesmo, desenvolvendo a energia do entendimento e da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;solidariedade &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Buda falou de meio de vida correta não para os monges e monjas, mas para todos. O meio de vida correto, ajuda você a produzir pensamentos, fala e ações corretos. Precisamos nos dedicar um tempo para observar se o nosso trabalho fortalece a produção dessas energias - todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Bons pensamentos sempre andam juntos com a compreensão e com o amor. Uma ocupação que leve você a produzir pensamentos de raiva e discriminação não é bom nem para a sua saúde e nem para a saúde do mundo. Talvez você tenha de aceitar um outro trabalho, com um salário mais baixo, mas que lhe dará a chance de gerar bons pensamentos e boa fala. É possível viver de um modo mas saudável e alegre. Se você possui uma visão correta, você terá coragem o bastante para parar a corrente de violência e apego. Portanto, o meio de vida correto é muito importante e podemos definir sua importância a partir do pensamento, fala e ação corretos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;O Esforço Correto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;O oitavo meio é a diligência correta, o esforço correto. Buda nos ensinou a cultivar e cuidar de nossa energia, e ele também ensinou como praticar para conservar esta energia. Na psicologia budista podemos ver nossa consciência como tendo duas camadas. A camada de baixo é chamada de armazenadora. Ela está sempre operando, mesmo quando dormimos. Ela recebe as informações e as classifica e toma muitas decisões sem a intervenção da consciência mental, que é a camada superior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Quando você dirige um carro, você pensa que é a sua consciência mental que está dirigindo mas, na verdade, uma grande parte do serviço é realizado pela camada armazenadora, sem o nosso pensar consciente. Quando você executa suas tarefas rotineiras, a camada armazenadora desempenha um papel importante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Quando a camada armazenadora opera, ela gasta menos energia metabólica que a mente ao pensar. A consciência mental gasta um bocado de açúcar, glicogêncio e proteínas para funcionar. No nível da camada armazenadora as coisas são feitas de um modo rápido e econômico, de tal modo que a maioria das coisas são conduzidas por ela e a consciência mental só faz a parte final. Na camada armazenadora muita sementes estão enterradas, sementes boas e más. A semente da raiva está lá. A do desespero está lá. As sementes da mesquinharia e da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;solidariedade &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;estão lá. E também a da alegria. Assim para cultivar o esforço correto, Buda propôs quatro práticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Quatro Práticas para Cultivar o Esforço Correto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;A primeira prática é não alimentar as sementes ruins. Você sabe que existem sementes negativas em você e que se você manifestá-las irá sofrer. Assim deixe-as dormindo em paz. Quando você vê um filme, quando você lê um jornal, ouve uma música, existe a possibilidade de estar alimentando alguma semente e esta se manifeste. Nós temos que consumir em estado de plena cosnciência para que as sementes ruins não sejam regadas. Quando nos amamos uns aos outros temos de assinar um tratado de paz. “Querido(a), prometo nunca regar as sementes ruins que existem em você ou em mim, e você deve fazer o mesmo. Você também tem essas sementes. Você não deve regá-las em você e nem em mim”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;A segunda prática é a de que cada vez que uma formação mental ruim se manifeste, devemos fazer com que volte a dormir novamente, por que se a mantermos aqui durante muito tempo ela se fortalece lá na base. Se a deixarmos aqui por uma hora, será uma hora de fortalecimento. Isto é perigoso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;A terceira prática é permitir que as boas sementes sejam regadas para que elas se manifestem na mente. Por exemplo, uma palestra sobre o Dharma é um tipo de chuva que rega as boas sementes em você. Quando elas se manifestarem na sua consciência mental, a paisagem fica muito mais bela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;A quarta prática é a de quando uma boa semente tenha já se manifestado, ajudar a mantê-la na viva na consciência mental o máximo de tempo possível. È como se você tivesse um bom amigo que viesse lhe visitar trazendo boas novas, você tenta mantê-lo consigo o mais possível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Este é o ensinamento de Buda sobre o esforço correto, sobre a diligência correta e sobre como conservar energia. É muito concreto e prático e feito de maneira natural e relaxada. Não precisamos lutar ou brigar; não precisamos fazer esforços exaustivos. Naturalmente e com muito prazer, podemos desfrutar da prática.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Estas são as oito práticas corretas, representando o Nobre Caminho Óctuplo proposto por Buda para todos nós. Se um ensinamento pode revelar o Nobre Caminho, é um autêntico ensinamento de Buda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;A Visão Correta da Reencarnação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;A sua continuação está acontecendo agora mesmo, por que todos os dias você produz pensamentos, palavras e ações que carregam a sua assinatura. Não precisamos esperar que o corpo se decomponha para continuarmos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;A maioria das pessoas pensa em reencarnação em termos de uma alma permanente. Este é o Budismo popular. Mas nós temos de nos elevar à altura da visão correta. Continuação é uma necessidade, é uma verdade. Mas esta continuação deve ser vista à luz do não-eu e da impermanência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Se por exemplo, você quiser reconhecer a minha continuação, não olhe nesta direção (Thay aponta para si mesmo). Há uma parte da minha continuação que vem nesta direção, mas quando vocês olharem em volta, verão muitas outras formas de continuação. Por isso, não espere o corpo se decompôr. Nós mesmos já começamos a nossa continuação. Você tem o poder de mudar. Você pode garantir uma linda continuação. Vamos supor que ontem você produzise um pensamento que não fosse digno de você mas, hoje, você se desculpa. Você pensa: “ Eu não quero ser continuado daquele jeito”. Você pode se corrigir e transformar aquela continuação;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Se você tiver tocado a visão correta, estará apto a produzir um pensamento diferente, digno de você, hoje, um pensamento carregado de entendimento, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;solidariedade &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;e não-discriminação. No momento em que você produzir este pensamento maravilhoso, ele pode agarrar aquele que você produziu ontem. E, no espaço de meio segundo, ele será capaz de tranformá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Assim, você tem a chance de corrigir o passado – isto é maravilhoso. Nós dizemos que o passado já foi, mas ele está sempre retornando, com suas novas manifestações as quais ficam disponíveis para serem corrigidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Se você tiver dito algo que não é digno de você, diga outra coisa coisa hoje – isto irá transformar tudo. Faça algo diferente hoje, baseado na visão correta, e transforme toda a situação. Isso é possível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Se você tiver uma Sangha que lhe apóie, você será apoiado pela visão correta coletiva, então ficará mais fácil produzir tais pensamentos, tais palavras, tais ações, para transformar tudo agora mesmo, para assegurar um bom futuro, uma boa continuação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;O ensinamento do Buda é muito profundo e, ao mesmo tempo, muito prático. Este ensinamento tem a capacidade de nos curar, de transformar nossa dor, nosso medo. É bom ter tempo suficiente para aprender mais sobre ele e colocá-lo em prática na nossa vida diária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Solidariedade = Compaixão (&lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;Voltar para: &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;interserblog.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-3529536077932106638?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/3529536077932106638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=3529536077932106638' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/3529536077932106638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/3529536077932106638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2006/11/karma-continuao-e-o-nobre-caminho.html' title='Karma, Continuação e o Nobre Caminho Óctuplo'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-7502546787546093417</id><published>2006-11-23T15:58:00.000-08:00</published><updated>2008-07-10T03:51:03.812-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><title type='text'>Os Quatorze Treinamentos da Plena Consciência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;Primeiro Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente do sofrimento causado pelo fanatismo e pela intolerância estou determinado a não idolatrar ou me apegar a doutrinas, teorias ou ideologias,  mesmo o budismo.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Os ensinamentos budistas são princípios que me ajudam a aprender como observar profundamente e como desenvolver minha compreensão e minha solidariedade. Eles não são doutrinas pelas quais  se deva lutar, matar ou morrer.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Segundo Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente do sofrimento causado pelo apego a conceitos e percepções errôneas, estou determinado a não possuir uma mente limitada e amarrada às idéias atuais.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Aprenderei e praticarei o desapego a pontos de vista a fim de estar aberto a outras compreensões e experiências. Estou consciente de que o conhecimento que possuo não é imutável e não constitui verdade absoluta. A verdade é encontrada na vida e a observarei tanto no meu interior como ao redor de mim, em cada momento, pronto a aprender através de toda a minha vida.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Terceiro Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente do sofrimento causado quando imponho meus pontos de vista aos outros,  comprometo-me a não forçar ninguém, nem mesmo os meus filhos, por quaisquer que sejam os meios, tais como: autoridade, ameaça, dinheiro, propaganda ou doutrinação, a adotar os meus pontos de vista.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Respeitarei o direito das pessoas de serem diferentes e de escolherem no que acreditar e os meios pelas quais decidirão. Contudo, ajudarei a renunciarem ao fanatismo e à estreiteza através de um diálogo compassivo.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Quarto Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente de que observar profundamente a natureza do sofrimento pode me ajudar a desenvolver a solidariedade e a encontrar meios para extinguí-lo, estou determinado a não evitar ou fechar meus olhos diante do sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Estou determinado a encontrar maneiras, incluindo o contato pessoal, imagens e sons, para estar com aqueles que sofrem e, assim, poder compreender sua situação profundamente e ajudá-los a transformarem seu sofrimento em &lt;/i&gt;&lt;i&gt;solidariedade&lt;/i&gt;&lt;i&gt;, paz e alegria.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Quinto Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente de que a verdadeira felicidade está enraizada na paz, na firmeza, liberdade e solidariedade e não na riqueza ou fama, estou determinado a não adotar como propósito de minha vida a fama, o lucro, a riqueza, os prazeres sensuais e nem o acúmulo de riqueza, enquanto milhões de pessoas estão morrendo de fome.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Comprometo-me a viver de um modo simples compartilhando meu tempo, energia e recursos materiais com aqueles que necessitam. Praticarei o consumo com plena consciência, não usarei álcool, drogas ou outros produtos que tragam toxinas para o meu corpo, para a minha consciência e para  o corpo e a consciência da coletividade.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Sexto Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente de que a raiva bloqueia a comunicação e cria sofrimento, estou determinado a cuidar da energia da raiva quando ela surgir e a reconhecer e transformar suas sementes que repousam profundamente na minha consciência.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quando a raiva surgir, estou determinado a não dizer ou fazer qualquer coisa e, sim,  a praticar a respiração consciente ou o caminhar consciente e a reconhecê-la, abraçá-la e observá-la profundamente. Aprenderei a olhar com os olhos da &lt;/i&gt;&lt;i&gt;solidariedade &lt;/i&gt;&lt;i&gt;para aqueles que penso serem a causa de minha raiva.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Sétimo Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente que a vida é disponível somente no momento presente e que é possível viver feliz aqui e agora, comprometo-me a treinar a mim mesmo para viver profundamente cada instante da vida diária.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tentarei não me deixar cair na dispersão ou ser levado por remorsos do passado, temores em relação ao futuro ou pela raiva, apego ou inveja no presente. Praticarei a respiração consciente para retornar ao que esta acontecendo neste instante. Estou determinado a aprender a arte de viver plenamanente consciente tocando os elementos extraordinários, refrescantes e saudáveis que estão dentro e em torno de mim e nutrindo as sementes de alegria, paz, amor e compreensão em mim mesmo,  facilitando o trabalho de transformação e  cura em minha consciência.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Oitavo Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente que a falta de comunicação sempre traz separação e sofrimento, comprometo-me a treinar a mim mesmo na prática do ouvir compassivo e da fala amorosa.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Aprenderei a ouvir profundamente sem julgar ou reagir e abster-me-ei de proferir palavras que possam criar discórdia ou causar ruptura na comunidade. Farei todo o esforço para manter a comunicação aberta e reconciliar e resolver todos os conflitos, mesmo os pequenos.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Nono Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente de que as palavras podem criar sofrimento ou felicidade, comprometo-me a aprender a falar com sinceridade e de maneira construtiva, usando somente palavras que inspirem esperança e confiança.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Estou determinado a não mentir por interesse pessoal ou para impressionar pessoas e nem proferir palavras que possam causar divisão ou discórdia. Não divulgarei noticias se não estiver seguro de que sejam verdadeiras, e nem criticarei ou condenarei atos dos quais não esteja seguro. Empenhar-me-ei para denunciar situações de injustiça, mesmo quando elas possam ameaçar minha segurança.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Décimo Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente de que a essência e o objetivo de uma Sangha é a prática da compreensão e da solidariedade , estou determinado a não usar a comunidade budista para ganhos pessoais, proveitos, ou transformar nossa comunidade num instrumento político.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Uma comunidade espiritual deve, contudo, tomar uma posição clara contra a opressão e a injustiça e deve empenhar-se para mudar a situação, sem se engajar em conflitos partidários.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Décimo primeiro Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente de que grande violência e injustiça têm sido impingidos ao meio ambiente e à sociedade, comprometo-me a não viver com uma vocação que seja prejudicial aos homens e à natureza.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Farei o melhor possível para escolher um meio de vida que ajude a realizar o meu ideal de compreensão e &lt;/i&gt;&lt;i&gt;solidariedade&lt;/i&gt;&lt;i&gt;. Consciente da realidade econômica, política e social global, comportar-me-ei com responsabilidade como consumidor e como cidadão, não investindo em empresas que privem outros seres da chance de viver.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Décimo segundo Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente que as guerras e os conflitos causam muitos sofrimentos, estou determinado a cultivar a não violência, a compreensão e a solidariedade em minha vida diária, promovendo a educação para a paz, a mediação plenamente consciente e a reconciliação dentro das famílias, comunidades, nações e no mundo.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Estou determinado a não matar e a não deixar que outros matem. Praticarei diligentemente a observação profunda junto à minha Sangha para descobrir maneiras melhores de proteger a vida e evitar a guerra.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Décimo terceiro Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, pelo roubo e pela opressão, comprometo-me a cultivar a bondade amorosa e a aprender meios de agir  para o bem estar das pessoas, animais, plantas e minerais.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Praticarei a generosidade compartilhando meu tempo, minha energia e meus recursos materiais com aqueles que são necessitados. Estou determinado a não roubar e a não possuir qualquer coisa que deveria pertencer a outros. Respeitarei a propriedade alheia, mas tentarei evitar que outros tirem proveito do sofrimento humano ou do sofrimento de outros seres.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Décimo quarto Treinamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consciente que relações sexuais motivadas por apego não podem dissipar o sentimento de solidão, mas apenas criar mais  sofrimento, frustração e solidão, estou determinado a não me engajar em relações sexuais sem  compreensão mútua, amor e compromisso de longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nas relações sexuais devo estar consciente do sofrimento futuro que posso causar. Eu sei que para preservar minha felicidade e a dos outros, devo respeitar tanto meus direitos e  compromissos quanto os das outras pessoas. Farei de tudo que estiver ao meu alcance para proteger as crianças do abuso sexual e proteger os casais e famílias da má conduta sexual. Tratarei nosso corpo com respeito e preservando minhas energias (sexual, respiratória e espiritual) para a realização do meu ideal de bodhisatva. Serei plenamente consciente da responsabilidade de trazer novas vidas a este mundo e meditarei sobre o mundo para o qual estamos trazendo novos seres.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;PS: Siolidariedade = Compaixão (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-7502546787546093417?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/7502546787546093417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=7502546787546093417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/7502546787546093417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/7502546787546093417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2006/11/os-quatorze-treinamentos-da-plena.html' title='Os Quatorze Treinamentos da Plena Consciência'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-374688702308842</id><published>2006-11-21T05:51:00.000-08:00</published><updated>2011-12-22T05:15:58.754-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo engajado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pancasila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='shila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hanh'/><title type='text'>Os Cinco           Treinamentos           da Plena Consciência</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Primeiro Treinamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Consciente do sofrimento causado pela destruição da vida, eu me comprometo a cultivar a solidariedade e a aprender maneiras de proteger a vida das pessoas, animais , plantas e minerais. Estou determinado a não matar, a não deixar que outros matem e a não tolerar qualquer ato de matança no mundo, no meu pensamento e no meio modo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Segundo Treinamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Consciente do sofrimento causado pela exploração, pela injustiça social, pelo roubo e pela opressão, eu me comprometo a cultivar a bondade amorosa e a aprender maneiras de trabalhar pelo bem estar das pessoas, animais plantas e minerais. Praticarei a generosidade, compartilhando meu tempo, minha energia e meus recursos materiais com aqueles que realmente precisam. Estou determinado a não roubar e a não me apossar de nada que pertença, porventura, a outros. Respeitarei a propriedade alheia, mas impedirei que outros lucrem com o sofrimento humano ou com o sofrimento de outras espécies sobre a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Terceiro Treinamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Consciente do sofrimento causado pela má conduta sexual, eu me comprometo a cultivar a responsabilidade e a aprender maneiras de proteger a integridade dos indivíduos, dos casais, das famílias e da sociedade. Estou determinado a não me engajar em relações sexuais sem amor e sem compromisso duradouro. Para preservar a minha felicidade e a dos outros, estou determinado a respeitar os meus compromissos e os compromissos dos outros. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para proteger as crianças do abuso sexual e para impedir que casais e famílias sejam desfeitos pela má conduta sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quarto Treinamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Consciente do sofrimento causado pelas palavras descuidadas e pela incapacidade de ouvir os outros, eu me comprometo a cultivar a fala amável e a escuta profunda para levar alegria e felicidade aos outros e aliviá-los em seu sofrimento. Estou determinado a falar a verdade, com palavras que inspirem autoconfiança, alegria e esperança. Não divulgarei notícias que não tenham fundamento e nem criticarei ou condenarei aquilo de que não tenha certeza. Evitarei pronunciar palavras que possam causar divisão ou discórdia, que possam desagregar a família ou a comunidade. Estou determinado a fazer todos os esforços possíveis para reconciliar e resolver todos os conflitos, por menores que sejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quinto Treinamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Consciente do sofrimento causado pelo consumo irresponsável, eu me comprometo a cultivar a boa saúde, tanto física quanto mental, para mim, minha família e minha sociedade, praticando a alimentação, a ingestão de líquidos e o consumo com plena consciência. Somente ingerirei ítens que preservem a paz, o bem estar e a alegria no meu corppo, na minha consciência e no corpo coletivo e na consciência da minha família e da minha sociedade. Estou determinado a não ingerir álcool ou qualquer tipo de bebida ou substância tóxica ou, ainda consumir alimentos e outros ítens que contenham toxinas, como certos programas de TV, revistas, livros, filmes e conversas. Estou consciente de que prejudicar o meu corpo ou minha consciência com esses venenos é trair meus ancestrais, meus pais, minha sociedade e as gerações futuras. Trabalharei para transformar a violência, o medo, a ira e a confusão que existem dentro de mim e na sociedade, mediante uma dieta para mim mesmo e para a sociedade. Entendo que uma dieta apropriada seja crucial para auto-transformação e para a transformação da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Solidariedade = Compaixão (ver &lt;a href="http://samoockah.blogspot.com/2008/07/nota-de-traduo.html"&gt;Nota do Tradutor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;Retornar para o &lt;a href="http://interserblog.blogspot.com/"&gt;Blog Interser&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7599646783007809464-374688702308842?l=samoockah.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://samoockah.blogspot.com/feeds/374688702308842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7599646783007809464&amp;postID=374688702308842' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/374688702308842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7599646783007809464/posts/default/374688702308842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://samoockah.blogspot.com/2006/11/o-cinco-treinamentos-da-plena.html' title='Os Cinco           Treinamentos           da Plena Consciência'/><author><name>Samuel Cavalcante</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7599646783007809464.post-2020449689603602399</id><published>2006-11-18T16:53:00.000-08:00</published><updated>2010-12-02T13:51:38.355-08:00</updated><title type='text'>Todos Necessitamos do Vinaya</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;TODOS NECESSITAM DO VINAYA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;MODOS DE VIDA BUDISTAS: REFLEXÕES&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;EVERYONE NEEDS VINAYA:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;REFLECTIONS ON BUDDHIST LIFESTYLES&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;por/by Santikaro Bhikkhu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;tradução: Samuel Cavalcante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Vinaya é um termo bem conhecido nos países Budistas como a disciplina ou o extenso conjunto de regras que os monges seguem ou deveriam seguir. Assim como muitos outros aspectos do Budismo predominante, este entendimento comum não é nem errado nem suficiente. Ele esquece importantes aspectos que podem ser encontrados nos ensinamentos do Buda e, consequentemente, diminui a nossa habilidade de viver uma vida Dhâmmica enquanto leigos ou monásticos. Neste ensaio, explorarei alguns desses aspectos menos conhecidos do Vinaya que, acredito, irão esclarecer e ajudar a preencher importantes aspectos da vida moderna para os budistas da Ásia e do Ocidente, quer sejam estudantes leigos ou monásticos ou "nunks".(1)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Neste ensaio, explorarei ainda o significado e a importância do Vinaya de maneira mais ampla na tradição budista, enfatizando sua aplicabilidade hoje no interior das sociedades ocidentais pelos "budistas convertidos" que lidam com modernidade e pós-modernidade, e em sociedades budistas tradicionais que estão tentando chegar a um acordo com as rápidas mudanças da modernização. Esta discussão valorizará o Vinaya leigo, um conceito comumente obscuro. Começarei por olhar as limitações do entendimento tradicional do Vinaya, mesmo que não saibamos o quão antigas muitas "tradições" são. Algumas têm menos de cem anos e outras foram uma resposta ao imperialismo europeu. Muito poucas advêm dos primeiros séculos da tradição. Depois eu irei propor uma nova maneira de entender o Vinaya - aquele enraizado no Budismo original e nos ensinamentos dos Suttas Páli. Isto abre a possibilidade de abandonar algumas "tradições" para retornar "à tradição". (2)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Após isso, irei sugerir algumas linhas gerais sobre como o Vinaya pode ser posto em prática hoje em dia, tanto pelos leigos como pelos monges e monjas. Um ponto central deste ensaio irá discutir as áreas de nossas vidas com as quais um Vinaya estendido terá que lidar. Para demonstrar as perspectivas e a abordagem sugeridas, irei me delongar em uma dessas áreas, que diz respeito à tecnologia digital moderna. Devido ao pequeno espaço disponível, não poderei me aprofundar em outras áreas. Alguns critérios de avaliação da eficácia desta abordagem também serão descritos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A principal tese deste ensaio é o de que o Vinaya é necessário, pois o Dhamma requer sua proteção, apoio e estrutura. Isto se aplica a todos, não apenas aos monásticos. Espero que os budistas leigos aceitem os desafios postos pelo Vinaya leigo e que as e os monásticos atualizem seu entendimento e reformem suas práticas do Vinaya monástico. Abaixo, não me permitirei dizer aos outros budistas como viver e o que fazer. Já existe diversidade demais para alguém fazer isso. Temos de exercitar com nossas famílias, colegas e companheiros de prática, de acordo com as circunstâncias da nossa vida. Estas reflexões podem nos ajudar. Como eu espero ampliar este ensaio posteriormente, os leitores são convidados a considerar as ideias e perspectivas aqui sugeridas como em evolução. Sua participação ativa, comentários, sugestões e referências serão muito bem vindas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Algumas Limitações "Tradicionais"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Originalmente, não havia a necessidade de recitar um "Código disciplinar" (Vinaya-panyati) por que os primeiros grupos de monges eram extremamente motivados a seguir o caminho da vida espiritual, de forma honesta, madura e simples. Muitos atingiram a realização rapidamente. Quando alguns monges mais antigos sugeriram ao Buda que ele criasse regras, ele se recusou num primeiro momento. Somente quando a Sangha cresceu em quantidade e se espalhou geograficamente foi que a qualidade dos monges se deteriorou. À medida que algumas pessoas de má reputação entravam e logo se comportavam mal - por exemplo, a infame gangue dos seis - o Buda começava a criar "regras" (literalmente, "treinamentos", sikkhapada). Esses treinamentos têm um importante lugar nas vidas dos praticantes sinceros, especialmente aqueles menos assentados e maduros, mas é somente para isso que existe o Vinaya?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Entender o Vinaya como um mero conjunto de regras, algumas delas legalistas ou desatualizadas, ou até mesmo sexistas, não é de todo correto. Apesar dos treinamentos individuais (sikkhapada) possam ser vistos como regras que os monges devem seguir, eles são sempre expressões de princípios profundos. Este é um ponto frequentemente esquecido. Seguir cegamente as "regras" não poderá nunca ser o caminho liberador do Buda e poderá até mesmo colocar o praticante em conflito com o Dhamma, pois trata-se de mera silappataparamasa (jogo estúpido de preceitos e práticas), um dos Dez Grilhões que nos prendem à existência cíclica. Todos precisamos de um Vinaya que expresse os mais profundos princípios coerentes com o Dhamma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Gastarei algum tempo elaborando este ponto pelas seguintes razões:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;* Tenho sempre ouvido falar do Vinaya monástico "como regras a serem seguidas" mas, apesar disso, realmente segui-las é frequentemente secundarizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;* Frequentemente, o Vinaya é levado a sério apenas quando as regras são reforçadas por pressões sociais e sancionadas por mecanismos de aprovação e apoio material. Quando, por exemplo, monges vivem em países estrangeiros e o contexto usual para manter estas regras é ausente, elas tendem a cair, a menos que os princípios e racionalidade por trás dos treinamentos tenham sido internalizados por cada monge.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;* No sentido contrário, a sociedade pode usar essas "regras" para controlar os monges e usá-los para fins não Dhâmmicos, como legitimar regimes corruptos e lavar ("abençoar") ganhos desonestos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;* Ter mais regras é uma das mais comuns justificativas da superioridade dos monges sobre os leigos, uma atitude mais desejável em sociedades feudais do passado do que em sociedades democráticas modernas. (3)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;* O Vinaya entendido como um conjunto de regras, geralmente deixa de fora os praticantes leigos, o que implica em eles não terem ou não necessitarem de Vinaya.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;* Quando seguir as regras causa stress ou sofrimento, elas são muitas vezes abandonadas. Então, o bebê é jogado fora junto com a água do banho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;* Quando a necessária estrutura de suporte é abandonada, esquecida ou ignorada, a prática do Dhamma mais sutil se torna mais fraca e mais difícil de sustentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;* Se o Dhamma e o Vinaya se enfraquecem, lutas em torno do treinamento budista e mais sofrimento persiste.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A situação resumida aqui trata de um importante aspecto da deterioração do monasticismo budista em quase toda sociedade budista tradicional. Mal o monasticismo budista se enraizou no Ocidente e tal situação já se desenvolveu. O ambiente cultural lá é diferente de quando o budismo se instalou no Sudeste da Ásia, China e Tibete. O Ocidente não tem mais a cultura centrada na vila, a economia agrária e a política feudal que um dia nutriu o budismo asiático desde o seu início. Até hoje, aos leigos educados, que têm ensinamentos mais abertos e papeis de liderança dentro dos grupos budistas, ainda lhes faltam, geralmente, o Vinaya não escrito da tradição budista asiática. O que eles têm é muitas vezes tirado das tradições judaico-cristãs e greco-romanas. Monges c
